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Mulheres Empreendedoras: Nova diretoria da BPW Tangará da Serra toma posse

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A BPW de Tangará da Serra tem nova diretoria desde noite de ontem (sexta, 07). Muito prestigiada por autoridades e pelos diversos segmentos da sociedade, a posse ocorreu no salão nobre da Loja Maçônica 13 de Maio, durante cerimônia oficial da entidade.

A empresária Ivani Scarabotto Ribeiro, que já estava interinamente no primeiro cargo da direção, foi escolhida pelas associadas para conduzir a BPW de Tangará da Serra até fevereiro de 2021. O ato de posse contou com as presenças da fundadora da BPW Cuiabá e Conselheira Superior da BPW Brasil, Sueli Batista, e a presidente da BPW Cuiabá, Zilda Aparecida Zompero Pazini.

Ivani Scarabotto Ribeiro, empresária e moradora de Tangará da Serra há 38 anos, é a nova presidente.

Autoridades de Tangará da Serra como o vice-prefeito Renato Gouveia (representando o Executivo Municipal), o comandante do 19º Batalhão da PM, Tenente Coronel Vanílson da Silva Moraes, representantes de entidades de classe como ACITS, CDL, OAB e clubes de serviço, também marcaram presença.

(*) Ao final da matéria, link com galeria de fotos da cerimônia de posse.

A diretoria empossada tem ao lado da presidente Ivani Scarabotto Ribeiro a seguinte composição: 1ª Vice-presidente – Luana Rodrigues; 2ª Vice-presidente – Adriana Rossignolli; 1ª Secretária – Lais Calixto; 2ª Secretária – Lauren Juliê; 1ª Diretora de Protocolo – Leani Ruppel; 2ª Diretora de Protocolo – Telma Almeida; 1ª Diretora de Eventos – Tânia Zompero; 2ª Diretora de Eventos – Jaqueline Peres Lessi.

A presidente empossada da BPW Tangará da Serra reside no município há 38 anos e atuou no setor público como servidora da antiga Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER – que mais tarde viria a se constituir na atual EMPAER – Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural. Após sua aposentadoria na EMPAER, Ivani assumiu cargo de direção na empresa da família no setor gráfico, atividade na qual se mantém.

Ao Enfoque Business, Ivani informou que há metas a serem cumpridas à frente da entidade, sendo uma das principais o aumento do quadro de associadas, que hoje conta com 25 membros. “Teremos nossas reuniões mensais. Vamos elaborar um calendário de atividades, no qual estará embasado o planejamento das ações da BPW Tangará da Serra ao longo do ano”, disse.

Atividades

Segundo Ivani Ribeiro, há atividades relacionadas às metas estabelecidas pela BPW Brasil, com ações que visam o crescimento da mulher como profissional e no âmbito familiar.

No mês de março, a entidade promoverá, entre os dias 18 e 25, agenda de ações “Março é Mulher”, enquanto em maio a entidade cumpre agenda referente a projeto de âmbito global, com a campanha “Trabalho Igual, Salário Igual”.

Os trabalhos da BPW Tangará da Serra seguem no mês de junho, com o projeto “Embaixadora das Águas”, que tem por objetivo a conscientização sobre os riscos da falta de água nos próximos anos.

No mês de setembro, a BPW Tangará da Serra celebrará 20 anos de fundação. Para a data, a direção da entidade organizará um Dia ‘D’, com programação especial. Em meio às comemorações dos 20 anos, a entidade promoverá ações alusivas ao projeto “Doe Sangue, Doe Vida”.

Imagens da Cerimônia de posse da nova diretoria da BPW Tangará da Serra

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Muito além da Exposerra: Sindicato Rural qualifica quase 3 mil trabalhadores

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Em ano sem a tradicional feira agropecuária, entidade amplia ações de capacitação em parceria com o SENAR-MT e reforça sua atuação permanente na representatividade do agronegócio local.

Quem associa o Sindicato Rural de Tangará da Serra apenas à realização da Exposição Agropecuária e Empresarial (Exposerra) talvez desconheça uma das frentes mais importantes desenvolvidas pela entidade ao longo do ano. Em 2026, quando a feira não integra o calendário de eventos por ocorrer em sistema bienal, a instituição concentra esforços em um dos maiores desafios enfrentados pelo agronegócio: a formação de mão de obra qualificada.

Portal de entrada do Parque de Exposições: Sindicato Rural de Tangará da Serra dará prioridade a defesa dos interesses da classe produtora.

Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-MT), o Sindicato Rural prevê realizar, ao longo deste ano, 357 treinamentos, beneficiando aproximadamente 3 mil trabalhadores rurais. Somente no primeiro semestre, foram promovidos 165 cursos, com a participação de 1.366 pessoas. Para o segundo semestre, a previsão é de mais 192 treinamentos, alcançando cerca de 1.600 participantes.

Para o presidente do Sindicato Rural, Rubens Jolando, esse trabalho representa uma das principais estratégias para enfrentar um problema que hoje afeta não apenas o campo, mas praticamente todos os setores da economia: a escassez de mão de obra qualificada.

“Os produtores enfrentam desafios severos em Tangará da Serra e em Mato Grosso para atrair e reter funcionários. A escassez e a baixa qualificação da mão de obra são, hoje, os maiores obstáculos encontrados no campo”, afirma.

Continuidade e fortalecimento institucional

Empossado neste ano para suceder Romeu Ciochetta, Rubens Jolando afirma que sua gestão dará continuidade ao trabalho desenvolvido pela diretoria anterior, mantendo como prioridade a defesa dos interesses dos produtores rurais e o fortalecimento da economia agropecuária regional.

Rubens Jolando (dir) dará continuidade ao trabalho desenvolvido por Ciochetta.

Segundo ele, o Sindicato atua por meio de uma diretoria colegiada formada por 18 associados, distribuídos nas comissões de Administração, Infraestrutura e Pecuária, modelo que permite dividir responsabilidades e ampliar a atuação institucional da entidade.

“O compromisso permanece o mesmo: defender os direitos e as expectativas dos nossos associados, fortalecendo a agricultura e a pecuária como pilares da economia regional”, destaca.

Um novo perfil de trabalhador

Se antes o trabalho rural era associado principalmente ao esforço físico, hoje o cenário é outro. A evolução tecnológica transformou profundamente o agronegócio, elevando a demanda por profissionais cada vez mais qualificados.

Automação, agricultura de precisão, conectividade no campo, inteligência de dados, mecanização agrícola, gestão da produção e comercialização figuram entre as áreas que concentram maior necessidade de profissionais especializados.

“Hoje, o conhecimento técnico é muito mais importante. Nos próximos anos, competências como alfabetização digital, análise de dados, sustentabilidade, gestão e liderança serão cada vez mais valorizadas”, observa Rubens.

Essa transformação também influencia diretamente a competitividade das propriedades rurais.

“Pessoas serão determinantes para o futuro do campo. Tecnologias como inteligência artificial, biotecnologia de precisão, plataformas integradas e sistemas autônomos ganharão cada vez mais espaço. Mas todo esse potencial só poderá ser aproveitado se houver profissionais preparados para utilizar essas ferramentas de forma eficiente.”

Capacitação como investimento

Os cursos oferecidos em parceria com o SENAR acompanham justamente essa transformação tecnológica.

Entre os treinamentos mais procurados estão operação e manutenção de máquinas agrícolas, pilotagem de drones, agricultura de precisão, segurança no trabalho, pecuária, agricultura e cursos voltados às Normas Regulamentadoras, como a NR-35, destinada ao trabalho em altura.

Operação e manutenção de máquinas agrícolas figura entre os cursos mais demandados.

Segundo Rubens, o objetivo é levar conhecimento diretamente às propriedades rurais, contribuindo para aumentar a produtividade, reduzir custos, ampliar o uso de tecnologias e melhorar a qualidade dos processos produtivos.

“O investimento em pessoas tornou-se tão importante quanto o investimento em máquinas e equipamentos. Trabalhadores qualificados significam maior produtividade, menor rotatividade, mais eficiência operacional e melhores condições para a expansão da atividade.”

Muito além da Exposerra

Embora a Exposerra seja a iniciativa mais conhecida do Sindicato Rural junto à comunidade, Rubens faz questão de destacar que a atuação da entidade vai muito além da realização da feira.

“A principal função do Sindicato é representar e defender os interesses dos associados. A realização de exposições, rodeios e eventos faz parte da nossa atuação institucional, mas não é nossa obrigação principal.”

Exposerra passa a ser realizada a cada dois anos. Próxima edição será em setembro de 2027.

Neste ano, sem a realização da Exposerra, o foco foi direcionado à ampliação das ações de capacitação e a outros projetos estratégicos desenvolvidos em parceria com instituições públicas.

Entre eles está o programa Regulariza Tangará, realizado em conjunto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMEA) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), que presta apoio à regularização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de pequenas propriedades. Até o momento, 360 cadastros já foram concluídos, e outros 180 estão em fase de elaboração.

Outra iniciativa é o incentivo ao cultivo de cacau em pequenas propriedades, desenvolvido em parceria com a EMPAER e a Secretaria Municipal de Agricultura, como alternativa para a diversificação da produção rural e a geração de renda.

Sede administrativa do Sindicato Rural de Tangará da Serra: atuação da entidade em várias frentes fortalece classe produtora.

Competitividade passa pela gestão

Apesar dos avanços, Rubens avalia que o agronegócio ainda enfrenta desafios estruturais importantes.

Além da qualificação profissional, ele cita a necessidade de ampliar a capacidade de armazenagem, melhorar a infraestrutura logística, facilitar o acesso ao crédito e consolidar grandes projetos de transporte, como ferrovias e hidrovias integradas ao sistema rodoviário.

Jolando (dir): Gestão eficiente será um diferencial cada vez mais decisivo para o produtor rural.

Ao mesmo tempo, ressalta que a gestão eficiente será um diferencial cada vez mais decisivo para o produtor rural.

“Em um cenário de margens mais apertadas e desafios climáticos, a propriedade precisa ser administrada como uma empresa. Investir em agricultura de precisão, Internet das Coisas e inteligência artificial deixou de ser diferencial e passou a ser requisito para manter a competitividade.”

Capacitação em números:

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