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Saúde Pública

Mato Grosso registra aumento de casos de meningite; morte de bebê é investigada em Tangará

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Estado contabiliza 53 casos confirmados e oito mortes em 2026; Vigilância Epidemiológica apura óbito infantil com suspeita da doença

Mato Grosso registrou aumento nos casos de meningite em 2026. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) apontam que o estado já soma 53 casos confirmados da doença e oito mortes neste ano.

O número representa um crescimento de sete casos em relação ao boletim anterior, que contabilizava 46 confirmações. Apesar da elevação das infecções, o total de óbitos permanece em oito.

Em meio ao avanço da doença no estado, a Vigilância Epidemiológica de Tangará da Serra informou que investiga a morte de um bebê de três meses com suspeita de meningite. Conforme comunicado oficial divulgado pelo município, todas as medidas de vigilância e controle recomendadas pelo Ministério da Saúde foram adotadas imediatamente após a notificação do caso.

Entre as ações realizadas estão a investigação epidemiológica, coleta de amostras para exames laboratoriais, identificação e monitoramento de contatos próximos, além de outras medidas previstas nos protocolos sanitários.

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A Secretaria Municipal de Saúde informou que a causa da morte ainda está em investigação e que não é possível confirmar o diagnóstico até a conclusão dos exames e análises epidemiológicas.

No cenário estadual, Cuiabá lidera o número de casos confirmados, com 13 registros. Em seguida aparecem Rondonópolis e Várzea Grande, com cinco casos cada. Cáceres e Sorriso contabilizam quatro ocorrências, enquanto Sinop registra três casos.

Os dados também acendem alerta em relação às faixas etárias mais afetadas. Pessoas entre 50 e 64 anos concentram 10 casos confirmados. Na sequência aparecem crianças de cinco a nove anos, com nove registros, e bebês menores de um ano, com oito casos.

Entre os óbitos registrados em Mato Grosso, três ocorreram na faixa etária de cinco a nove anos, tornando esse o grupo com maior número de mortes pela doença neste ano.

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou outros agentes infecciosos. Dependendo da origem, especialmente nos casos bacterianos, a evolução pode ser rápida e levar à morte.

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As autoridades de saúde orientam que a população procure atendimento médico imediato diante de sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos, rigidez na nuca, sonolência excessiva e aparecimento de manchas pelo corpo.

A Vigilância Epidemiológica de Tangará da Serra informou que seguirá acompanhando o caso investigado e divulgará novas informações após a conclusão dos exames.

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Saúde Pública

El Niño pode impulsionar dengue e chikungunya; Ministério emite nota técnica

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O Ministério da Saúde recomendou que estados e municípios intensifiquem as ações de vigilância e controle das arboviroses diante da possibilidade de aumento na transmissão de doenças pelo mosquito Aedes aegypti. A orientação foi divulgada em nota técnica que considera os impactos esperados do fenômeno El Niño, previsto para influenciar o clima brasileiro a partir do segundo semestre deste ano.

Segundo estimativas elaboradas pelo InfoDengue/Fiocruz, o Brasil poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027. De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (WMO) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a combinação de temperaturas mais elevadas, aumento das chuvas em algumas regiões e períodos de estiagem em outras pode criar condições favoráveis à proliferação do mosquito transmissor.

Em Mato Grosso, apesar do período de estiagem, os cuidados devem ser mantidos. Na 28ª semana epidemiológica, o estado registra 12.143 casos prováveis de arboviroses, dos quais 10.744 são de dengue, 1.113 de chikungunya e 286 de zika.

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Em Tangará da Serra, foram notificados 1.001 casos de arboviroses, sendo 958 de dengue, 41 de chikungunya e dois de zika. O município contabiliza um óbito confirmado por dengue e outro permanece em investigação.

Ações de vigilância

Entre as recomendações do Ministério da Saúde estão a intensificação da vigilância epidemiológica, o bloqueio da transmissão nos primeiros casos identificados, a reorganização do trabalho dos Agentes de Combate às Endemias e a adoção de tecnologias para o controle vetorial.

A pasta também orienta os gestores a reforçarem campanhas de conscientização para incentivar a população a eliminar possíveis criadouros do mosquito e buscar atendimento médico diante dos primeiros sintomas da doença.

Embora o alerta seja voltado ao cenário climático previsto para os próximos meses, o panorama atual é de redução das principais arboviroses no país. Até 20 de junho de 2026, o Brasil registrou 392,8 mil casos de dengue, uma queda de 73% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os casos de chikungunya também recuaram 46%, segundo o Ministério da Saúde.

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