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Saúde Pública

Consórcio fará a gestão do HR de Sinop; modelo pode se repetir em Tangará da Serra

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A decisão do Governo de Mato Grosso de transferir ao Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires a administração do Hospital Regional Jorge de Abreu, em Sinop, confirma a regionalização da saúde pública no estado — modelo que poderá ser adotado futuramente também no Hospital Regional de Tangará da Serra, atualmente em construção em fase avançada.

A transição entre gestões acontecerá no período entre 60 e 120 dias, e não haverá a interrupção de nenhum atendimento, mas sim a ampliação gradual dos serviços.

A medida assinada nesta semana prevê que o consórcio, formado por 16 municípios da região norte mato-grossense, passe a gerir a unidade hospitalar 100% SUS em um processo de transição estimado entre 60 e 120 dias. A proposta do Estado é descentralizar a gestão hospitalar, aproximando a administração das demandas regionais e ampliando a eficiência dos serviços prestados à população.

Com capacidade instalada de 158 leitos, o Hospital Regional de Sinop deverá atender não apenas os municípios integrantes do consórcio, mas toda a macrorregião norte de Mato Grosso, alcançando 37 municípios.

O modelo chama atenção especialmente para a realidade de Tangará da Serra, que já exerce, na prática, papel de polo regional de saúde pública. O município recebe pacientes de mais de 20 cidades, abrangendo desde Barra do Bugres até Brasnorte, passando por municípios das regiões oeste e do Chapadão dos Parecis.

Em fase final de obras, Hospital Regional de Tangará da Serra será referência em média e alta complexidade, contando com 151 leitos (incluindo 40 de UTI adulto, pediátrico e neonatal).

A futura estrutura do Hospital Regional de Tangará da Serra nasce justamente com essa vocação regional. A tendência, segundo avaliações políticas e técnicas ligadas à área da saúde, é que a unidade possa futuramente ser administrada pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Médio Norte Mato-grossense, fortalecendo o modelo de gestão compartilhada entre Estado e municípios.

A experiência de Sinop passa a ser vista como uma referência para outras regiões do estado. O entendimento é que os consórcios intermunicipais possuem maior capacidade de integração regional, permitindo planejamento conjunto, otimização de recursos e maior alinhamento entre os municípios que utilizam os serviços hospitalares.

Em Tangará da Serra, a lógica regional já está consolidada há anos na rede pública. O município concentra atendimentos de média complexidade e passará a atender na alta complexidade pelo SUS a partir da entrada em operação do Hospital Regional. Há, ainda, serviços especializados que atendem uma extensa área territorial de Mato Grosso.

Com a implantação do novo Hospital Regional, a expectativa é de ampliação da capacidade assistencial, redução de deslocamentos para Cuiabá e fortalecimento da saúde pública no interior do estado.

O movimento também acompanha uma diretriz defendida pelo Governo do Estado de interiorização dos serviços de saúde e fortalecimento das estruturas regionais, diminuindo a sobrecarga dos grandes centros e aproximando o atendimento especializado da população do interior.

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Saúde Pública

Influenza: Baixa cobertura vacinal deixa cidade sob risco de surto; Município fará campanha

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A baixa cobertura vacinal contra a Influenza em Tangará da Serra acende um alerta para o risco de aumento da circulação do vírus e eventual surto da doença no município. O alerta é da Vigilância Epidemiológica, que destaca índices de vacinação muito abaixo da meta recomendada entre os grupos mais vulneráveis.

Entre os idosos, a cobertura vacinal alcança apenas 34,61%. Entre as crianças menores de seis anos, o índice é de 37,96%, enquanto entre as gestantes chega a 62,34%. (imagem abaixo)

“É preocupante. A campanha nacional de vacinação começou mais cedo este ano, mas as pessoas dos grupos de risco não estão procurando as vacinas conforme esperávamos”, afirma a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Juliana Herrero. “A cobertura vacinal está muito baixa e isso coloca a população em risco”, acrescenta.

Segundo Juliana, a meta preconizada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é alcançar pelo menos 95% de cobertura entre os grupos prioritários, percentual considerado necessário para reduzir significativamente os casos graves, internações e mortes causadas pela doença.

Além do impacto direto sobre a saúde da população, a baixa adesão à vacinação aumenta a pressão sobre a rede hospitalar. Em todo o país, gestores da saúde têm alertado para a combinação preocupante entre o aumento das doenças respiratórias sazonais e a já elevada demanda por leitos decorrente de acidentes de trânsito e outras urgências, cenário que pode comprometer a capacidade de atendimento dos serviços de saúde. A vacinação é considerada a medida mais eficaz para evitar hospitalizações e reduzir a sobrecarga dos hospitais.

Com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal, a Secretaria Municipal de Saúde e a Vigilância Epidemiológica promoverão uma ação especial de vacinação durante o Arraiá da Serra, no próximo dia 12.

Além da campanha, a população pode procurar qualquer Unidade de Saúde da Família para receber a vacina contra a gripe. A imunização é realizada diariamente nos seguintes horários:

  • Pela manhã, das 8h às 10h30;
  • À tarde, das 13h30 às 16h30.

Preocupação nacional

A baixa cobertura vacinal está longe de ser uma preocupação exclusiva de Tangará da Serra. Em diversas regiões do país, autoridades sanitárias vêm reforçando os alertas para a necessidade de ampliar a vacinação antes do período de inverno, quando aumenta a circulação dos vírus respiratórios. O próprio Ministério da Saúde antecipou a campanha nacional deste ano diante do crescimento dos casos de doenças respiratórias e da circulação precoce da Influenza.

Menor índice de cobertura vacinal está no público idoso.

Na região Centro-Oeste, a cobertura vacinal está em torno de 42,24%. Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, a média gira em torno de 40,32%, números considerados insuficientes para garantir proteção coletiva. Em Tangará da Serra, a situação é ainda mais preocupante, com cobertura média de apenas 37,22%.

O cenário epidemiológico nacional também reforça a urgência da vacinação. Dados do Ministério da Saúde mostram que, até meados de março, o Brasil já havia registrado cerca de 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e aproximadamente 840 óbitos. A Influenza respondeu por 28,1% dos casos graves identificados.

Em análise mais recente da vigilância nacional, até a Semana Epidemiológica 11 de 2026, o país contabilizava 23.615 casos de SRAG e 1.001 mortes. Entre os óbitos com identificação viral, a Influenza foi responsável por 35% das ocorrências, superando outros vírus respiratórios monitorados. O Ministério da Saúde ressalta que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir complicações, hospitalizações e mortes causadas pela gripe.

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