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MT tem 23 municípios em seca extrema grave; sete estão nas regiões Centro-Sul e Sudoeste

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Dados do Cemaden, Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, unidade de pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações, apontam que 23 municípios de Mato Grosso estão em condição de seca extrema.

Entre estes, sete municípios pertencem às regiões Centro-Sul e Sudoeste, regadas pelos rios Paraguai, Guaporé, Cuiabá, Sepotuba e Jauru, cinco entre os principais do estado. São eles Curvelândia, Vila Bela da Santíssima Trindade, Pontes e Lacerda, Porto Estrela, Porto Esperidião (Sudoeste), Nova Marilândia e Santo Afonso (Centro-Sul).

A cidade de Apiacás, no nortão do estado, lidera a lista por apresentar condições “preocupantes” sem chuva há 10 meses.

O Índice Integrado de Seca de agosto deste ano mostra diminuição no número dos municípios nesta condição no país. Porém, Mato Grosso permanece com áreas críticas e tem em setembro 73 cidades em seca extrema, sendo 23 deles com cenários mais graves.

O monitoramento das condições de seca e os impactos no Brasil é realizado pelo Cemaden há 12 anos, levando como base a recorrência, extensão, intensidade, os impactos na agropecuária, terras indígenas, além de recursos hídricos.

Leia mais:  Meteorologia prevê nova frente fria em junho para derrubar temperaturas em Mato Grosso

Há meses o estado sofre com queimadas no Pantanal, nas margens de rodovias e até no perímetro urbano. Aulas e desfiles cívicos foram suspensos em algumas cidades devido à qualidade insalubre do ar, que só piora. Não há previsão de chuva para os próximos dias.

Lista dos municípios mato-grossenses em seca extrema grave

Apiacás

Alto Araguaia
Aripuanã
Brasnorte
Carlinda
Castanheira
Colniza
Cotriguaçu
Curvelândia
Itaúba
Juruena
Vila Bela da Santíssima Trindade
Nova Bandeirantes
Nova Marilândia

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Novo Horizonte do Norte
Pontes e Lacerda
Porto dos Gaúchos
Porto Esperidião
Porto Estrela
Santo Afonso
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Vera

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Meteorologia prevê nova frente fria em junho para derrubar temperaturas em Mato Grosso

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A segunda metade de junho promete trazer uma nova friagem para o Centro-Oeste, com destaque para Tangará da Serra e municípios vizinhos, como Barra do Bugres, Nova Olímpia, Arenápolis, Nortelândia e Reserva do Cabaçal. A Serra de Tapirapuã, conhecida por registrar algumas das menores temperaturas da região, deve sentir de forma mais intensa os efeitos da frente fria que se aproxima.

De acordo com previsões do Climatempo, Cptec/Inpe e Inmet, uma massa de ar polar avança pelo Sul do Brasil e se desloca em direção ao Centro-Oeste, canalizando-se pela Bolívia e Acre até alcançar o oeste de Mato Grosso. Esse movimento é característico das friagens amazônicas, que costumam derrubar rapidamente as temperaturas em áreas serranas.

Queda acentuada

As mínimas previstas para Tangará da Serra e Serra de Tapirapuã devem ficar entre 10 °C e 12 °C, com sensação térmica ainda menor durante as madrugadas. Nos municípios vizinhos, como Barra do Bugres, Nova Olímpia e Arenápolis, os termômetros devem marcar entre 12 °C e 14 °C, enquanto em Nortelândia e Reserva do Cabaçal as mínimas devem variar de 11 °C a 13 °C. As máximas, que normalmente ultrapassam os 30 °C nesta época do ano, devem cair para a faixa de 20 °C a 23 °C.

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Chuva rápida na chegada

A frente fria deve chegar acompanhada de chuvas rápidas e isoladas, principalmente no início da incursão do ar polar. Após a passagem, o tempo tende a se estabilizar, com dias ensolarados e noites frias, típicas das friagens que marcam o inverno mato-grossense.

Pela meteorologia, nova frente fria deverá chegar em Tangará da Serra na segunda metade do mês.

Persistência do fenômeno

Segundo os meteorologistas, o resfriamento deve persistir por 3 a 5 dias, sendo mais intenso nas primeiras 48 horas. A partir do final da semana seguinte, as temperaturas voltam a subir gradualmente, devolvendo o calor característico da região.

Impactos locais

A friagem pode afetar culturas agrícolas sensíveis ao frio, exigindo atenção redobrada dos produtores. A população também deve se preparar para noites geladas, especialmente em áreas rurais e serranas. Municípios como Tangará da Serra e Reserva do Cabaçal, já acostumados a registrar temperaturas mais baixas, devem sentir os efeitos de forma mais intensa.

O fenômeno reforça a importância da Serra de Tapirapuã como um dos pontos mais frios do Centro-Oeste e confirma que o inverno de 2026 terá episódios marcantes de friagem em Mato Grosso.

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