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O efeito colateral do emagrecimento com Mounjaro

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*Paolla Silva

As canetas emagrecedoras criaram uma forma revolucionária de tratamento da obesidade com muitas vantagens na saúde. É inegável o sentimento maravilhoso de ver os números na balança despencarem e as roupas voltarem a servir, sem falar nos benefícios para a diabetes e redução de colesterol. Por outro lado, com o avanço do uso de medicamentos como o Mounjaro e outros que possibilitam o emagrecimento acelerado, está crescendo também uma nova preocupação: a flacidez corporal e facial. As perdas de peso são significativas em menos tempo. O problema é que, em muitos casos, a pele não consegue acompanhar a velocidade dessa transformação. O resultado aparece justamente no excesso de pele, na perda do contorno corporal e em um rosto com aspecto mais cansado ou envelhecido.

Em muitos casos, a perda de gordura acontece tão depressa que a pele não consegue acompanhar a nova estrutura do corpo. A explicação está na própria estrutura da pele. A gordura funciona como preenchimento e sustentação. Quando ela diminui rapidamente, o tecido cutâneo precisa se retrair para se adaptar ao novo corpo. Isso nem sempre acontece na mesma proporção.  Fatores como idade, genética, qualidade do colágeno, quantidade de peso perdido e preservação muscular influenciam diretamente nesse processo.

Quando há perda muscular importante, a tendência é que a flacidez fique ainda mais evidente. Braços, abdômen e coxas estão entre as regiões mais afetadas.

O emagrecimento acelerado associado à perda de massa muscular costuma intensificar a flacidez. Muitas pessoas focam apenas na redução de peso e esquecem que a musculatura ajuda a sustentar a pele. Quando há perda muscular importante, a tendência é que a flacidez fique ainda mais evidente. Braços, abdômen e coxas estão entre as regiões mais afetadas. No rosto, o impacto costuma chamar ainda mais atenção. A perda rápida de gordura facial pode acentuar sulcos, deixar a mandíbula menos definida e provocar queda na região das maçãs do rosto. Nos Estados Unidos, o fenômeno ganhou até um apelido: “Ozempic Face”, termo usado para descrever alterações faciais associadas ao emagrecimento rápido provocado pelas canetas emagrecedoras.

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A discussão ganhou força após o aumento da procura por procedimentos estéticos diante dos impactos estéticos do emagrecimento acelerado. Apesar da preocupação crescente, a flacidez não deve ser encarada como consequência inevitável. A forma como o emagrecimento é conduzido faz toda a diferença no resultado final. A alimentação é um dos pilares desse cuidado. Dietas extremamente restritivas podem piorar a perda muscular e comprometer ainda mais a firmeza da pele. A ingestão adequada de proteínas ajuda na manutenção da massa magra e na produção de colágeno, proteína responsável pela sustentação cutânea. Carnes magras, ovos, peixes, leite, iogurte e leguminosas costumam ser aliados importantes nesse processo.

Além das proteínas, nutrientes como vitamina C, zinco e silício ajudam na formação do colágeno e podem contribuir para melhor qualidade da pele. A hidratação adequada também é considerada essencial para preservar elasticidade e viço durante o emagrecimento. Outro ponto estratégico é o treinamento de força. Exercícios musculares ajudam a preservar massa magra, melhoram o contorno corporal e oferecem maior sustentação para a pele. Por isso, a prática de atividade física deixou de ser apenas um complemento estético e passou a ser vista como parte fundamental do tratamento.

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Além disso, tem crescido a busca por procedimentos voltados ao estímulo de colágeno e retração da pele. Entre os mais procurados estão bioestimuladores de colágeno, radiofrequência e ultrassom microfocado, utilizados tanto no rosto quanto no corpo. Os procedimentos permitem que o retorno da elasticidade da pele com mais naturalidade. Em situações de grande perda de peso e excesso de pele, a cirurgia plástica também pode ser indicada.

Hoje existe uma preocupação maior em emagrecer com qualidade. Não basta perder peso rapidamente. É importante preservar saúde, musculatura, qualidade da pele e harmonia corporal. A popularização do Mounjaro e de outras canetas emagrecedoras mudou a forma como a obesidade vem sendo tratada no mundo. Mas, ao mesmo tempo em que os medicamentos transformam vidas e melhoram indicadores de saúde, também abrem espaço para discutir como emagrecer sem deixar para trás a firmeza da pele e a própria autoestima.

*Paolla Silva (foto) é biomédica

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PJC cumpre mandados para apurar esquema de corrupção em hospital de Campo Novo

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Investigações iniciaram após denúncia de oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI ligada ao atendimento prestado pela unidade hospitalar

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Silêncio Comprado para cumprir 20 ordens judiciais relacionadas a um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis.

As medidas, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo de Tangará da Serra, incluem mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores, medidas cautelares diversas da prisão e quebras de sigilo telefônico e telemático.

Os mandados são cumpridos em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e nas cidades paulistas de Barueri e Cotia. O objetivo é reunir provas, dimensionar a extensão dos fatos investigados e preservar recursos públicos.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram suposta tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nº 01/2025, instaurada para investigar possíveis irregularidades na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.

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Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncia encaminhada pelo Ministério Público sobre suposta oferta de vantagem indevida para influenciar integrantes da CPI, além de indícios de irregularidades na execução de contratos de gestão da unidade hospitalar.

Entre os fatos apurados estão suspeitas de pagamentos por serviços não prestados, emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas, movimentação irregular de recursos públicos e possível desvio de valores ligados à administração do hospital.

De acordo com a Deccor, os elementos reunidos até o momento apontam, em tese, para a prática de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, sem prejuízo da apuração de outros delitos no decorrer das investigações.

A operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), das delegacias de Arenápolis e Campo Novo do Parecis, além da Polícia Civil de São Paulo.

O nome da operação, Silêncio Comprado, faz referência à denúncia de suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, fato que originou a investigação.

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A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, por meio da Operação Pharus, voltada ao combate de grupos criminosos no estado.

(Assessoria PJC-MT)

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