TANGARÁ DA SERRA
Pesquisar
Close this search box.

Meio Ambiente & Preservação

Com presença de alunos, nascente do Cristalino recebe trabalhos de recuperação após incêndio

Publicado em

Um grupo de 40 alunos da escola municipal Décio Burali e da especial Raio de Sol (APAE) participaram na manhã desta sexta-feira (20), em Tangará da Serra, de evento alusivo ao Dia da Árvore (a ser comemorado amanhã, dia 21). A organização foi do Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC) e do Centro de Pesquisa do Pantanal, tendo por local a Fazenda Nossa Senhora Aparecida, entre o Anel Viário e o bairro Alto da Boa Vista.

(assista vídeo ao final do texto)

Área foi atingida por incêndio em agosto.

O evento foi realizado no contexto do projeto Cultivando Água Boa, do IPAC, e teve como parceiros o Rotary Club Tangará da Serra Cidade Alta, a Hiper Gotardo e o Comitê da Bacia Hidrográfica do rio Sepotuba (CBH Sepotuba). Participaram, também, a Unemat, Sicredi, ALD e Biomas Soluções Ambientais. O apoio foi da 7a Vara Federal Criminal de Mato Grosso.

Evento ocorreu na manhã desta sexta (20.09).

Na localidade verte a nascente do córrego Cristalino, um dos 14 mananciais que compõem a área de cabeceiras do rio Queima Pé, principal fonte abastecedora de água para a cidade de Tangará da Serra. O manancial foi atingido por um incêndio ocorrido em agosto, consumindo todas as mudas plantadas ano passado, em evento similar.

Alunos participaram de atividades de preservação, educativas e de interação.

Segundo o representante do IPAC, Vitor Azarias Campos, as atividades preservacionistas também tiveram cunho educativo e informativo, com conteúdo voltado às crianças participantes. Os trabalhos incluíram plantio de mudas de espécies nativas, com orientações sobre procedimentos de conservação e recuperação de nascentes e a importância dos mananciais para o meio ambiente e à população.

Além do plantio de mudas e sementes, os alunos das duas escolas participaram de atividades de interação e receberam brindes e lanches.

Cristalino

Localizada na fazenda Nossa Senhora Aparecida, às margens do Anel Viário e proximidades do bairro Alto da Boa Vista, a nascente do córrego Cristalino é uma das 14 que compõem a bacia do rio Queima Pé, principal fonte de abastecimento de água da cidade.

Área da nascente do Cristalino foi atingida por incêndio em agosto, resultando em graves danos ambientais.

Espremida entre o perímetro urbano e uma área de lavoura, a nascente sofre pressão da atividade produtiva e, também, de barragens destinadas a rebanho bovino e atividades empresariais.

No início desse mês, a área da nascente do Córrego Cristalino foi atingida por um incêndio iniciado pela palhada de uma área de lavoura anexa. Neste caso do Cristalino, o ponto atingido foi justamente o olho da nascente

Vale destacar que as duas nascentes – do Queima Pé e do Cristalino – são fundamentais para o abastecimento de água da cidade após serem totalmente recuperadas através do Cultivando Água Boa, assegurando a vazão de água que mantém cheias as represas da Estação de Captação, Tratamento de Água (ETA) de Tangará da Serra.

(*) Assista ao vídeo a seguir:

Comentários Facebook
Advertisement

Meio Ambiente & Preservação

Força-tarefa realizará trabalhos de correção de erosão subterrânea na aldeia do Formoso

Published

on

O processo erosivo subterrâneo que causou o colapso do solo na área de cabeceira do córrego Bonitinho, na Aldeia Indígena do Formoso, em Tangará da Serra, motivará a mobilização de uma força-tarefa para sua correção, com ações divididas em duas fases.

A estratégia para a correção foi definida na semana passada, após vistoria na área afetada e em acompanhamento com a comunidade indígena local. Os trabalhos, propostos em reunião com os moradores, serão coordenados pelo Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC), com anuência da Associação Haliti/Paresi, entidade representativa do povo indígena da localidade.

Ações para recuperação contam com anuência da comunidade do Formoso, expressa em reunião na última quinta-feira (30).

A reunião, coordenada pelo presidente do IPAC, Décio Eloi Siebert, e pelo representante da Associação Haliti/Paresi, Geovani Kezo, contou com a presença de membros da Brigada de Combate a Incêndios Florestais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do rio Sepotuba.

Erosão provocou colapso do solo na Aldeia do Formoso, nas cabeceiras do córrego Bonitinho.

Com base no diagnóstico preliminar realizado, ficaram definidas ações em duas etapas. A primeira (Fase 1) será emergencial, com o objetivo de conter o processo erosivo por meio do plantio de cordões de gramínea “vetiver” e de mudas nativas no entorno da área afetada.

Geovani Kezo, da Associação Halitinã, participa da coordenação dos trabalhos.

Na “Fase 2” será implantado um sistema de drenagem subterrânea (imagem abaixo) para solucionar o problema de “piping”, que causou a erosão e o colapso do solo no local. Esta fase também incluirá a implantação de um sistema de restauração ecológica, com a construção de paliçadas no interior da área erodida para conter as águas pluviais e o plantio de mudas de vetiver, espécies nativas e bambu.

A força-tarefa contará com a equipe do IPAC, membros da comunidade indígena local, SEMA, CBH, além da participação de propriedades rurais vizinhas e apoio de instituições. Os trabalhos serão realizados predominantemente de forma manual, devido à fragilidade do solo na região da Aldeia do Formoso, não contando, portanto, com maquinário pesado.

Para custear as atividades operacionais, insumos, ferramentaria e outros itens necessários, serão captados recursos junto aos setores público e privado. A operação será comunicada ao Ministério Público.

Processo erosivo

O processo erosivo foi identificado após o afundamento (depressão) de uma área na cabeceira do córrego Bonitinho, afluente do rio Formoso, um dos principais da bacia do rio Sepotuba.

A falha no solo foi causada por um fenômeno erosivo conhecido como “piping” (imagem acima), um tipo de erosão interna do solo, causada pelo escoamento subterrâneo concentrado de água, que remove partículas finas do interior do maciço, formando canais tubulares (pipes) sob a superfície. Esse fenômeno ocorre principalmente em solos arenosos (como o da TI Formoso), silto-arenosos ou argilosos estruturados.

O processo erosivo tem causado o carreamento de sedimentos que estão assoreando a gruta que abriga a nascente do córrego Bonitinho (foto abaixo).

Do ponto de vista ambiental, a continuidade desse processo ameaça a estabilidade do solo, acelera a degradação da paisagem e compromete a qualidade da água disponível no entorno. O assoreamento da gruta pode, também, causar alterações irreversíveis no regime hídrico e afetar a biodiversidade associada ao microambiente local.

Sob a perspectiva sociocultural, a gruta possui valor simbólico, histórico e espiritual para o povo indígena, abrigando inscrições rupestres que podem datar de 8.000 anos (foto abaixo), o que a torna um local de importância arqueológica, histórica e científica única na região.

Comentários Facebook
Continue Reading

Envie sua sugestão

Clique no botão abaixo e envie sua sugestão para nossa equipe de redação
SUGESTÃO

Empresas & Produtos

Economia & Mercado

Contábil & Tributário

Governo & Legislação

Profissionais & Tecnologias

Mais Lidas da Semana