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Frio persiste no fim de semana; calor volta gradualmente a partir de segunda

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A massa de ar frio que avançou sobre Mato Grosso desde o último domingo segue influenciando o clima em Tangará da Serra e região neste final de semana. A previsão indica madrugadas e manhãs amenas até o próximo domingo (24), com mínimas variando entre 15°C e 17°C, além de predomínio de céu parcialmente nublado e ventos moderados do sul e sudeste.

A partir de segunda-feira (25), porém, os termômetros voltam a subir gradualmente, marcando o retorno do clima comum desta época do ano.

De acordo com dados da Climatempo, os próximos dias deverão registrar temperaturas abaixo da média recente para Tangará da Serra, principalmente nas primeiras horas do dia. Para esta sexta-feira (22), a previsão aponta mínima de 17°C e máxima entre 23°C e 24°C. Amanhã, sábado (23), os termômetros devem oscilar entre 15°C e 25°C, enquanto o domingo (24) terá amanhecer ainda ameno, com mínima próxima de 16°C e máxima de até 27°C.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a atuação da massa de ar frio mantém temperaturas mais baixas em áreas do Centro-Oeste, especialmente durante as madrugadas e manhãs. O sistema também reduz a formação de chuvas significativas neste período.

Já o CPTEC/INPE aponta estabilidade atmosférica predominando sobre o sudoeste mato-grossense, favorecendo dias de sol entre nuvens e baixos volumes de precipitação.

Temperaturas voltam a subir

A partir de segunda-feira (25), a tendência é de rápida elevação das temperaturas em Tangará da Serra e municípios vizinhos. As máximas devem voltar à faixa entre 29°C e 33°C ao longo da próxima semana, enquanto as mínimas permanecem entre 17°C e 20°C.

Na terça-feira (26), há possibilidade isolada de chuva fraca e passageira, mas sem acumulados expressivos. Entre quinta-feira (28) e sábado (30), o calor volta a ganhar força, podendo levar os termômetros aos 33°C e 35°C em algumas localidades da região sudoeste de Mato Grosso.

Previsão para Tangará da Serra e região até 31 de maio

  • 22 a 24 de maio: frio moderado nas madrugadas, mínimas entre 15°C e 17°C e máximas abaixo dos 27°C;
  • 25 a 27 de maio: elevação gradual das temperaturas, com máximas próximas de 29°C;
  • 28 a 31 de maio: retorno do calor mais intenso, máximas entre 32°C e 35°C e baixa probabilidade de chuva;
  • Umidade do ar: tendência de redução gradual no fim do mês, especialmente durante as tardes;
  • Chuvas: previsão de tempo predominantemente seco, com possibilidade apenas de pancadas isoladas e rápidas.

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Cidades & Geral

Aripuanã vê duas obras milionárias travadas por decisões da Justiça e do Tribunal de Contas

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Usina solar de R$ 30 milhões tem pagamentos suspensos pelo Tribunal de Contas, enquanto licitação da nova Prefeitura é barrada pela Justiça; investimentos somam mais de R$ 40 milhões e pressionam município de 26 mil habitantes

Dois grandes investimentos da gestão da prefeita Seluir Peixer Reghin (União) estão sob intervenção dos órgãos de controle e ampliam a preocupação com a questão da regularidade e, também, quanto aos impactos financeiros para Aripuanã. Enquanto o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) suspendeu os pagamentos restantes da usina solar de aproximadamente R$ 30 milhões, a Justiça determinou a paralisação da licitação para a construção da nova sede da Prefeitura por indícios de irregularidades no edital.

Juntas, as duas obras ultrapassam R$ 40 milhões em investimentos previstos — valor expressivo para um município de pouco mais de 26 mil habitantes e orçamento anual de cerca de R$ 250 milhões. Apenas a usina fotovoltaica representa cerca de 12% de toda a receita orçamentária do município.

No caso da usina solar, o TCE concedeu medida cautelar suspendendo o pagamento dos cerca de R$ 2,32 milhões ainda pendentes do contrato, diante de indícios de sobrepreço e outras possíveis irregularidades. Segundo a decisão, aproximadamente R$ 27,67 milhões já foram desembolsados à empresa contratada, enquanto a Corte instaurou Tomada de Contas para apurar eventual dano ao erário.

Prefeita Seluit Peixer Reghin: Obras milionárias de sua gestão são alvos de embargo por supostas irregularidades.

A situação financeira preocupa porque, apesar do elevado investimento, a usina ainda não entrou em operação. Desde dezembro de 2025, a Prefeitura já paga os juros do financiamento contratado para executar a obra e, agora, começam a vencer também as parcelas do empréstimo, embora o empreendimento ainda não produza energia para abastecer os prédios públicos.

Outro obstáculo é a inexistência do parecer de acesso da Energisa, documento indispensável para autorizar a conexão da usina ao sistema elétrico. Sem essa autorização, a energia gerada não pode ser injetada na rede, impedindo a compensação dos créditos e adiando a economia prometida.

Na prática, o município corre o risco de enfrentar uma dupla despesa: continuar pagando integralmente as contas de energia elétrica das repartições públicas e, simultaneamente, arcar com as prestações do financiamento de uma usina que não está funcionando.

A decisão do TCE é cautelar e não representa julgamento definitivo. Os responsáveis ainda poderão apresentar defesa durante a instrução do processo.

Nova Prefeitura

Paralelamente, a Justiça de Mato Grosso suspendeu a Concorrência Pública nº 10/2026, destinada à construção da nova sede da Prefeitura de Aripuanã. (Veja no arquivo com decisão judicial: Aripuanã, mandado com prdido de liminar – nova prefeitura)

A decisão liminar do juiz substituto Yago da Silva Sebastião atendeu mandado de segurança apresentado por uma das empresas participantes do certame, que apontou possíveis ilegalidades na condução da licitação.

Segundo a decisão, houve alteração substancial do edital na véspera da abertura das propostas. O documento originalmente previa julgamento pelo critério de técnica e preço, mas, um dia antes da sessão pública, a Administração Municipal informou que o critério correto seria o de menor preço global, classificando a mudança como mero erro material.

Para o magistrado, entretanto, o próprio edital continha toda a estrutura necessária para avaliação técnica, o que afasta a tese de simples equívoco formal. A decisão também destaca divergências em documentos internos da própria Prefeitura sobre o critério de julgamento, situação que pode comprometer a igualdade entre os concorrentes.

Com base na Lei Federal nº 14.133/2021, a Justiça entendeu que mudanças capazes de influenciar a formulação das propostas exigem republicação do edital e reabertura dos prazos legais.

A liminar determinou a suspensão imediata da licitação, proibiu adjudicação, homologação, assinatura de contrato ou emissão de ordem de serviço e concedeu ao município a possibilidade de corrigir integralmente o edital, republicá-lo e reabrir os prazos antes de retomar o certame.

As duas decisões, embora cautelares e ainda sujeitas ao julgamento de mérito, colocam sob questionamento dois dos maiores projetos da atual administração municipal e evidenciam o elevado impacto que investimentos dessa magnitude podem produzir nas finanças de um município de pequeno porte. A situação ganha maior relevância no caso da usina solar, cujo custo equivale, sozinho, a aproximadamente 12% de todo o orçamento anual de Aripuanã.

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