TANGARÁ DA SERRA
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Comercializado na Feira do Centro, café ajuda a contar a história de Tangará da Serra

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Tangará da Serra tem no café boa parte de sua história. Em sua fundação, o município explorou a poaia, mas logo após veio a cultura cafeeira, que impulsionou a economia do município e respondeu pelas primeiras marcas do hoje consolidado agronegócio da região serrana mato-grossense.

O produto remonta às décadas de 1970 e 1980, época da criação da maioria dos municípios mato-grossenses e da abertura das grandes áreas produtoras, com suas fazendas que caracterizam a estrutura fundiária das serras de Tapirapuã e dos Parecis. Naquela época, o ciclo do café abriu o histórico produtivo da região, tendo sequência com o milho, o arroz e, por fim, a soja.

Foto histórica de cafeicultores em Tangará da Serra.

Na parede imaginária da memória do município, o café se configura no retrato que mais ilustra a saga dos pioneiros. Hoje, a Feira do Produtor do Centro revive essa história que vem das propriedades familiares e que identifica, em meio a uma deliciosa nostalgia, o ambiente do maior mercado público do estado. “Temos muitas marcas, mas o café é algo especial, que relembra um ciclo que abriu o histórico de desenvolvimento e levou Tangará da Serra a ser um dos polos de Mato Grosso e uma das referências do Centro-Oeste brasileiro”, diz Valdeci Ferraz Aquino, presidente da Associação dos Feirantes.

Nos boxes

A qualidade do café tangaraense pode ser conferido nos boxes de João Bandiera Filho (19-A, marca Café Legítimo, Comunidade Acampamento); de Isabel Cestari de Arruda (29-A, Café da Roça, na cidade); de Rogério Rio (63-A, Café Minas Rios, Linha 12); de Aparecido Jordani (67-A, Café Excellence, Sítio Santo Antônio, na São José) de Jacira Beitum (71-A, Café Moído, Sítio Boa Esperança, região do Queima Pé); de Reginaldo Beitum (14-C, Banca de Café, região do  Queima Pé); de Tiago Celitte (67-C, Sítio Nossa Senhora Aparecida, no Acampamento), e de Paulo Vicente Lamin (19-D, Banca do Café do Paulo, na cidade).

Boa parte do café é de produção local, da variedade ‘Arábica’, com torrefação nas propriedades. Alguns produtores fazem o ‘blend’ com café adquirido de outras praças, como Araguari (MG).

A Feira do Produtor do Centro atende neste domingo (24), a partir das 05h00, até por volta do meio-dia.

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Meteorologia prevê nova frente fria em junho para derrubar temperaturas em Mato Grosso

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A segunda metade de junho promete trazer uma nova friagem para o Centro-Oeste, com destaque para Tangará da Serra e municípios vizinhos, como Barra do Bugres, Nova Olímpia, Arenápolis, Nortelândia e Reserva do Cabaçal. A Serra de Tapirapuã, conhecida por registrar algumas das menores temperaturas da região, deve sentir de forma mais intensa os efeitos da frente fria que se aproxima.

De acordo com previsões do Climatempo, Cptec/Inpe e Inmet, uma massa de ar polar avança pelo Sul do Brasil e se desloca em direção ao Centro-Oeste, canalizando-se pela Bolívia e Acre até alcançar o oeste de Mato Grosso. Esse movimento é característico das friagens amazônicas, que costumam derrubar rapidamente as temperaturas em áreas serranas.

Queda acentuada

As mínimas previstas para Tangará da Serra e Serra de Tapirapuã devem ficar entre 10 °C e 12 °C, com sensação térmica ainda menor durante as madrugadas. Nos municípios vizinhos, como Barra do Bugres, Nova Olímpia e Arenápolis, os termômetros devem marcar entre 12 °C e 14 °C, enquanto em Nortelândia e Reserva do Cabaçal as mínimas devem variar de 11 °C a 13 °C. As máximas, que normalmente ultrapassam os 30 °C nesta época do ano, devem cair para a faixa de 20 °C a 23 °C.

Chuva rápida na chegada

A frente fria deve chegar acompanhada de chuvas rápidas e isoladas, principalmente no início da incursão do ar polar. Após a passagem, o tempo tende a se estabilizar, com dias ensolarados e noites frias, típicas das friagens que marcam o inverno mato-grossense.

Pela meteorologia, nova frente fria deverá chegar em Tangará da Serra na segunda metade do mês.

Persistência do fenômeno

Segundo os meteorologistas, o resfriamento deve persistir por 3 a 5 dias, sendo mais intenso nas primeiras 48 horas. A partir do final da semana seguinte, as temperaturas voltam a subir gradualmente, devolvendo o calor característico da região.

Impactos locais

A friagem pode afetar culturas agrícolas sensíveis ao frio, exigindo atenção redobrada dos produtores. A população também deve se preparar para noites geladas, especialmente em áreas rurais e serranas. Municípios como Tangará da Serra e Reserva do Cabaçal, já acostumados a registrar temperaturas mais baixas, devem sentir os efeitos de forma mais intensa.

O fenômeno reforça a importância da Serra de Tapirapuã como um dos pontos mais frios do Centro-Oeste e confirma que o inverno de 2026 terá episódios marcantes de friagem em Mato Grosso.

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