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Operações policiais desarticulam facção, tráfico e roubos em Tangará, Barra, CNP e Sapezal

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A semana foi marcada por importantes ações das forças de segurança em Mato Grosso, na região compreendida pelos municípios de Tangará da Serra, Barra do Bugres, Campo Novo do Parecis e Sapezal. Operações da Polícia Civil resultaram no cumprimento de mandados contra integrantes de facção criminosa em Barra do Bugres, na identificação de adolescentes envolvidos em roubo no Distrito de Progresso, na prisão de um foragido da Justiça do Rio Grande do Norte em Sapezal e na apreensão de drogas, arma e veículo utilizados pelo tráfico em Campo Novo do Parecis.

Facção criminosa é alvo em Barra do Bugres

A Polícia Civil deflagrou a Operação Missionários para cumprir oito mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão contra integrantes de uma facção criminosa investigados por homicídios em Barra do Bugres e Várzea Grande.

Segundo as investigações, os suspeitos atuavam como executores de ordens determinadas por lideranças da organização criminosa. O grupo é apontado como responsável por crimes violentos registrados em 2025, incluindo o assassinato de um jovem de 26 anos e a execução de um adolescente de 16 anos.

Investigações da PJC em Barra do Bugres identificaram pelo menos oito pessoas envolvidas em crimes de homicídio no município.

Adolescentes identificados após roubo em Progresso

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A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Tangará da Serra identificou dois adolescentes de 17 anos envolvidos em um roubo ocorrido no Distrito de Progresso.

De acordo com a investigação, a vítima foi rendida dentro de casa por criminosos encapuzados, amarrada e agredida enquanto os autores procuravam dinheiro no imóvel. Após levarem uma quantia em dinheiro, os suspeitos fugiram. Um dos adolescentes confessou participação no ato infracional.

Foragido do RN é preso em Sapezal

Em ação integrada entre as Polícias Civis do Rio Grande do Norte e de Mato Grosso, foi preso em Sapezal um homem investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e apologia ao crime.

As investigações apontaram que o suspeito utilizava redes sociais para divulgar entorpecentes e exibir materiais relacionados à atividade criminosa. Após deixar o Rio Grande do Norte, ele foi localizado em Mato Grosso e teve a prisão preventiva cumprida.

Operação apreende drogas e arma em Campo Novo

A Polícia Civil de Campo Novo do Parecis deflagrou a Operação Cortina de Fumaça, que resultou na apreensão de cerca de 20 quilos de drogas, uma pistola calibre 9 milímetros e um veículo utilizado no tráfico.

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Três pessoas foram presas em flagrante. A ação foi resultado de investigações que identificaram um imóvel usado para armazenamento e distribuição de entorpecentes. O prejuízo estimado ao tráfico supera R$ 85 mil, segundo a Polícia Civil.

Força Tática fecha pontos de tráfico e prende trio

Durante a Operação Protetor de Fronteiras, equipes da Força Tática do 7º Comando Regional, com apoio da Inteligência, realizaram diligências em dois endereços utilizados para o tráfico de drogas em Campo Novo do Parecis.

A ação resultou na prisão de três suspeitos — dois homens e uma mulher — e na apreensão de 91 porções de maconha, 11 porções de cocaína, 54 comprimidos de ecstasy, três balanças de precisão, celulares, materiais para embalagem, dinheiro e duas motocicletas utilizadas na distribuição dos entorpecentes. Os envolvidos foram encaminhados à Polícia Judiciária Civil.

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A expansão das facções: tráfico mostra articulação estruturada e alimenta violência

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Da apreensão de armamentos destinados ao Rio de Janeiro, em Barra do Bugres, à descoberta de uma complexa estrutura criminosa em Campos de Júlio e à ofensiva policial contra roubos praticados por integrantes de facção em Brasnorte, três operações desencadeadas nesta semana revelam a amplitude do crime organizado em Mato Grosso.

Em regiões distantes dos grandes centros urbanos, organizações criminosas expandem sua presença por meio do tráfico de drogas, estabelecem cadeias hierárquicas rígidas e impulsionam diferentes modalidades de violência. Os casos evidenciam a capacidade de articulação das facções, sua inserção em municípios estratégicos e a influência do narcotráfico sobre os índices de criminalidade no interior do estado.

As ações policiais realizadas em municípios de diferentes regiões de Mato Grosso expõem uma característica cada vez mais evidente da criminalidade organizada: a conexão entre estruturas locais e comandos instalados em grandes centros, a exemplo do Rio de Janeiro, e a consolidação de redes criminosas capazes de alcançar até mesmo cidades pequenas e remotas.

Armas para o RJ

Em Barra do Bugres, a prisão em flagrante de um homem e a apreensão de uma adolescente, durante uma abordagem no distrito de Currupira, revelaram um elo importante dessa engrenagem. No veículo locado em que viajavam, policiais da Delegacia Regional de Tangará da Serra encontraram quatro pistolas semiautomáticas ocultadas nas portas do automóvel — duas armas calibre 9 milímetros e duas calibre .380. Segundo informações prestadas pelos ocupantes, o arsenal teria como destino o Estado do Rio de Janeiro.

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A ocorrência vai além de uma simples apreensão de armas. O fato de o suspeito já ser investigado por envolvimento com o crime organizado e de o armamento estar vinculado a centros urbanos distantes demonstra a existência de corredores logísticos e operacionais que interligam o interior mato-grossense às principais lideranças criminosas do país.

Capilaridade do crime

A dimensão territorial dessa rede também ficou evidente em Campos de Júlio, município de pouco mais de cinco mil habitantes situado no extremo noroeste do estado, próximo às divisas com a Bolívia e Rondônia. A Operação Baba Yaga, deflagrada pela Polícia Civil, revelou a presença de uma facção instalada de forma permanente na cidade, com uma estrutura comparável à observada em grandes centros urbanos.

As investigações apontaram uma organização dotada de rígida divisão de funções, envolvendo lideranças, setor financeiro, operadores logísticos, responsáveis pela comercialização de drogas e integrantes encarregados da disciplina interna. O grupo utilizava aplicativos de mensagens com nomes aparentemente comuns para ocultar suas atividades, monitorava a movimentação policial em tempo real e impunha regras internas severas, incluindo contribuições financeiras obrigatórias e punições violentas.

Mais preocupante ainda foi a constatação do recrutamento de adolescentes para o tráfico e a utilização de estabelecimentos comerciais para ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas. A localização estratégica de Campos de Júlio, próxima a rotas fronteiriças, reforça a importância geográfica do município para a circulação de drogas, armas e recursos financeiros.

Atividade estruturada

Em Brasnorte, município com cerca de 17,6 mil habitantes na região do Chapadão dos Parecis, a Operação Comércio Seguro evidenciou outra faceta do problema. Embora voltada à investigação de roubos a estabelecimentos comerciais, a ofensiva policial teve como alvo integrantes de uma facção criminosa, reforçando a percepção de que o tráfico de drogas funciona como principal vetor de sustentação econômica e operacional de diversos crimes patrimoniais.

Caso de Brasnorte ilustra como organizações criminosas extrapolam a atividade do tráfico e passam a atuar em múltiplas frentes ilícitas.

Ao aprofundar as investigações sobre o roubo ocorrido em abril deste ano, a Polícia Civil identificou não apenas os executores do crime, mas também suspeitos responsáveis pelo fornecimento da arma utilizada na ação. O caso ilustra como organizações criminosas extrapolam a atividade do tráfico e passam a atuar em múltiplas frentes ilícitas, ampliando a sensação de insegurança e pressionando os índices de criminalidade.

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Os três episódios, embora distintos, convergem para um mesmo diagnóstico: as facções criminosas deixaram de ser fenômenos restritos às capitais e regiões metropolitanas. Hoje, estão presentes em municípios de pequeno porte, exploram a posição estratégica de cidades próximas a fronteiras e corredores de escoamento e mantêm conexões permanentes com centros de comando espalhados pelo país.

Nesse cenário, o tráfico de drogas assume papel central. Além de financiar a aquisição de armas, sustentar estruturas hierárquicas e alimentar disputas territoriais, a atividade ilícita impulsiona delitos como roubos, homicídios, corrupção de menores e lavagem de dinheiro, ampliando os tentáculos do crime organizado sobre regiões cada vez mais distantes dos grandes centros urbanos.

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