TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Meio Ambiente & Preservação

Nascente do Queima Pé recebe revitalização; Área receberá 150 drenos de infiltração (Vídeos)

Publicado em

A nascente do rio Queima Pé, em Tangará da Serra, recebe, desde o início dessa semana, um trabalho especial de revitalização com objetivo de recuperar/ampliar a vazão do manancial.

Os trabalhos consistem na implantação de uma barreira com pedras marroadas e solo-cimento para aumentar o depósito de água. A vala é preenchida com pedra marroada, com aplicação de cal virgem para desinfecção. Após, será colocada lona preta, com cobertura de solo-cimento e terra para restabelecimento da vegetação. A barreira recebe, ainda, canos de PVC rígido para escoamento da água, direcionada ao leito do rio.

Trabalhos consistem na implantação de uma barreira com pedras marroadas e solo-cimento para aumentar o depósito de água.

Simultaneamente, todo o entorno da nascente (áreas de recarga), receberá 150 drenos para infiltração das águas das chuvas. Estes drenos consistem num cano de PVC rígido (100 mm) de 02 metros de comprimento, perfurado, envolvido em manta geotêxtil e inserido numa perfuração de 02 metros no solo. Uma vez inserido no solo, o dreno recebe pedra brita, permitindo a infiltração da água, alimentando a nascente.

Trabalho especial de revitalização tem objetivo de recuperar/ampliar a vazão do manancial.

Os procedimentos – que deverão perdurar por até 30 dias – são coordenados pelo engenheiro agrônomo e consultor ambiental Décio Elói Siebert, do IPAC, e pelo especialista em recuperação de nascentes Quirino Kesler, que atua como diretor de Meio Ambiente da prefeitura de São José das Palmeiras (PR) e possui vasto expertise na atividade, com participação em projetos ambientais da UHE Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Simultaneamente, todo o entorno da nascente (áreas de recarga), receberá 150 drenos para infiltração das águas das chuvas.

(Veja vídeos das atividades na sequência e ao final do texto)

VÍDEOS do 2º dia da Capacitação para Recuperação e Conservação de Nascentes, no Queima Pé

Capacitação

Em meio às atividades, foi promovida uma capacitação para recuperação e conservação de nascentes, com participação de cerca de 50 inscritos e fornecimento de certificado. As instruções aconteceram nos dias 21 e 22 e contaram com presenças de representantes dos municípios vizinhos de Denise e Santo Afonso, além de empresas e profissionais e estudantes.

Parceria

Os trabalhos de revitalização são realizados através de parceria entre o Poder Público Municipal, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT), Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do Rio Sepotuba e Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC). A mesma parceria viabilizou as instruções de capacitação, sendo estas com apoio da Fazenda Santa Amália.

A ação conta com as participações do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae), secretarias municipais de Infraestrutura, de Meio Ambiente e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e, também, da Câmara de Vereadores (compondo, aí, a atuação do Poder Público Municipal). A Empaer também participa dos trabalhos, assim como o Sindicato Rural de Tangará da Serra e o Rotary Club Tangará da Serra Cidade Alta.

Assista, na sequência, mais vídeos sobre as atividades nas nascentes do Queima Pé:

Imagens da capacitação para recuperação e conservação de nascentes, nas cabeceiras do Queima Pé

Comentários Facebook
Advertisement

Meio Ambiente & Preservação

Força-tarefa realizará trabalhos de correção de erosão subterrânea na aldeia do Formoso

Published

on

O processo erosivo subterrâneo que causou o colapso do solo na área de cabeceira do córrego Bonitinho, na Aldeia Indígena do Formoso, em Tangará da Serra, motivará a mobilização de uma força-tarefa para sua correção, com ações divididas em duas fases.

A estratégia para a correção foi definida na semana passada, após vistoria na área afetada e em acompanhamento com a comunidade indígena local. Os trabalhos, propostos em reunião com os moradores, serão coordenados pelo Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC), com anuência da Associação Haliti/Paresi, entidade representativa do povo indígena da localidade.

Ações para recuperação contam com anuência da comunidade do Formoso, expressa em reunião na última quinta-feira (30).

A reunião, coordenada pelo presidente do IPAC, Décio Eloi Siebert, e pelo representante da Associação Haliti/Paresi, Geovani Kezo, contou com a presença de membros da Brigada de Combate a Incêndios Florestais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do rio Sepotuba.

Erosão provocou colapso do solo na Aldeia do Formoso, nas cabeceiras do córrego Bonitinho.

Com base no diagnóstico preliminar realizado, ficaram definidas ações em duas etapas. A primeira (Fase 1) será emergencial, com o objetivo de conter o processo erosivo por meio do plantio de cordões de gramínea “vetiver” e de mudas nativas no entorno da área afetada.

Geovani Kezo, da Associação Halitinã, participa da coordenação dos trabalhos.

Na “Fase 2” será implantado um sistema de drenagem subterrânea (imagem abaixo) para solucionar o problema de “piping”, que causou a erosão e o colapso do solo no local. Esta fase também incluirá a implantação de um sistema de restauração ecológica, com a construção de paliçadas no interior da área erodida para conter as águas pluviais e o plantio de mudas de vetiver, espécies nativas e bambu.

A força-tarefa contará com a equipe do IPAC, membros da comunidade indígena local, SEMA, CBH, além da participação de propriedades rurais vizinhas e apoio de instituições. Os trabalhos serão realizados predominantemente de forma manual, devido à fragilidade do solo na região da Aldeia do Formoso, não contando, portanto, com maquinário pesado.

Para custear as atividades operacionais, insumos, ferramentaria e outros itens necessários, serão captados recursos junto aos setores público e privado. A operação será comunicada ao Ministério Público.

Processo erosivo

O processo erosivo foi identificado após o afundamento (depressão) de uma área na cabeceira do córrego Bonitinho, afluente do rio Formoso, um dos principais da bacia do rio Sepotuba.

A falha no solo foi causada por um fenômeno erosivo conhecido como “piping” (imagem acima), um tipo de erosão interna do solo, causada pelo escoamento subterrâneo concentrado de água, que remove partículas finas do interior do maciço, formando canais tubulares (pipes) sob a superfície. Esse fenômeno ocorre principalmente em solos arenosos (como o da TI Formoso), silto-arenosos ou argilosos estruturados.

O processo erosivo tem causado o carreamento de sedimentos que estão assoreando a gruta que abriga a nascente do córrego Bonitinho (foto abaixo).

Do ponto de vista ambiental, a continuidade desse processo ameaça a estabilidade do solo, acelera a degradação da paisagem e compromete a qualidade da água disponível no entorno. O assoreamento da gruta pode, também, causar alterações irreversíveis no regime hídrico e afetar a biodiversidade associada ao microambiente local.

Sob a perspectiva sociocultural, a gruta possui valor simbólico, histórico e espiritual para o povo indígena, abrigando inscrições rupestres que podem datar de 8.000 anos (foto abaixo), o que a torna um local de importância arqueológica, histórica e científica única na região.

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana