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Agronegócio & Produção

Uisa promove ação educativa entre produtores para prevenção da mosca-dos-estábulos

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A Uisa deu início a um trabalho de educação ambiental nas propriedades que atuam na criação de equinos e bovinos nas proximidades da biorrefinaria, em Nova Olímpia, Denise e Barra do Bugres/MT. A iniciativa visa orientar os produtores sobre o desenvolvimento de boas práticas de manejo para prevenir e controlar a proliferação da mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) na região.

A espécie, que é vetor de doenças, se alimenta do sangue de animais e de seres humanos. A proliferação da praga afeta as cadeias produtivas da pecuária, trazendo prejuízos econômicos, sociais e ambientais. Durante as visitas, realizadas pela equipe de Sustentabilidade da Uisa, são repassadas informações sobre o ciclo reprodutivo da mosca, boas práticas para prevenir a proliferação do inseto, entre outras orientações, juntamente com uma cartilha educativa sobre o tema.

O gerente de Sustentabilidade da Uisa, Caetano Henrique Grossi, salienta que as propriedades que geram ou utilizam matéria orgânica, precisam seguir alguns cuidados para evitar a incidência da mosca. “A mosca-dos-estábulos se alimenta do sangue de animais e se reproduz em qualquer tipo de material orgânico úmido, a exemplo da palha, feno, silagem, cama de frango, fezes de animais, subprodutos de cana, entre outros insumos. Tivemos resultados eficientes aqui na Uisa utilizando as boas práticas agrícolas, mas é um trabalho que precisa ser desenvolvido também nos estabelecimentos agropecuários, quebrando o ciclo reprodutivo da mosca na região”, destaca Grossi.

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A cartilha, elaborada com base em informações técnicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), pode ser acessada no site da Uisa. Além disso, a companhia realizará um trabalho em conjunto com entidades do setor para disseminar as boas práticas de manejo e incentivar ações de prevenção e controle da praga.

O supervisor de Operações Agrícolas, Ailton Diego da Rosa, relata que a companhia desenvolve práticas de manejo com resultados positivos para a redução populacional do inseto. “Na fertirrigação, aplicamos vinhaça localizada e com canhão hidráulico de forma uniforme, para evitar empoçamento. Não deixamos a vinhaça parada no sistema e mantemos os canais de distribuição limpos, além de espalhar cal em pontos de matéria orgânica acumulada. São ações que evitam a formação de criadouros do inseto”, pontuou o supervisor.

Outra medida adotada pela Uisa, é o trabalho de monitoramento populacional da mosca-dos-estábulos nas atividades de fertirrigação com vinhaça (subproduto da cana-de-açúcar) nas lavouras de cana. Grossi explica que foram instaladas armadilhas nas divisas com áreas de criação de equinos e bovinos que possuem maior propensão de infestação da mosca, em um raio de 5 km. “A iniciativa visa monitorar o crescimento populacional do inseto, possibilitando a implementação de estratégias para identificar focos, prevenir e controlar possíveis surtos da mosca-dos-estábulos, considerando o nível de infestação”, disse.

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Entre os animais afetados pela mosca-dos-estábulos, se destacam bovinos, suínos, aves, caprinos, equinos, animais domésticos entre outros. A picada é dolorosa e causa estresse e irritabilidade nos animais, prejudicando o ganho de peso, a taxa de fertilidade e a produção de leite, por exemplo. O inseto também pode ser vetor de vários patógenos — como bactérias, vírus, fungos e parasitas. Os surtos da espécie atacam, principalmente, equinos e bovinos, e as consequências dependem do grau de infestação nos animais.

Ao detectar a incidência de surtos da mosca-dos-estábulos, é importante que o responsável pela propriedade rural comunique a situação ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), pelo telefone: (65) 3361-1418.

Veja CARTILHA DE ORIENTAÇÃO elaborada pela uisa acessando o link: https://drive.google.com/file/d/1zmz6YcoGvBDl8t6CrNvSf6RFa0fQp39E/view?pli=1

(Comunicação Institucional uisa)

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Agronegócio & Produção

Renegociação de dívidas e avanço ferroviário marcam momento decisivo para o agro

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O agronegócio mato-grossense atravessa um período marcado por desafios financeiros e avanços estruturais. Os dois temas foram abordados pelo jornalista Olmir Cividini na coluna Circuito Rural desta sexta-feira (19.06), que analisa o debate sobre a renegociação das dívidas dos produtores rurais e os impactos da inauguração do primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo.

No campo político, a expectativa do setor está voltada para as discussões sobre mecanismos de renegociação de dívidas rurais. Conforme observa Cividini, o tema voltou ao centro das atenções em Brasília, mas ainda cercado por incertezas. Para muitos produtores, a preocupação é que as decisões acabem sendo influenciadas mais pelo ambiente político do que pelas necessidades reais do setor produtivo.

O cenário é acompanhado com cautela pelo agro, especialmente diante das dificuldades enfrentadas por produtores nos últimos anos em razão de oscilações climáticas, custos elevados de produção e desafios de mercado. A expectativa é de que eventuais medidas ofereçam condições para a recuperação financeira e a continuidade dos investimentos no campo.

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Enquanto o debate sobre crédito rural segue em aberto, Mato Grosso comemora um avanço concreto na área logística. Neste sábado será inaugurado, em Dom Aquino, o primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual, considerado um marco para o transporte de cargas e para a competitividade do agronegócio estadual.

O novo terminal multimodal, instalado às margens da BR-070, terá capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. A estrutura integra a primeira etapa da ferrovia, ligando Rondonópolis a Dom Aquino por meio de aproximadamente 162 quilômetros de trilhos.

A obra é considerada estratégica para ampliar a capacidade de escoamento da produção agrícola, reduzir a dependência do transporte rodoviário e fortalecer o corredor de exportação de Mato Grosso. Além disso, o terminal deverá gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento econômico da região.

Segundo a avaliação apresentada na coluna, a nova ferrovia não elimina todos os gargalos logísticos do Estado, mas representa um avanço significativo em uma área considerada fundamental para sustentar o crescimento da produção agrícola. A expectativa é que, com a expansão dos trilhos até Lucas do Rio Verde nos próximos anos, Mato Grosso consolide uma das mais robustas estruturas logísticas do agronegócio brasileiro.

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Entre os desafios da renegociação das dívidas e os investimentos em infraestrutura, o setor produtivo segue apostando em medidas que garantam maior competitividade, eficiência e sustentabilidade para o futuro do agro mato-grossense.

(Fonte: Coluna Circuito Rural, de Olmir Cividini.)

Ouça o Circuito Rural na íntegra:

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