TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Meio Ambiente & Preservação

Rio Sepotuba: Retirada de 5,4 toneladas de lixo leva município a refletir sobre preservação

Publicado em

Pneus e colchões velhos, garrafas, latas, móveis inservíveis e todo tipo imaginável de lixo e entulho foram retirados neste domingo das margens do rio Sepotuba, em Tangará da Serra, na 16ª edição do projeto Preserve o Rio Sepotuba, idealizado e conduzido pelo Rotary Club Tangará da Serra Centro.

Foram dois caminhões totalmente carregados de lixo e ‘tranqueiras’ em geral, num total de 5,4 toneladas recolhidas num percurso de 17 quilômetros percorrido de barco entre as estâncias Modelo e Amazonas. Muitos pontos de assoreamento do rio foram registrados pelas equipes.

A ação envolveu cerca de 30 barcos e 170 pessoas. Os participantes aportaram junto a pesqueiros e outras benfeitorias para recolher os entulhos. Todo o material foi direcionado à Cooperativa de Reciclagem de Tangará da Serra (Coopertan) para a devida destinação.

Além do Rotary Centro, as esferas municipal e estadual do poder público marcaram presença, através do prefeito Vander Masson e, especialmente, as secretarias municipais de Meio Ambiente, de Infraestrutura, de Indústria e Comércio/Serviços e o Samae, da Câmara Municipal (vereadores Elaine Antunes e Eduardo Sanches); Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECITECI-MT); Polícias Militar e Ambiental, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, a própria Coopertan, empresas e outros órgãos, instituições e lideranças da sociedade tangaraense.

Os trabalhos incluíram soltura de centenas de balões biodegradáveis com sementes de árvores nativas (plantio eólico), arremesso de ‘bolotas de argila’, também com sementes de árvores, e orientações a ribeirinhos, pescadores e banhistas.

A ação foi alusiva à Semana do Meio Ambiente, que iniciou no último dia 31 no município, sendo concluída no domingo com a ação rotária.

A presidente do clube de serviço, Jéssica Gonçalves Melo, o sentimento foi de satisfação, não apenas pelo lixo retirado do rio, mas pela conscientização resultante da ação desse domingo. “Ouvimos muitas pessoas, inclusive do poder público, falarem da necessidade de se estabelecer uma política pública permanente em relação à conservação do Sepotuba e isto é um resultado que estamos conquistando com esse trabalho”, disse, em entrevista concedida à Rádio Serra FM, na manhã desta segunda.

O também rotariano Carlos Melo destacou que o lixo/entulho recolhido passará por uma triagem, através da Coopertan, para encaminhamento de material reciclável. “Muito desse material seguirá para reciclagem para retornar ao mercado na forma de outros produtos”, observou.

O prefeito Vander Masson, por sua vez, mostrou-se sensível à criação de uma política pública permanente de conservação do rio Sepotuba, já cogitando trabalhos a serem atribuídos especialmente no âmbito da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a inclusão de novas ações no programa PSA (Pagamento por Serviços Ambientais) e outras estratégias. A possibilidade de instalações de novas unidades de ecoponto em locais estratégicos na área rural também será estudada.

Comentários Facebook
Advertisement

Meio Ambiente & Preservação

Força-tarefa realizará trabalhos de correção de erosão subterrânea na aldeia do Formoso

Published

on

O processo erosivo subterrâneo que causou o colapso do solo na área de cabeceira do córrego Bonitinho, na Aldeia Indígena do Formoso, em Tangará da Serra, motivará a mobilização de uma força-tarefa para sua correção, com ações divididas em duas fases.

A estratégia para a correção foi definida na semana passada, após vistoria na área afetada e em acompanhamento com a comunidade indígena local. Os trabalhos, propostos em reunião com os moradores, serão coordenados pelo Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC), com anuência da Associação Haliti/Paresi, entidade representativa do povo indígena da localidade.

Ações para recuperação contam com anuência da comunidade do Formoso, expressa em reunião na última quinta-feira (30).

A reunião, coordenada pelo presidente do IPAC, Décio Eloi Siebert, e pelo representante da Associação Haliti/Paresi, Geovani Kezo, contou com a presença de membros da Brigada de Combate a Incêndios Florestais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do rio Sepotuba.

Erosão provocou colapso do solo na Aldeia do Formoso, nas cabeceiras do córrego Bonitinho.

Com base no diagnóstico preliminar realizado, ficaram definidas ações em duas etapas. A primeira (Fase 1) será emergencial, com o objetivo de conter o processo erosivo por meio do plantio de cordões de gramínea “vetiver” e de mudas nativas no entorno da área afetada.

Geovani Kezo, da Associação Halitinã, participa da coordenação dos trabalhos.

Na “Fase 2” será implantado um sistema de drenagem subterrânea (imagem abaixo) para solucionar o problema de “piping”, que causou a erosão e o colapso do solo no local. Esta fase também incluirá a implantação de um sistema de restauração ecológica, com a construção de paliçadas no interior da área erodida para conter as águas pluviais e o plantio de mudas de vetiver, espécies nativas e bambu.

A força-tarefa contará com a equipe do IPAC, membros da comunidade indígena local, SEMA, CBH, além da participação de propriedades rurais vizinhas e apoio de instituições. Os trabalhos serão realizados predominantemente de forma manual, devido à fragilidade do solo na região da Aldeia do Formoso, não contando, portanto, com maquinário pesado.

Para custear as atividades operacionais, insumos, ferramentaria e outros itens necessários, serão captados recursos junto aos setores público e privado. A operação será comunicada ao Ministério Público.

Processo erosivo

O processo erosivo foi identificado após o afundamento (depressão) de uma área na cabeceira do córrego Bonitinho, afluente do rio Formoso, um dos principais da bacia do rio Sepotuba.

A falha no solo foi causada por um fenômeno erosivo conhecido como “piping” (imagem acima), um tipo de erosão interna do solo, causada pelo escoamento subterrâneo concentrado de água, que remove partículas finas do interior do maciço, formando canais tubulares (pipes) sob a superfície. Esse fenômeno ocorre principalmente em solos arenosos (como o da TI Formoso), silto-arenosos ou argilosos estruturados.

O processo erosivo tem causado o carreamento de sedimentos que estão assoreando a gruta que abriga a nascente do córrego Bonitinho (foto abaixo).

Do ponto de vista ambiental, a continuidade desse processo ameaça a estabilidade do solo, acelera a degradação da paisagem e compromete a qualidade da água disponível no entorno. O assoreamento da gruta pode, também, causar alterações irreversíveis no regime hídrico e afetar a biodiversidade associada ao microambiente local.

Sob a perspectiva sociocultural, a gruta possui valor simbólico, histórico e espiritual para o povo indígena, abrigando inscrições rupestres que podem datar de 8.000 anos (foto abaixo), o que a torna um local de importância arqueológica, histórica e científica única na região.

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana