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Governo e MP firmam acordo para ampliar florestas plantadas e reduzir uso de biomassa nativa

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O Governo de Mato Grosso e o Ministério Público Estadual firmaram um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) que estabelece metas para ampliar a área de florestas plantadas e eliminar gradualmente o uso de biomassa oriunda da supressão autorizada de vegetação nativa pelas grandes indústrias consumidoras de matéria-prima florestal.

O acordo foi celebrado entre a 15ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Meio Ambiente Natural da Capital, a Procuradoria-Geral do Estado, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). O documento tem força de título executivo extrajudicial, podendo ser cobrado judicialmente em caso de descumprimento.

Demanda cresce, plantio recua

A medida busca enfrentar um desequilíbrio crescente entre o consumo industrial de biomassa e a expansão da base florestal do estado. Dados do IBGE mostram que o consumo de matéria-prima florestal em Mato Grosso passou de 3,4 milhões para 7,4 milhões de metros cúbicos entre 2021 e 2024, um aumento de 114%.

Com a medida, florestas plantadas deverão ganhar impulso em Mato Grosso.

No mesmo período, a área plantada com eucalipto caiu de 218.883 para 211.238 hectares, redução de 3,5%. O cenário acende um alerta sobre a sustentabilidade do abastecimento futuro e aumenta a pressão sobre os estoques de vegetação nativa.

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Metas para a transição

O TCA estabelece limites progressivamente menores para o uso de matéria-prima proveniente de supressão legal de vegetação nativa nos Planos de Suprimento Sustentável (PSS):

  • Até 2030: máximo de 50%;
  • 2031: máximo de 40%;
  • 2032: máximo de 30%;
  • 2033: máximo de 10%;

A partir de 2034: abastecimento integral por fontes renováveis e florestas plantadas.

Novos empreendimentos e ampliações licenciadas após a regulamentação já deverão comprovar suprimento integral por florestas cultivadas, manejo sustentável ou outras fontes permitidas em lei.

Para José Maria Mendes de Arruda, conselheiro da Vinci Lacan Florestal, a iniciativa antecipa uma necessidade que o mercado já visualiza diante da expansão da produção de etanol de milho e da tendência de escassez da madeira nativa legalmente explorada.

“É uma atitude louvável, que estabelece prazos para que a indústria se prepare para consumir biomassa implantada. Avante, silvicultores!”, afirma.

Plano Florestal mira 2040

O termo prevê ainda a publicação, em até 30 dias, do decreto que regulamentará o Plano Estadual de Desenvolvimento Florestal.

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Entre as metas para 2040 estão:

  • Ampliar a área de florestas plantadas para pelo menos 700 mil hectares;
  • Expandir a área de manejo florestal sustentável para 6,5 milhões de hectares.
  • Segurança para investimentos

O acordo cria um marco de previsibilidade para a cadeia de florestas cultivadas em Mato Grosso, estabelecendo regras claras para a substituição gradual da biomassa nativa.

A expectativa é fortalecer a segurança energética e industrial do estado, estimular investimentos em silvicultura e consolidar um modelo de desenvolvimento baseado em fontes renováveis e na bioeconomia.

O tema estará entre os destaques da segunda edição da BioComForest 2026.

(Redação EB, com informações de Mais Floresta)

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Semana do Agro: Entre recordes de exportação e os reflexos da geopolítica no campo

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O cenário do agronegócio brasileiro nesta segunda semana de julho é marcado por um misto de superação produtiva e alertas ligados ao cenário internacional. No tradicional balanço do programa Momento Agrícola, o engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli traz uma análise profunda sobre os eventos que moldaram os últimos dias, desde o impacto emocional da eliminação brasileira na Copa do Mundo até as complexas engrenagens da economia de guerra no Oriente Médio.

O “Adeus” na copa e a necessidade de foco

Ao iniciar suas reflexões sobre o sentimento nacional, Arioli destaca que a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 é um momento em que “a ficha tem que cair” para o país. Afinal, embora o futebol mova paixões, o agronegócio não para e a economia real exige pragmatismo. A resiliência do setor, segundo o autor, deve servir de exemplo para que o Brasil retome o foco nas pautas produtivas e estruturantes, deixando a frustração esportiva em segundo plano diante dos desafios que a safra impõe.

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Geopolítica em chamas: o impacto da retomada da guerra

Uma simples análise do cenário internacional leva à constatação de que a volta da guerra no Irã acende um alerta vermelho para o custo de produção no Brasil. A instabilidade no Oriente Médio pressiona imediatamente as cotações do petróleo, o que reflete no preço do diesel e, consequentemente, nos fretes logísticos. Além disso, a dependência global de insumos daquela região, representa um alerta de que o produtor brasileiro deve estar atento à volatilidade dos fertilizantes nitrogenados, que podem sofrer novos reajustes caso o conflito se prolongue.

Recordes de exportação: soja e gado vivo em alta

A semana também trouxe boas notícias, com o Brasil alcançando vendas recordes de soja. A demanda global segue aquecida, consolidando a posição do país como o principal fornecedor do grão.

As exportações de gado vivo também são destaque, evidenciando a versatilidade do Brasil em atender mercados específicos que demandam animais para terminação ou abate em solo estrangeiro, garantindo a liquidez do setor pecuário nacional.

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Sustentabilidade: o novo papel das vacas europeias

Por fim, ao abordar as tendências de sustentabilidade, o autor da coluna comenta o curioso fenômeno das “vacas europeias”, que passaram do status de poluidoras a “salvadoras da pátria”. O autor das reflexões explica que a Europa começa a reconhecer o valor dos ruminantes na economia circular e na fertilização natural dos solos, reduzindo a dependência de adubos químicos. Para o colunista, essa mudança de percepção é fundamental, pois valida o que o produtor brasileiro já defende: a integração lavoura-pecuária é uma das ferramentas mais poderosas para uma agricultura de baixo carbono e alta eficiência.

Ouça o programa Momento Agrícola deste sábado, 11 de julho, clicando abaixo:

 

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