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Centro de Excelência em ILPF de Tangará tem obras retomadas; Conclusão prevista para 7 meses

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O canteiro de obras do Centro de Excelência em Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), em Tangará da Serra, voltou a ganhar movimentação nesta quinta-feira (30/06). O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Normando Corral, esteve ontem (30.06) no local acompanhado de responsáveis pela empresa que ganhou a nova licitação, a Civil Engenharia, de Brasília.

Também estiveram presentes os representantes da Semear (empresa de engenharia e fiscalização), além dos engenheiros do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) de Mato Grosso e do Senar Central (Brasília), Victor de Oliveira e Raquel Simas, respectivamente. As obras recomeçam oficialmente no dia 15 de julho e a previsão para o término são de 7 meses.

Presidente do Sistema Famato-Senar, Normando Corral e equipe técnica: Conclusão prevista para sete meses.

Um dos principais objetivos do Centro de Excelência é acumular conhecimento sobre diversas cadeias produtivas para depois difundir para outros produtores do Brasil inteiro, já que este é o quarto a ser construído no Brasil. É mais uma conquista através dos produtores rurais que estão cada vez mais unidos, através das instituições, para disponibilizar melhorias e inovações para toda a sociedade.

Estrutura

A unidade será construída em uma área de 18.868 metros quadrados, anexa ao Parque de Exposição, que foi doada como contrapartida do Sindicato Rural de Tangará da Serra. A obra será administrada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e Senar – AR/MT e financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) através da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e Senar – Administração Central.

A construção deste Centro de Excelência em ILPF é um marco histórico, planejado com tecnologias inovadoras sustentáveis e executado com mão de obra local, o que contribuirá com o desenvolvimento socioeconômico da região. Ao todo serão 3.486,43 metros quadrados de área construída com 3.950,41 metros quadrados de área coberta.

No local, a formação profissional rural será ampliada com a oferta de cursos técnicos de nível médio e nível superior de tecnologia, nas modalidades à distância e presencial. Também serão ofertados cursos de formação inicial continuada. Jovens e adultos do campo e da cidade terão a oportunidade de participar das qualificações, que possibilitarão a entrada imediata no mercado de trabalho.

ILPF

A Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) promove a recuperação de áreas de pastagens degradadas agregando, na mesma propriedade, diferentes sistemas produtivos, como os de grãos, fibras, carne, leite e agroenergia. Busca melhorar a fertilidade do solo com a aplicação de técnicas e sistemas de plantio adequados para a otimização e a intensificação de seu uso.

Dessa forma, permite a diversificação das atividades econômicas na propriedade e minimiza os riscos de frustração de renda por eventos climáticos ou por condições de mercado.

(Assessoria)

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Prêmio ATeG: Fruticultor de Tangará da Serra recebe reconhecimento nacional em Brasília

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O produtor rural de Tangará da Serra, Gleder Luiz Teixeira, 52, foi reconhecido nacionalmente nesta terça-feira (13.12) no Prêmio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Central): Prêmio ATeG 2022 – Gestão e Resultado. Em cerimônia realizada em Brasília, o representante de Mato Grosso foi quem mais se destacou dentre os 26 fruticultores inscritos de todo o país.

“Fiquei muito feliz ao receber a notícia. A gente desenvolve o trabalho na nossa propriedade e acaba sendo o melhor do país. É muito gratificante se tornar um exemplo na área”. O prêmio é ainda mais importante para Gleder, porque ele se tornou produtor rural há apenas cinco anos. “Até os 18 anos vivi na roça, mas na minha vida adulta eu trabalhei em banco e na construção civil. Há alguns anos eu tive a vontade de voltar para a roça e comecei a produzir”.

Gleder é atendido pela ATeG do Senar-MT desde 2019. Na época, o produtor buscou auxílio para melhorar a produtividade de cerca de 1,5 hectares de banana da terra variedade Farta Velhaca. Três anos depois, o produtor atingiu 8 hectares de cultivo e incluiu outra variedade da fruta – a BRS Terra Anã – desenvolvida pela parceria entre Embrapa e Empaer e implantada na propriedade como um campo experimental. A nova cultivar foi lançada pela Embrapa em novembro deste ano, na propriedade de Gleder.

As ações realizadas na Estância São Francisco resultaram na melhoria da receita da propriedade em 225%, na comparação entre 2019 e 2020. A melhoria na renda possibilitou ao produtor que ele adquirisse maquinário e transformasse o cultivo de manual para mecanizado. Com a reestruturação da área, também foi possível escalonar os talhões e manter a renda ao longo dos meses.

O número de pés de banana passou de 5 mil para 15 mil e a produção de 100 para 300 caixas mensalmente. No total, a produção foi de 33.430 kg no primeiro ano da ATeG, saltando para 74.160 kg no segundo ano, com redução de 36% nos custos de produção e aumento de 26% no preço da fruta.

Com a ampliação da área de cultivo, também foram instaladas placas solares a fim de reduzir o consumo de energia elétrica necessária para a irrigação. Segundo o engenheiro agrônomo e técnico credenciado ao Senar-MT, Leandro Fachi, as mudanças na propriedade foram cruciais para os resultados alcançados. “Não precisamos ensinar o produtor a plantar, porque isso ele domina. Mostramos novas estratégias para que o cultivo dê um retorno maior e aumente a produtividade”.

Sucessão familiar- Além do apoio da ATeG, o produtor também possui um importante suporte na família, o filho agrônomo e grande incentivador. “Inscrevi o meu pai no primeiro grupo de fruticultura, porque acreditei que as orientações iriam ajudar. Estávamos no primeiro ano de produção e as instruções fizeram diferença. Por meio da assistência técnica, absorvemos conhecimentos e crescemos juntos”, destacou Eduardo Teixeira.

A experiência foi tão enriquecedora que Eduardo resolveu ser mais do que o filho do produtor. Aos 24 anos, ele já atua há um ano e sete meses como técnico de campo credenciado ao Senar-MT também na cadeia da fruticultura. “Atendo 32 propriedades rurais em Tangará da Serra e é gratificante ver o avanço dos produtores ao longo do processo”, destacou.

Ele esteve junto ao pai durante a cerimônia na capital federal e pode acompanhá-lo na realização de outro sonho: viajar pela primeira vez de avião. “Já falei para o meu filho que são dois prêmios: o da assistência técnica e o de voar”, disse Gleder emocionado.

Prêmio – O Prêmio ATeG 2022 – Gestão e Resultado é realizado pelo Senar Brasil e contempla todos os estados brasileiros. O objetivo é valorizar os bons resultados e os casos de sucesso mais relevantes levantados pelas equipes de assistência técnica de todo o país nas cadeias produtivas de bovinocultura de leite, bovinocultura de corte, olericultura, fruticultura e ovinocaprinocultura de corte.

Os produtores premiados recebem como prêmio um pulverizador automatizador costal e kit de energia solar. Os técnicos de campo que acompanham as propriedades premiadas ganham um notebook. De Mato Grosso, o único caso de destaque nacional nesta edição foi o de fruticultura.

Cerimônia – Por Mato Grosso, receberam os prêmios, os produtores rurais Gleder Luiz Teixeira e Eduardo Teixeira; e o técnico de campo credenciado, Leandro Fachi. Além dos premiados, a cerimônia contou com a presença do presidente da CNA, João Martins; o presidente do Sistema Famato, Normando Corral; o superintendente do Senar-MT, Francisco Olavo Pugliesi de Castro – Chico da Pauliceia; o diretor executivo do Senar-MT, Carlos Augusto Zanata – Guto Zanata; o gerente da ATeG do Senar-MT, Armando Urenha; o supervisor da cadeia de fruticultura, Thiago Salapata e a analista da ATeG, Tamirys Fernanda. Também marcaram presença autoridades políticas e representantes do setor agropecuário de todo o país.

(Ascom Senar, com Assessoria de Imprensa CNA)

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