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Frigorífico projeta investimentos para expandir em 1/3 a cadeia do frango em Tangará da Serra

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A Seara Alimentos, do grupo JBS, trabalha na ampliação da sua capacidade produtiva em Tangará da Serra e região. O projeto motivou a realização, ontem (quinta, 10), da Feira de Negócios AgroExperts (FAEX, foto topo), no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Aliança da Serra.

O frigorífico trabalha com base num plano de expansão da alta direção da Seara em nível nacional. Este plano é movido por um cenário econômico favorável fomentado pelo quadro de crescimento nas exportações brasileiras de carne de frango, que devem registrar um aumento de 11% em 2022 em comparação com o ano passado, além das projeções otimistas para 2023.

Projeto de expansão

Atualmente, a Seara conta com 58 avicultores integrados, num total de 168 aviários. O abate médio diário do frigorífico (foto ao lado) é de 88 mil aves. “Estamos em nossa capacidade plena, mas pensamos, no médio prazo, aumentar o abate diário para 120 mil”, disse o gerente agropecuário da unidade local da Seara, Luciano Andrade.

Como consequência, o projeto de ampliação exige a prospecção de novos parceiros para atender a nova demanda de produção da planta. Essa expansão, segundo Andrade, resultará num volume de investimentos de R$ 30 milhões a R$ 40 milhões pelo frigorífico e em toda ala de integração, contemplando novos aviários. “A Seara está crescendo em outras regiões e com certeza chegará a vez de Mato Grosso, que está no plano macro de expansão da empresa”, acrescentou.

Panorama econômico

Segundo entidades e especialistas em mercado, as exportações brasileiras de frango devem somar em 2022 um volume de 4,7 milhões de toneladas, número que representa um aumento de 11% ante o recorde de 2021, de 4,225 milhões de toneladas. As projeções positivas incluem 2023, com previsão de um aumento de 6%, somando, então, 5 milhões de toneladas.

O crescimento das exportações em 2022 e o otimismo para 2023 são motivados por um cenário que contabiliza o surto de peste suína africana na China, ainda em 2018, e surtos recentes de influenza aviária na Europa, Oriente Médio, África, Ásia e América do Norte, além do conflito na Ucrânia. Tais ocorrências sanitárias e o incidente bélico, entre outros eventos (como a pandemia do novo coronavírus, que reduziu a capacidade industrial em nível global), resultaram em escassez de proteína animal em vários mercados.

Evento

O foco da Feira de Negócios AgroExperts (FAEX) foi o avicultor. Palestras foram ministradas por especialistas da avicultura no País, com temas voltados à atual conjuntura e ao futuro da cadeia avícola brasileira. Nesse contexto foram abordadas questões inerentes à atividade, como ambiência, manejo, biosseguridade, sustentabilidade, sucessão familiar, custos, crédito e investimentos.

O evento contou com presenças de autoridades locais, avicultores, profissionais da área técnica, entidades e representantes do segmento da avicultura em geral.

Pelo conteúdo das palestras foi possível perceber que o projeto da Seara encampa todos os aspectos da cadeia produtiva, desde a produção do frango para abate até a industrialização e os negócios com os mercados interno e externo.

O evento de ontem atraiu a presença de setores correlatos à avicultura, com presença de empresas que mostraram ao público presente o que há de novo em tecnologia de ponta para o segmento. As empresas que se apresentaram nos estantes da feira consistiram em representantes locais e nacionais de equipamentos avícolas, nutrição, sanidade e energia solar, proporcionando contatos e prospecção de negócios.

A vice-presidente da AgroExperts e coordenadora do evento, Márcia Vaisman, avaliou positivamente a FAEX e enalteceu a receptividade local. “Tivemos uma ótima receptividade desde o início, quando começamos a pré-montagem desse evento. Quando a gente tem todas as cadeias envolvidas, como prefeitura, sindicato, associações, fica mais fácil de trabalhar, de fazer um bom evento e promover a montagem de uma cadeia de sucesso”, disse.

Márcia entende que o evento trará resultados práticos para o setor que, em razão do projeto de expansão da Seara, tende a crescer e gerar ainda mais empregos e renda em Tangará da Serra e região. “O que a gente faz é promover a facilidade de informação e capacitação para esses produtores que já trabalham e os que tem interesse e querem trabalhar com avicultura de corte”, acrescentou, já antecipando um retorno para o próximo ano. “Pretendemos voltar em 2023, até porque a Seara está com esse plano de expansão”, concluiu.

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Biorrefinaria Uisa integra produção sustentável à preservação de nascentes e biodiversidade

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No ano em que Nova Olímpia completa 40 anos de emancipação, a presença da Uisa remonta ao período anterior à formação do município. Fundada em 1980, ainda como Destilarias Itamarati, a empresa acompanhou a estruturação da cidade e sua evolução ao longo das últimas décadas. Com atuação contínua no setor sucroenergético, a biorrefinaria integra a base econômica local e mantém participação no desenvolvimento regional, associando produção industrial a iniciativas voltadas à sustentabilidade ambiental.

Instalada em Nova Olímpia, a Uisa, empresa do setor sucroenergético que transforma matérias-primas em bioprodutos e bioalimentos, mantém um conjunto de programas ambientais voltados à preservação de nascentes, recuperação de áreas degradadas e segurança hídrica.

Caetano Henrique Grossi: “Mantemos o foco na preservação ambiental, no uso consciente da água e na recuperação de áreas degradadas”.

O programa Águas da Guanabara, uma das principais iniciativas da Uisa, criado em 2004, opera em uma área estratégica por integrar a zona de transição entre os biomas Cerrado e Amazônia, na bacia do Alto Paraguai, região formadora do sistema hídrico do Pantanal.

Segundo o gerente de Sustentabilidade da Uisa, Caetano Henrique Grossi, atualmente 245 nascentes localizadas em cerca de 50 mil hectares da companhia estão mapeadas e preservadas. “Nosso objetivo é garantir o abastecimento de rios e córregos, além de manter o equilíbrio ambiental e a disponibilidade de água na região”, afirmou.

Mapeamento com tecnologia e validação ambiental

A tecnologia é um dos pilares do programa. O levantamento das nascentes é realizado com uso de sensoriamento remoto, geoprocessamento e imagens de satélite, cruzadas com dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Levantamento das nascentes ocorre por sensoriamento remoto, geoprocessamento e imagens de satélite.

“Esse método permite identificar áreas que necessitam de intervenção e monitorar as condições ambientais, caso a caso”, explicou Grossi.

O trabalho também conta com validação de órgãos ambientais e acompanhamento técnico, além de estudos independentes que atestam a precisão do mapeamento e a efetividade das ações.

Biodiversidade e qualidade da água

As intervenções incluem reflorestamento, controle de erosão, manejo do solo e manutenção da cobertura vegetal. A recomposição das áreas é feita com espécies nativas do Cerrado e da Amazônia, produzidas em viveiro próprio, que mantém cerca de 75 variedades, incluindo espécies ameaçadas.

O viveiro conta com capacidade de produção anual de até 200 mil mudas.

Desde o início do programa, mais de 2 milhões de mudas foram plantadas. Entre 2007 e 2024, a área de vegetação nativa foi ampliada em 1.030 hectares, o que representa aumento de 8% na cobertura vegetal.

De acordo com Grossi, os resultados também aparecem na biodiversidade e nos recursos hídricos. “Identificamos 163 espécies arbóreas e 355 espécies de animais — incluindo onça-pintada, anta, lobo-guará e tamanduá-bandeira — considerados indicadores de equilíbrio ambiental”, relatou.

Na área hídrica, sete nascentes degradadas tiveram a vazão recuperada após ações de revitalização. O Índice de Qualidade da Água (IQA) permanece classificado como “bom”, segundo monitoramento técnico.

Integração entre produção e sustentabilidade

As ações ambientais estão integradas ao modelo produtivo da biorrefinaria, baseado em economia circular. A produção utiliza integralmente a cana-de-açúcar e reaproveita subprodutos como vinhaça e resíduos orgânicos na fertirrigação e na melhoria do solo.

O uso eficiente da água é um dos pilares operacionais.  “Em nosso processo industrial, a água é reutilizada em circuito fechado, sem descarte em corpos hídricos”, disse Grossi. Segundo ele, a adoção de tecnologias de recirculação contribuiu para a redução do consumo de água, tanto na indústria quanto nas operações agrícolas.

A unidade também gera energia elétrica a partir da biomassa, garantindo autossuficiência energética e fornecimento de excedente ao Sistema Interligado Nacional.

Ações regionais e engajamento comunitário

Além das áreas próprias, a empresa mantém iniciativas voltadas à comunidade, com destaque para a doação de mudas e ações de educação ambiental, por meio do projeto Pensamos Verde, que já destinou mais de 570 mil mudas a produtores rurais, instituições e comunidades em 16 municípios de Mato Grosso.

As atividades incluem orientação técnica, campanhas educativas e programas voltados a estudantes.

“Mantemos o foco na preservação ambiental, no uso consciente da água e na recuperação de áreas degradadas”, afirmou Grossi. “A ampliação das ações ocorre principalmente por meio da distribuição de mudas e do fortalecimento de projetos comunitários.”

O modelo adotado já recebeu premiações e certificações ambientais e é apontado como referência no setor sucroenergético, com reconhecimento por iniciativas voltadas à preservação do bioma pantaneiro.

Segurança hídrica como eixo estratégico

A segurança hídrica é fundamental para garantir a regularidade dos fluxos de água que sustentam rios, biodiversidade e atividades econômicas. A preservação dessas áreas mantém o equilíbrio dos ecossistemas, reduz riscos de escassez e assegura o abastecimento humano e produtivo, além de contribuir para a estabilidade climática.

Segundo Grossi, na Uisa, a preservação das nascentes é tratada como elemento central para a continuidade das atividades produtivas e para a manutenção dos ecossistemas regionais.

“Nossa estratégia busca alinhar produção agrícola, conservação ambiental e disponibilidade de água em uma região sensível do ponto de vista hídrico”, concluiu.

(*) Na sequência, link com matérias sobre registro da presença de onças na área da Uisa e sobre ação educativa com foco ambiental da biorrefinaria.

Imagens registram três onças-pintadas em área da biorrefinaria uisa em Mato Grosso

Uisa promove ação educativa entre produtores para prevenção da mosca-dos-estábulos

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