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Jazida de mármore descoberta na Serra das Araras abre novo horizonte para mineração no MT

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Uma grande jazida de mármore carrara descoberta recentemente na Serra das Araras, na região de Cáceres, representará um novo impulso para a mineração em Mato Grosso. O anúncio da existência da riqueza mineral é do secretário adjunto de Indústria, Comércio e Empreendedorismo, Paulo dos Santos Leite, feito durante podcast MinerMT, na última sexta-feira (04.08, imagem abaixo).

Leite destaca que a jazida é de grandes dimensões e a qualidade do mármore é superior. “É uma jazida astronômica, com dureza espetacular e algumas informações indicam que é de uma das melhores qualidades do mundo”, disse, revelando que, em visita ao local, chegou a ver parte da jazida. “Eu vi blocos de 30 toneladas”, afirma, no podcast.

A jazida já tem uma mineradora contemplada para a exploração, que atualmente busca as licenças e autorizações para iniciar as operações.

O secretário adjunto destaca que o mármore precisa ser beneficiado em Mato Grosso, preferencialmente na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres. “Isso é bonito para Mato Grosso, mas bonito se for beneficiado aqui… Não adianta extrair aqui e levar para Espírito Santo ou Bahia para beneficiar. Qual o interesse? Temos ao lado uma zona de processamento, a menos de 40 quilômetros dali…”, defendeu.

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O representante da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) prevê um grande impulso para o setor de mineração mato-grossense e inúmeros benefícios com o beneficiamento local do mármore a ser extraído da Serra das Araras. “Precisamos dar incentivo para a mineradora beneficiar… não é só o emprego que ela gera, mas, também, conhecimento”, disse, referindo-se a uma nova cultura relacionada ao mercado de pedras ornamentais. “Ela vai trazer técnicos, profissionais, designers… traz tecnologia e uma série de outras coisas”, acrescentou.

Riqueza

O tamanho da jazida de mármore carrara encravada na Serra das Araras ainda não foi divulgado. Na verdade, os estudos prosseguem e ainda não se sabe ao certo a dimensão exata da reserva mineral, mas sabe-se que é imensa.

O mármore carrara é valorado no mercado da construção civil a preços que podem chegar a R$ 900,00 o metro quadrado. É utilizado principalmente como acabamento/decoração de alto padrão em obras civil e, também, em peças decorativas.

A Serra das Araras (foto acima), onde se encontra a jazida, é uma cadeia montanhosa que se estende na região Oeste de Mato Grosso, abrangendo os municípios de Cáceres, Porto Estrela e Barra do Bugres. Além de mármore, o maciço possui grandes reservas de calcário, algumas já em exploração comercial (foto do topo).

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Parte da Serra das Araras é reconhecida como Estação Ecológica da Serra das Araras, unidade de conservação nacional de proteção integral à natureza. Foi criada em 1982 para preservar amostra significativa de ecossistema em estado não alterado, bem como uso da área em pesquisas e educação conservacionista.

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Redução da jornada para escala 5×2 gera debate sobre custos e produtividade

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A proposta de redução da jornada de trabalho, com a substituição da escala 6×1 pela 5×2, voltou ao centro dos debates econômicos e trabalhistas no país. Entre os principais pontos levantados por representantes do setor produtivo estão os possíveis impactos sobre custos, produtividade e oferta de mão de obra.

O tema é abordado na edição deste sábado do programa Momento Agrícola, apresentado pelo produtor rural, engenheiro agrônomo e consultor Ricardo Arioli, de Tangará da Serra.

Segundo a análise apresentada no programa, a redução da jornada tende a elevar os custos de produção no agronegócio, considerado um dos principais motores da economia brasileira. O mesmo efeito também seria sentido pela indústria, comércio e setor de serviços, que poderiam necessitar de novas contratações para compensar a diminuição das horas trabalhadas.

Na avaliação de Arioli, o aumento dos custos operacionais deverá refletir nos preços finais de alimentos, vestuário, calçados e outros produtos comercializados no mercado nacional. E tem, também, a questão do impacto sobre a competitividade dos produtor nacionais nas exportações.

Custo da mão de obra no campo será impulsionado com a redução da jornada para escala 5 x 2.

Um aspecto paralelo à abordagem do programa é a dificuldade enfrentada por diversos setores para encontrar trabalhadores qualificados. Afinal, a escassez de mão de obra poderá representar um desafio adicional caso as empresas precisem ampliar seus quadros de funcionários para atender à nova jornada.

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A produtividade do trabalhador brasileiro também entra na discussão. Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam que o Brasil gera, em média, US$ 21,20 por hora trabalhada, ocupando a 94ª posição em um ranking de 184 países. O desempenho fica abaixo de países vizinhos, como Uruguai, Chile e Argentina (entre US$ 33 e US$ 38), e distante de economias desenvolvidas, como a Alemanha (US$ 80,50).

Arioli também relacionou o debate à carga tributária incidente sobre as empresas brasileiras. Segundo ele, a combinação entre altos impostos e aumento dos custos trabalhistas já reduz a competitividade nacional e estimula a migração de investimentos para países com ambiente de negócios considerado mais favorável, como o Paraguai.

Além da discussão sobre a jornada de trabalho, o Momento Agrícola abordou temas como a demora na solução para o endividamento rural, os resultados positivos da pecuária e da cotonicultura e os números do Produto Interno Bruto (PIB), que evidenciam a participação do agronegócio na economia brasileira.

A edição também trouxe entrevistas sobre sementes, com Jonas Pinto, da FEBRASEM; gestão de crises e soluções para o setor, com Mauro Osaki, do CEPEA; e o lançamento do livro infantil A Fazenda dos Bezerros, com Lygia Pimentel, da Agrifatto.

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Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo.

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