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Academia de Liderança: Mulheres Líderes do Agro de MT concluem formação de 60 horas

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“Fomos instigados a fazer um projeto de liderança exclusivo para as mulheres e nos sentimos realizados por termos como resultado mulheres preparadas para retornarem às suas cidades e defenderem o agro”. Assim destacou o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), Francisco Olavo Pugliesi de Castro, mais conhecido como Chico da Pauliceia, durante encerramento da 1ª Academia de Liderança – Mulheres Líderes do Agro, neste domingo (18.09).

A Academia foi uma realização do Senar-MT e reuniu 40 mulheres de 20 municípios mato-grossenses em três módulos de formação. No último dia de evento, com o tema de despertar da liderança, as participantes refletiram sobre como podem se desenvolver ainda mais como líderes e as atitudes que podem ser prejudiciais a esse desenvolvimento.

“O líder precisa encorajar as pessoas, mas é necessário antes liderar a si mesmo até quando não tem ninguém para te dar apoio”, destacou a mentora Fernanda Arantes, na manhã do domingo (18.09). Ainda segundo a palestrante, outra atitude que atrapalha a liderança é a comparação com as pessoas. “Sempre ficamos nos comparando com os outros, mas o correto é nos comparar conosco: nosso eu de anos atrás e com quem eu quero ser, não com quem está ao lado”, destacou a mentora.

A Academia foi uma realização do Senar-MT e reuniu 40 mulheres de 20 municípios mato-grossenses em três módulos de formação.

Além de reflexões sobre a liderança, o terceiro módulo que perdurou por todo o fim de semana foi uma imersão sobre a comunicação. Dentre os conteúdos abordados estiveram as redes sociais e a ferramenta de storytelling que pode auxiliar na forma como as participantes se posicionam e se expõem nas redes sociais.

De acordo com a gerente de Marketing do Sistema Famato, Cláudia Luz, a comunicação é essencial na liderança e cada líder deve se posicionar de acordo com a ferramenta que tem mais facilidade. “O importante é entender que a mensagem chega por diversas formas e que precisamos utilizar o meio que nos sentimos mais confortáveis”, afirma.

Em oficina sobre Media Trainning, a jornalista Luzimar Collares, apresentou técnicas para comunicação com a imprensa. “O objetivo é fazer com que a nossa comunicação faça sentido para o outro. Eu preciso adaptar o meu discurso de acordo com o meu público”.

Também foram ensinadas dicas para melhorar pronúncia e a como se comportar em frente às câmeras. “Ninguém nasce sabendo, todos aprendem com o tempo. Com a liderança, a comunicação e o falar em público já fazem parte da rotina e com a prática vai quebrando o gelo”, destacou a profissional.

Participantes

Produtoras rurais, engenheiras agrônomas, médicas veterinárias, representantes de Sindicatos Rurais, gestoras do agronegócio. Houve uma multiplicidade de perfis entre as participantes da Academia de Liderança. Confira os depoimentos de algumas delas:

“Essa Academia de Liderança me proporcionou muitas experiências, aprendizado e no desenvolvimento da liderança. Aprendemos técnicas de negociação, como funciona o setor e muitas outras habilidades que irão me ajudar profissionalmente e ajudar outras mulheres do setor também”, produtora rural em Jangada, Melissa Freitas.

“Tem servido de muito aprendizado, tenho crescido bastante para voltar para o meu interior e entender como eu me posiciono dentro do setor do agronegócio. Tive bons resultados e tenho certeza que vou me tornar mais líder ainda dentro do agro”, produtora rural em Campo Verde, Geni Schenkel.

“Conheci outras mulheres que participam de várias cadeias do agro, dentro e fora da porteira. O conteúdo fará diferença para o meu lado profissional. Quero ser uma melhor líder, uma melhor pessoa. Os palestrantes fizeram grande diferença para contribuir com o agronegócio”, pecuarista Eloísa Hage.

“Me surpreendi com a Academia de Liderança que trouxe temas que se complementam. Eles vão nos ajudar na tomada de decisão, na liderança dos nossos colaboradores, das nossas propriedades e nas demais atividades que vamos desenvolver”, produtora rural em Guiratinga, Emanuelle Beatriz.

 

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Prêmio ATeG: Fruticultor de Tangará da Serra recebe reconhecimento nacional em Brasília

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O produtor rural de Tangará da Serra, Gleder Luiz Teixeira, 52, foi reconhecido nacionalmente nesta terça-feira (13.12) no Prêmio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Central): Prêmio ATeG 2022 – Gestão e Resultado. Em cerimônia realizada em Brasília, o representante de Mato Grosso foi quem mais se destacou dentre os 26 fruticultores inscritos de todo o país.

“Fiquei muito feliz ao receber a notícia. A gente desenvolve o trabalho na nossa propriedade e acaba sendo o melhor do país. É muito gratificante se tornar um exemplo na área”. O prêmio é ainda mais importante para Gleder, porque ele se tornou produtor rural há apenas cinco anos. “Até os 18 anos vivi na roça, mas na minha vida adulta eu trabalhei em banco e na construção civil. Há alguns anos eu tive a vontade de voltar para a roça e comecei a produzir”.

Gleder é atendido pela ATeG do Senar-MT desde 2019. Na época, o produtor buscou auxílio para melhorar a produtividade de cerca de 1,5 hectares de banana da terra variedade Farta Velhaca. Três anos depois, o produtor atingiu 8 hectares de cultivo e incluiu outra variedade da fruta – a BRS Terra Anã – desenvolvida pela parceria entre Embrapa e Empaer e implantada na propriedade como um campo experimental. A nova cultivar foi lançada pela Embrapa em novembro deste ano, na propriedade de Gleder.

As ações realizadas na Estância São Francisco resultaram na melhoria da receita da propriedade em 225%, na comparação entre 2019 e 2020. A melhoria na renda possibilitou ao produtor que ele adquirisse maquinário e transformasse o cultivo de manual para mecanizado. Com a reestruturação da área, também foi possível escalonar os talhões e manter a renda ao longo dos meses.

O número de pés de banana passou de 5 mil para 15 mil e a produção de 100 para 300 caixas mensalmente. No total, a produção foi de 33.430 kg no primeiro ano da ATeG, saltando para 74.160 kg no segundo ano, com redução de 36% nos custos de produção e aumento de 26% no preço da fruta.

Com a ampliação da área de cultivo, também foram instaladas placas solares a fim de reduzir o consumo de energia elétrica necessária para a irrigação. Segundo o engenheiro agrônomo e técnico credenciado ao Senar-MT, Leandro Fachi, as mudanças na propriedade foram cruciais para os resultados alcançados. “Não precisamos ensinar o produtor a plantar, porque isso ele domina. Mostramos novas estratégias para que o cultivo dê um retorno maior e aumente a produtividade”.

Sucessão familiar- Além do apoio da ATeG, o produtor também possui um importante suporte na família, o filho agrônomo e grande incentivador. “Inscrevi o meu pai no primeiro grupo de fruticultura, porque acreditei que as orientações iriam ajudar. Estávamos no primeiro ano de produção e as instruções fizeram diferença. Por meio da assistência técnica, absorvemos conhecimentos e crescemos juntos”, destacou Eduardo Teixeira.

A experiência foi tão enriquecedora que Eduardo resolveu ser mais do que o filho do produtor. Aos 24 anos, ele já atua há um ano e sete meses como técnico de campo credenciado ao Senar-MT também na cadeia da fruticultura. “Atendo 32 propriedades rurais em Tangará da Serra e é gratificante ver o avanço dos produtores ao longo do processo”, destacou.

Ele esteve junto ao pai durante a cerimônia na capital federal e pode acompanhá-lo na realização de outro sonho: viajar pela primeira vez de avião. “Já falei para o meu filho que são dois prêmios: o da assistência técnica e o de voar”, disse Gleder emocionado.

Prêmio – O Prêmio ATeG 2022 – Gestão e Resultado é realizado pelo Senar Brasil e contempla todos os estados brasileiros. O objetivo é valorizar os bons resultados e os casos de sucesso mais relevantes levantados pelas equipes de assistência técnica de todo o país nas cadeias produtivas de bovinocultura de leite, bovinocultura de corte, olericultura, fruticultura e ovinocaprinocultura de corte.

Os produtores premiados recebem como prêmio um pulverizador automatizador costal e kit de energia solar. Os técnicos de campo que acompanham as propriedades premiadas ganham um notebook. De Mato Grosso, o único caso de destaque nacional nesta edição foi o de fruticultura.

Cerimônia – Por Mato Grosso, receberam os prêmios, os produtores rurais Gleder Luiz Teixeira e Eduardo Teixeira; e o técnico de campo credenciado, Leandro Fachi. Além dos premiados, a cerimônia contou com a presença do presidente da CNA, João Martins; o presidente do Sistema Famato, Normando Corral; o superintendente do Senar-MT, Francisco Olavo Pugliesi de Castro – Chico da Pauliceia; o diretor executivo do Senar-MT, Carlos Augusto Zanata – Guto Zanata; o gerente da ATeG do Senar-MT, Armando Urenha; o supervisor da cadeia de fruticultura, Thiago Salapata e a analista da ATeG, Tamirys Fernanda. Também marcaram presença autoridades políticas e representantes do setor agropecuário de todo o país.

(Ascom Senar, com Assessoria de Imprensa CNA)

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