TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Economia & Mercado

IPTU: Tangará da Serra projeta arrecadar R$ 29 milhões; guias já estão disponíveis

Publicado em

O município de Tangará da Serra pretende arrecadar em 2024 um montante de R$ 29,098 milhões com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). É o que prevê a administração municipal, conforme expresso no orçamento do município (LOA).

O tributo representa 24% da receita prevista com impostos, taxas e contribuições municipais. Sobre a Receita Corrente Líquida, o percentual respondido pelo IPTU é de 5,8%.

Entre os tributos municipais, o IPTU fica atrás somente do ISSQN, cuja receita estimada para esse ano é de R$ 47,932 milhões. Em seguida, os impostos locais de maior peso são o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), com R$ 23,648 milhões, e o ITBI, com R$ 13,810 milhões previstos para o atual exercício.

Aos tributos municipais, somam-se os repasses do Estado e da União, que são, pela ordem, as cotas-partes do ICMS (R$ 94,537 milhões), do FPM (R$ 67,306 milhões), do IPVA (R$ 18,937 milhões), do ITR (R$ 4,971 milhões), entre outros.

Guias do IPTU

Leia mais:  Com alta demanda, Mato Grosso desponta como nova fronteira em florestas de eucalipto

O IPTU é importante para ações, projetos e investimentos revertidos à população.

A prefeitura de Tangará da Serra, através da Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), informa aos contribuintes que o carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de Tangará da Serra já está disponível para impressão no site da Prefeitura.

 

Link para acessar: https://cidadaoonline.tangaradaserra.mt.gov.br/app/pages/iptu

O pagamento integral do IPTU, por meio de parcela única, tem 10% de desconto. O contribuinte também pode optar pelo parcelamento em até 9X, a depender do valor total do imposto. O recolhimento com a cota única e aplicação responsável dos recursos por parte da Prefeitura garante investimentos em saúde, educação e obras de manutenção da cidade.

“O IPTU é uma das principais fontes de recursos do Município. É um imposto que retorna para a população através de investimentos em educação, saúde, em obras, garantindo o bem-estar da população”, pontua a secretária de Fazenda do município, Angela Nascimento.

“A população tem visto que há obras por toda parte do Município. Tem USF no Jardim Europa em construção, abrimos o centro cirúrgico com exames de imagens e dez leitos de UTI, além das obras de reforma e ampliação em dezenove escolas e creches e pretendemos fazer muito mais. E tudo isso só é possível, através do que é arrecadado com o IPTU”, afirma o prefeito Vander Masson.

Leia mais:  Suspensão imposta pela UE expõe combinação de falhas regulatórias do governo brasileiro

Prazos e condições

O imposto pode ser pago em cota única, isto é, à vista, até o dia 30 de abril de 2024, com 10% de desconto, ou parcelado em até 9 vezes, a depender do valor total do IPTU. O contribuinte pode acessar o Portal Cidadão Online da Prefeitura www.tangaradaserra.mt.gov.br.

Comentários Facebook
Advertisement

Economia & Mercado

Suspensão imposta pela UE expõe combinação de falhas regulatórias do governo brasileiro

Published

on

A suspensão das importações de carne brasileira pela União Europeia expõe uma série de fragilidades na gestão regulatória do país. A análise dos fatos indica uma combinação de burocracia defasada, baixa integração de dados e lentidão na implementação de medidas corretivas, fatores que contribuíram para o desgaste da credibilidade sanitária brasileira perante o mercado europeu.

Segundo apurado pelo Enfoque Business, especialistas apontam que o problema não decorre apenas de exigências mais rígidas da União Europeia, mas também de limitações estruturais do sistema brasileiro de controle e rastreabilidade animal.

Enquanto concorrentes diretos avançaram na modernização de seus mecanismos de monitoramento, o Brasil demorou a consolidar sistemas capazes de comprovar, de forma rápida e transparente, o controle sobre o uso de antibióticos, antimicrobianos e outros insumos submetidos à fiscalização sanitária internacional. O resultado foi o aumento das restrições por parte das auditorias conduzidas pela DG SANTE, órgão responsável pela saúde e segurança alimentar da União Europeia.

Os três pilares da fragilidade regulatória

Leia mais:  Com alta demanda, Mato Grosso desponta como nova fronteira em florestas de eucalipto

A situação atual pode ser compreendida a partir de três gargalos principais:

  • Rastreabilidade fragmentada – Diferentemente de países como Uruguai e Argentina, que avançaram em sistemas centralizados e digitalizados de identificação individual do rebanho, o Brasil ainda apresenta significativa dependência de registros descentralizados e processos documentais heterogêneos entre os estados. Essa realidade dificulta auditorias rápidas e a comprovação imediata da conformidade sanitária exigida pelos importadores.
  • Morosidade na modernização – Alertas relacionados ao controle de antimicrobianos e resíduos químicos já haviam sido apontados em missões veterinárias anteriores da União Europeia. A ausência de ações preventivas mais abrangentes e de um cronograma robusto de adequação contribuiu para o agravamento das divergências técnicas entre as partes.
  • Déficit de fiscalização e estrutura operacional – Restrições orçamentárias, limitações de pessoal e desafios estruturais enfrentados por órgãos de fiscalização e laboratórios oficiais reduziram a capacidade de resposta do sistema público. Em um ambiente de crescente exigência internacional, a geração de laudos e evidências técnicas precisa atender padrões cada vez mais elevados de confiabilidade e rastreabilidade.
Leia mais:  Suspensão da carne brasileira pela UE poderá gerar perdas de US$ 1,8 bilhão ao ano

Geopolítica, comércio e credibilidade

Sob a perspectiva dos negócios internacionais, a tese de que a União Europeia estaria utilizando exclusivamente argumentos sanitários como instrumento protecionista encontra obstáculos na própria dinâmica do mercado regional. Caso a motivação fosse estritamente comercial, outros fornecedores sul-americanos estariam sujeitos às mesmas restrições.

A manutenção de concorrentes da região no mercado europeu sugere que o foco das autoridades do bloco recai, sobretudo, sobre aspectos relacionados à consistência documental, à rastreabilidade e à capacidade institucional de comprovação sanitária.

Mais do que uma disputa comercial, o episódio representa um alerta para a necessidade de modernização dos sistemas de controle agropecuário brasileiros. Em mercados cada vez mais exigentes, competitividade não depende apenas de produtividade e escala, mas também da capacidade de demonstrar conformidade, transparência e confiança regulatória.

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana