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Jornalistas: Convenção coletiva prevê nova data-base da categoria e piso de R$ 2.938,49

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A Convenção Coletiva de Trabalho dos profissionais do jornalismo em Mato Grosso foi aprovada na noite do último dia 22 (quinta-feira) em Assembleia Geral Extraordinária da categoria.

A assembleia foi convocada pela Junta Administrativa do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (SINDJOR-MT) e ocorreu em plataforma virtual, com participação de jornalistas da capital e do interior do estado. A pauta foi única, com a apreciação e discussão da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, sendo a primeira dentro de Mato Grosso.

Após publicação de edital para a convocação dos jornalistas que atuam no Estado, o Sindicato disponibilizou através de seu site e redes sociais a minuta com a proposta da CCT, para que a categoria pudesse conhecer todas as cláusulas econômicas e sociais da pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2021 a 2023.

Itamar Perenha, presidente do Sindjor-MT.

Na assembleia os presentes puderam discutir as vinte cláusulas da convenção e, com sua aprovação, autorizar o sindicato a instaurar a negociação com as empresas de comunicação e representar a categoria, como substituto processual, perante o poder Judiciário.

Entre os principais pontos de esclarecimento e debates estiveram à abrangência de ocupações que hoje estão abarcadas pelo Sindicato, que são além dos jornalistas, os diagramadores, diagramadores de cópias reprográficas, programadores visuais, editores de imagens, editores de VTS, repórteres–fotográficos e repórteres–cinematográficos, ilustradores, vídeo-grafistas, animadores em película ou digital, analistas e operadores de mídias sociais e outras profissões correlatas.

Em esclarecimento dado pelo presidente da Junta Administrativa do Sindjor, Itamar Perenha, a gestão promove a defesa também destes profissionais uma vez que eles não têm entidade representativa no Estado e pela própria empatia, já que são segmentos correlatos e colegas do cotidiano da nossa atuação.

Nova data-base

Outro aspecto esclarecido foi a mudança da data–base da categoria para o mês de setembro. Essa alteração se deve ao grande fluxo de negociações que ocorrem em maio devido às outras categorias, o que gera congestionamentos e maior sobrecarga nos órgãos/repartições afins.

Novo piso

Com relação ao piso salarial do jornalista, ficou aprovado o valor de R$ R$ 2.938,49 para jornada diária de cinco horas, valor que contém reajuste pelo índice percentual de 6,22% de acordo com o INPC/IBGE relativo ao período de maio de 2021 a abril de 2022, correspondente a perdas inflacionárias.

Modalidades de trabalho

A nova Convenção traz uma cláusula que trata dos ‘Trabalhos Temporários e Intermitentes’, mostrando a preocupação do sindicato com a precarização dos contratos. Uma vez que essas modalidades já constam em lei e, sendo situações presentes no mercado de trabalho, é importante que elas estejam normatizadas e presentes no corpo da Convenção para que os trabalhadores não fiquem sem referenciais.

A modalidade de trabalho em Home Office foi uma das mais debatidas. Considerada uma novidade que rapidamente teve adesão em decorrência da pandemia do novo coronavírus, é fundamental que suas regras estejam previstas na CCT, apesar de ainda não haver um consenso sobre seu funcionamento.

A importância de uma boa negociação entre o patrão e o empregado que passa a trabalhar em casa, traz a questão do aumento de custos de energia, muitas vezes, da necessidade de melhoria dos serviços contratados de internet, além de outras despesas. Por outro lado, a experiência já mostra que o empregador teve custos reduzidos, o que requer a compensação pelo uso de equipamentos próprios, por exemplo.

Além disso, há que se observar o respeito à jornada de trabalho diária, uma vez que diversos relatos indicam abuso por parte de empregadores que veem o jornalista como alguém que está em casa e, portanto, disponível em tempo integral. Nesse contexto, constatou-se a necessidade de regras quanto ao controle de jornada, sendo, por isso, outro ponto presente na Convenção.

Essas discussões mostram a relevância do registro formal de acordo entre os envolvidos e a importância do sindicato como órgão de fiscalização e amparo ao trabalhador.

Também foi ressaltado na assembleia a importância de preencher a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), que nesta pandemia, enquadra os jornalistas acometidos pela Covid-19, no exercício de suas atividades, como uma nova situação de acidente de trabalho. Na questão foi considerada, principalmente, a gravidade da doença e de sequelas de toda ordem que estão cada vez mais se apresentando de forma persistente.

Encaminhamento

Com a aprovação das cláusulas, agora a Convenção Coletiva de Trabalho será peticionada junto ao Ministério Público do Trabalho, que posteriormente fará a convocação e intimação das partes envolvidas para as negociações.

(Por: Luciana Oliveira Pereira e Sergio Roberto Reichert – Sindjor/MT)

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Meteorologia prevê nova frente fria em junho para derrubar temperaturas em Mato Grosso

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A segunda metade de junho promete trazer uma nova friagem para o Centro-Oeste, com destaque para Tangará da Serra e municípios vizinhos, como Barra do Bugres, Nova Olímpia, Arenápolis, Nortelândia e Reserva do Cabaçal. A Serra de Tapirapuã, conhecida por registrar algumas das menores temperaturas da região, deve sentir de forma mais intensa os efeitos da frente fria que se aproxima.

De acordo com previsões do Climatempo, Cptec/Inpe e Inmet, uma massa de ar polar avança pelo Sul do Brasil e se desloca em direção ao Centro-Oeste, canalizando-se pela Bolívia e Acre até alcançar o oeste de Mato Grosso. Esse movimento é característico das friagens amazônicas, que costumam derrubar rapidamente as temperaturas em áreas serranas.

Queda acentuada

As mínimas previstas para Tangará da Serra e Serra de Tapirapuã devem ficar entre 10 °C e 12 °C, com sensação térmica ainda menor durante as madrugadas. Nos municípios vizinhos, como Barra do Bugres, Nova Olímpia e Arenápolis, os termômetros devem marcar entre 12 °C e 14 °C, enquanto em Nortelândia e Reserva do Cabaçal as mínimas devem variar de 11 °C a 13 °C. As máximas, que normalmente ultrapassam os 30 °C nesta época do ano, devem cair para a faixa de 20 °C a 23 °C.

Chuva rápida na chegada

A frente fria deve chegar acompanhada de chuvas rápidas e isoladas, principalmente no início da incursão do ar polar. Após a passagem, o tempo tende a se estabilizar, com dias ensolarados e noites frias, típicas das friagens que marcam o inverno mato-grossense.

Pela meteorologia, nova frente fria deverá chegar em Tangará da Serra na segunda metade do mês.

Persistência do fenômeno

Segundo os meteorologistas, o resfriamento deve persistir por 3 a 5 dias, sendo mais intenso nas primeiras 48 horas. A partir do final da semana seguinte, as temperaturas voltam a subir gradualmente, devolvendo o calor característico da região.

Impactos locais

A friagem pode afetar culturas agrícolas sensíveis ao frio, exigindo atenção redobrada dos produtores. A população também deve se preparar para noites geladas, especialmente em áreas rurais e serranas. Municípios como Tangará da Serra e Reserva do Cabaçal, já acostumados a registrar temperaturas mais baixas, devem sentir os efeitos de forma mais intensa.

O fenômeno reforça a importância da Serra de Tapirapuã como um dos pontos mais frios do Centro-Oeste e confirma que o inverno de 2026 terá episódios marcantes de friagem em Mato Grosso.

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