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Núcleo Industrial potencializa empreendedorismo e abre oportunidades em Tangará da Serra

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Uma ampla área de 77 hectares destinada exclusivamente a atividades industriais, comerciais, de serviços e logística. São 12 empresas já instaladas e sete em processo de instalação, além de outras nove com processos em tramitação no âmbito administrativo do município para concessão.

Este é o Núcleo Industrial e Empresarial do Alto da Boa Vista, em Tangará da Serra, desenvolvido pela prefeitura com apoio do Grupo Habitabem. São 54 lotes destinados exclusivamente ao setor empresarial. Destes, 26 ainda estão disponíveis. As áreas concedidas variam de 2,4 mil m² a 10 mil m².

O acesso é facilitado pela localização entre o bairro Alto da Boa Vista e o Anel Viário – com chegada e saída pela Avenida Alvadi Monticelli em conexão com a Avenida das Américas, a principal do loteamento. O local dispõe de condição urbana privilegiada, com espaço e facilidades para acesso à área central e deslocamento a outras cidades. Perto dali, no Residencial Alto da Boa Vista, haverá ligação com o Aeroporto através do prolongamento da Avenida Beija Flor.

Incentivos fiscais, empregos e renda

O Núcleo Industrial e Empresarial Alto da Boa Vista conta com incentivos do município e tem atraído empresas de vários portes e segmentos. Os empreendimentos já instalados respondem por cerca de 100 empregos diretos, segundo informações da Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Serviços SICS).

Barracão em construção no Núcleo Industrial.

As empresas que estão em processo de instalação renderão outras centenas de oportunidades. Pela média de 2,9 empregos indiretos gerados por cada carteira assinada, é possível imaginar várias frentes no mercado de trabalho. Com as empresas em instalação e as que ainda se habilitarão a uma área, o Núcleo Industrial responderá, no curto e médio prazos, a centenas de postos de trabalho e praticamente o triplo de empregos indiretos gerados pelas atividades correlatas. “Essa área destinada exclusivamente a empresas representa um ganho substancial ao município e vamos assistir ao aumento da procura, garantindo emprego e renda ao município”, diz o empresário Antônio Carlos Cabral Amaral, sócio-diretor do Grupo Habitabem.

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Empresário Antônio Cabral: “Vamos assistir ao aumento da procura, garantindo emprego e renda ao município”.

O Núcleo ainda recebe obras de infraestrutura, conforme as demandas das empresas que por lá vão se instalando. A reportagem apurou que a administração municipal conta com um cronograma de obras voltadas à pavimentação asfáltica (duplicação da Avenida das Américas), drenagem e saneamento.

A prefeitura tem mantido contatos diários com empresas locais e de fora do município, que conta com o apoio e assessoramento da Habitabem. “Para as que já estão inseridas na economia local, indicamos as áreas disponíveis e explicamos todos os trâmites para pleiteá-las, com orientações e suporte, inclusive para obtenção de financiamentos através da nossa empresa”, diz o empresário Antônio Cabral. Ele destaca que, para potenciais investidores externos, a divulgação por parte da municipalidade sobre a existência do Núcleo Industrial e Empresarial do Alto da Boa Vista deve apontar como um dos atrativos a lei de incentivos fiscais. “É um potencial de Tangará da Serra que está aí para quem quiser ver e comprovar. E está disponível não apenas para os investidores que podem chegar, mas também para os empresários que já estão aqui e querem potencializar suas atividades”, afirma Cabral.

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O Núcleo Industrial e Empresarial já conta com empresas instaladas nos segmentos de industrialização de produtos florestais, cerâmica e olaria, reciclagem, logística, cereais, gelo, carvão, alimentação, acessórios domésticos, entre outros.

Procura

Para requerer uma área no local, o interessado segue uma rotina simples, amparada pela Lei Municipal nº 3.445, de 27 de outubro de 2010, que dispõe sobre incentivos fiscais e econômicos para empresas industriais, comerciais e prestadoras de serviços e, também, pela Lei 6.240/2023, que estabelece o Programa Municipal de Desenvolvimento Econômico.

A empresa interessada deve procurar a Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Serviços (SICS) ou a própria Habitabem. O empreendedor receberá uma lista de tópicos onde constam projeto, documentação e demais requisitos. Com o processo em mãos, basta anexá-lo a um requerimento e aguardar o trâmite, que passa pelos conselhos municipais, entre eles o COMURD (Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano).

Os telefones para contato são (65) 3311-4884 e 99963-3029 (SICS-Prefeitura) e, também, 3326-3333 (Habitabem).

Veja no link abaixo o mapa/croqui do Núcleo Industrial:

MAPA JARDIM INDUSTRIARIO – ALTO DA BOA VISTA JANEIRO 2024 (2)

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Redução da jornada para escala 5×2 gera debate sobre custos e produtividade

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A proposta de redução da jornada de trabalho, com a substituição da escala 6×1 pela 5×2, voltou ao centro dos debates econômicos e trabalhistas no país. Entre os principais pontos levantados por representantes do setor produtivo estão os possíveis impactos sobre custos, produtividade e oferta de mão de obra.

O tema é abordado na edição deste sábado do programa Momento Agrícola, apresentado pelo produtor rural, engenheiro agrônomo e consultor Ricardo Arioli, de Tangará da Serra.

Segundo a análise apresentada no programa, a redução da jornada tende a elevar os custos de produção no agronegócio, considerado um dos principais motores da economia brasileira. O mesmo efeito também seria sentido pela indústria, comércio e setor de serviços, que poderiam necessitar de novas contratações para compensar a diminuição das horas trabalhadas.

Na avaliação de Arioli, o aumento dos custos operacionais deverá refletir nos preços finais de alimentos, vestuário, calçados e outros produtos comercializados no mercado nacional. E tem, também, a questão do impacto sobre a competitividade dos produtor nacionais nas exportações.

Custo da mão de obra no campo será impulsionado com a redução da jornada para escala 5 x 2.

Um aspecto paralelo à abordagem do programa é a dificuldade enfrentada por diversos setores para encontrar trabalhadores qualificados. Afinal, a escassez de mão de obra poderá representar um desafio adicional caso as empresas precisem ampliar seus quadros de funcionários para atender à nova jornada.

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A produtividade do trabalhador brasileiro também entra na discussão. Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicam que o Brasil gera, em média, US$ 21,20 por hora trabalhada, ocupando a 94ª posição em um ranking de 184 países. O desempenho fica abaixo de países vizinhos, como Uruguai, Chile e Argentina (entre US$ 33 e US$ 38), e distante de economias desenvolvidas, como a Alemanha (US$ 80,50).

Arioli também relacionou o debate à carga tributária incidente sobre as empresas brasileiras. Segundo ele, a combinação entre altos impostos e aumento dos custos trabalhistas já reduz a competitividade nacional e estimula a migração de investimentos para países com ambiente de negócios considerado mais favorável, como o Paraguai.

Além da discussão sobre a jornada de trabalho, o Momento Agrícola abordou temas como a demora na solução para o endividamento rural, os resultados positivos da pecuária e da cotonicultura e os números do Produto Interno Bruto (PIB), que evidenciam a participação do agronegócio na economia brasileira.

A edição também trouxe entrevistas sobre sementes, com Jonas Pinto, da FEBRASEM; gestão de crises e soluções para o setor, com Mauro Osaki, do CEPEA; e o lançamento do livro infantil A Fazenda dos Bezerros, com Lygia Pimentel, da Agrifatto.

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Para ouvir o Momento Agrícola na íntegra, clique abaixo.

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