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Médico preso em Tangará por estupro de vulnerável já vitimou ao menos três crianças

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O médico Rogers de Oliveira Pimentel (foto acima), de 44 anos, preso na última quinta-feira (21.05) por estar condenado pelo crime de estupro de vulnerável, tem histórico de abuso sexual contra ao menos três crianças. A informação é do promotor de Justiça Roberto Arroio Farinazzo Junior, de Barra do Bugres.

Segundo o promotor, além do crime imputado a Rogers que lhe rendeu condenação de 23 anos de reclusão, o médico também é processado por outros dois estupros em Barra do Bugres. Há, ainda, uma caso de estupro que teria sido cometido pelo médico contra um bebê, mas que foi arquivado por falta de provas.

No caso relacionado à prisão em Tangará da Serra, a sentença original era de 40 anos, mas foi reduzida para pouco mais de 23 anos após recurso em segunda instância. Como a condenação é definitiva (transitado em julgado), não cabe mais recurso contra a prisão.

Segundo o promotor Roberto Farinazzo, outras condenações deverão acontecer, referentes aos outros abusos praticados por Rogers (detalhe).

O médico atuava na cidade de Nova Olímpia e residia em Tangará da Serra. Ele cometeu os crimes em cidades vizinhas, como Porto Estrela e Barra do Bugres.

De acordo com o representante do Ministério Público de Mato Grosso, Rogers se aproveitava de momentos a sós com as vítimas para praticar os abusos. Em seguida, as ameaçava, dizendo que se contassem o que havia acontecido, ele as mataria ela própria e a sua família. “Isso gera um silenciamento das vítimas e, também, dificuldades nas investigações”, observou o promotor. “Mas, felizmente, conseguimos apurar, comprovar e, assim, esse médico foi preso”, acrescentou Roberto Farinazzo.

O promotor disse ainda que, ao verificar o processo contra Rogers, percebeu que, embora houvesse sentença, a prisão ainda estava em aberto. “Embora ele já tivesse sido julgado e cientificado de uma condenação, não havia sido expedido o mandado de prisão para que ele desse início ao cumprimento da pena. Portanto, eu fiz essa solicitação perante o gabinete da Vara Criminal de Barra do Bugres”, relatou. Assim que o pedido foi atendido, a Polícia Civil de Tangará da Serra rastreou a localização do condenado para realizar sua prisão.

Ainda segundo o promotor, outras condenações deverão acontecer, referentes aos outros abusos praticados pelo criminoso.

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), por sua vez, anunciou que tomará medidas administrativas, através da abertura de uma sindicância para investigar a conduta profissional do médico.

(Fotos: Redação EB e rprodução WEB)

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PJC cumpre mandados para apurar esquema de corrupção em hospital de Campo Novo

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Investigações iniciaram após denúncia de oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI ligada ao atendimento prestado pela unidade hospitalar

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Silêncio Comprado para cumprir 20 ordens judiciais relacionadas a um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis.

As medidas, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo de Tangará da Serra, incluem mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores, medidas cautelares diversas da prisão e quebras de sigilo telefônico e telemático.

Os mandados são cumpridos em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e nas cidades paulistas de Barueri e Cotia. O objetivo é reunir provas, dimensionar a extensão dos fatos investigados e preservar recursos públicos.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram suposta tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nº 01/2025, instaurada para investigar possíveis irregularidades na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncia encaminhada pelo Ministério Público sobre suposta oferta de vantagem indevida para influenciar integrantes da CPI, além de indícios de irregularidades na execução de contratos de gestão da unidade hospitalar.

Entre os fatos apurados estão suspeitas de pagamentos por serviços não prestados, emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas, movimentação irregular de recursos públicos e possível desvio de valores ligados à administração do hospital.

De acordo com a Deccor, os elementos reunidos até o momento apontam, em tese, para a prática de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, sem prejuízo da apuração de outros delitos no decorrer das investigações.

A operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), das delegacias de Arenápolis e Campo Novo do Parecis, além da Polícia Civil de São Paulo.

O nome da operação, Silêncio Comprado, faz referência à denúncia de suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, fato que originou a investigação.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, por meio da Operação Pharus, voltada ao combate de grupos criminosos no estado.

(Assessoria PJC-MT)

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