TANGARÁ DA SERRA

Meio Ambiente & Preservação

COP26: Países deverão limitar uso de carvão e de financiamento de energias fósseis

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Um segundo rascunho de resolução provisório na conferência sobre o clima de Glasgow pede aos países a “supressão progressiva da energia produzida com carvão sem mitigação e dos subsídios ineficazes aos combustíveis fósseis”. As centrais de energia elétrica à base de carvão “sem mitigação” são aquelas que não utilizam tecnologia de captura de carbono para compensar parte dos gases que emitem à atmosfera.

O posicionamento reforça a importância das energias limpas e renováveis, como as matrizes hidráulica, eólica e solar.

Após duas semanas, COP26 deveria terminar nesta sexta-feira, mas divergências deverão prolongar evento para o fim de semana.

Esta é uma menção sem precedentes em mais de duas décadas de negociações sobre tais combustíveis, incluindo gás e petróleo, amplamente responsáveis pelas emissões de gases do efeito estufa que provocam o aquecimento do planeta. Porém, esta frase é mais suave que a do primeiro rascunho, que pedia simplesmente aos países para “acelerar o abandono do carvão e o financiamento dos combustíveis fósseis”.

Após duas semanas de negociações, a COP26 deveria terminar oficialmente nesta sexta-feira, mas com as divergências registradas no momento é provável que prossiga pelo fim de semana. Os delegados de quase 200 países reunidos na cidade escocesa desde 31 de outubro têm como missão determinar o modo de cumprir os compromissos do Acordo de Paris.

O acordo de 2015 estabeleceu um compromisso para limitar o aumento da temperatura global abaixo de +2 ºC até o fim do século na comparação com a era pré-industrial, e de maneira ideal o mais seguro +1,5 ºC, para evitar as devastadoras catástrofes naturais representadas por cada décimo de grau adicional.

(Redação EB, com AFP)

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Meio Ambiente & Preservação

II Webinar da Unemat apresenta práticas de agricultura regenerativa de biorrefinaria da região

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A uisa – biorrefinaria com sede em Nova Olímpia – participou do II Webinar de Agricultura e Conservação da Biodiversidade promovido pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) para acadêmicos, classe produtiva e sociedade organizada. O evento abordou o desenvolvimento agrícola e os desafios e perspectivas para integrar o sistema produtivo à processos de conservação do meio ambiente.

O gerente de sustentabilidade da uisa, Caetano Henrique Grossi, foi um dos convidados e apresentou o tema “Sustentabilidade na Produção de Cana-de-açúcar”. A uisa utiliza técnicas de agricultura regenerativa em mais de 40 mil hectares. “Cuidamos da saúde do solo. Com isso, aumentamos a produção, reduzimos custos, agregamos valor e, principalmente, contribuímos com a preservação ambiental”, destacou o Grossi.

Durante a apresentação (foto topo), Grossi explicou os benefícios do processo de colheita da cana crua e de forma totalmente mecanizada, implementado na uisa. A tecnologia reduz a utilização de herbicidas, aumenta o teor de umidade e matéria orgânica no solo, melhorando a sua estruturação. A manutenção da palha de cana-de-açúcar no solo também ajuda a proteger contra a erosão. Essa metodologia ainda tem outra vantagem, de excluir a prática de queima da palha, reduzindo a pegada de carbono na atmosfera.

O manejo inclui ainda a rotação de cultura com espécies que aumentam a fixação de nitrogênio no solo, a exemplo da soja. Para reter a umidade e nutrir a terra, são utilizados estercos de aves e suínos e resíduos do processo de produção de açúcar e etanol (torta de filtro, cinza, vinhaça), que retornam as lavouras na forma de biofertilizantes. “Além disso, incorporamos o uso de fungos, bactérias e vespas parasitoides que realizam um controle natural de pragas e doenças, e diminuem o uso de produtos químicos”, pontuou o gerente.

O II Webinar foi realizado de forma virtual nos dias 29 e 30 de junho, sendo uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ambiente e Sistemas de Produção Agrícola da Unemat. Durante dois dias, especialistas, acadêmicos e sociedade organizada debateram os temas: Desenvolvimento e Agricultura Familiar, Pesticidas e Qualidade dos Alimentos, Agricultura Regenerativa no Mato Grosso e Polinização e Agricultura.

Sobre a uisa

A uisa (foto acima), uma das maiores Biorrefinarias do Brasil, tem um modelo de negócios que permite a transformação de matérias-primas renováveis e seus resíduos em biocombustíveis, biometano, energia limpa, alimentos, fertilizantes orgânicos e ingredientes para nutrição humana e animal. Localizada em Mato Grosso, região com uma das maiores biodiversidades do mundo, a uisa tem como diretriz a maximização da sustentabilidade e a redução das emissões de carbono, a partir do processamento de biomassas.

(Assessoria)

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