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ATeG atinge a realização de 70% do Projeto 100 Dias de Campo; Conclusão será dia 14

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Com os dias de campo realizados até ontem (quinta, 07), a equipe da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), concluiu 70% do projeto: “100 dias de Campo da ATeG”. A expectativa é que até o dia 14 de julho 100% esteja realizado.

Com mais de 3.700 propriedades atendidas e frentes de trabalho em pelo menos 11 cadeias produtivas, o objetivo destes dias de campo é levar conhecimento para os produtores rurais. Mais que isso, é possibilitar o encontro e o compartilhamento de informações e experiências.

Ao todo são nove equipes espalhadas por todo Mato Grosso. Todos fazem parte da ATeG e estão sob a “batuta”, de Armando Urenha que é o coordenador da área. Este é um projeto colaborativo. Todos trabalham pelo mesmo objetivo: levar conhecimento e informação para o produtor rural”.

Organizar, planejar e realizar esta iniciativa exigiu a dedicação de dezenas de pessoas. É preciso pensar em cada detalhe. A lista de atividades para cada dia de campo é imensa e inclui centenas de itens. É preciso pensar nos assuntos das palestras, na estrutura de cada evento, nos participantes. Tem que ter o café para forrar o estômago na chegada e providenciar o lanche para que ninguém vá embora com fome.

Como os eventos acontecem na casa do produtor rural, é preciso cuidar do local. Não se pode deixar lixo na propriedade. Mais que isso, é preciso ficar atento para não desrespeitar o anfitrião que é sempre o produtor rural.

A cada dia, com a conclusão das palestras, quem entra em campo é o time que cuida da desmontagem da estrutura montada. E há ainda os pequenos detalhes como o tempo das palestras, a conexão entre as pessoas e a entrega de um serviço de qualidade para o produtor rural.

É muita gente envolvida, é muita dedicação. São milhares de quilômetros rodados, é tempo na estrada, são dezenas ou até centenas de imprevistos. Tudo temperado com muita sabedoria para que as tomadas de decisões sejam sempre  assertivas e não ter medo de realinhar as rotas com rapidez e eficiência quando necessário. Mesmo que este necessário seja a cada hora.

O projeto tem como recheio a dedicação de muitas pessoas e ainda leva umas pitadas de paciência para que a alegria esteja sempre presente e o serviço pesado seja leve e divertido.

No dia 15 de julho teremos números coletados nestes 100 eventos para mostrar. E certamente também haverá muito mais histórias para contar. A equipe terá o número de quilômetros rodados, de pessoas envolvidas no projeto e de produtores atendidos.

Sucesso em Rio Claro

Prefeito Aparecido Rodrigues: “O produtor aprende na prática e com acompanhamento e orientação”.

Com quatro grupos de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) já implantados, mais dois em implantação e outros mais em fase de sensibilização.

Esta é a realidade do município de São José do Rio Claro. Diante deste panorama, o presidente do Sindicato Rural de São José do Rio Claro, Aparecido Rodrigues destaca que a assistência técnica e gerencial é a melhor forma de contribuir para o desenvolvimento do produtor rural. “(…) Depois de entender como funciona vi que é a melhor coisa que o Senar-MT trouxe para os produtores. Ter um técnico por dois anos orientando e ajudando o produtor é muito bom. O produtor aprende na prática e com acompanhamento e orientação”, observou o gestor.

São José do Rio Claro tem cerca de 25 mil habitantes. A sojicultura é a cadeia produtiva dominante na região. Nos últimos anos chegou a pecuária e, então, começaram a ser desenvolvidas outras cadeias como a fruticultura, horticultura e piscicultura. Em função disso, a solicitação de cursos para capacitar e qualificar profissionais para atuarem nesta área aumentou.

Segundo o prefeito, no primeiro semestre, o Sindicato Rural realizou em parceria com o Senar-MT em média de 73 cursos. “Já para o segundo semestre tem pelo menos 20 treinamentos programados. Este ano estamos tendo muitas demandas extras. Esta parceria com o Senar-MT também garantiu a realização de um Mutirão Rural e do Cine Senar”.

(Ascom Senar-MT)

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Prêmio ATeG: Fruticultor de Tangará da Serra recebe reconhecimento nacional em Brasília

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O produtor rural de Tangará da Serra, Gleder Luiz Teixeira, 52, foi reconhecido nacionalmente nesta terça-feira (13.12) no Prêmio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Central): Prêmio ATeG 2022 – Gestão e Resultado. Em cerimônia realizada em Brasília, o representante de Mato Grosso foi quem mais se destacou dentre os 26 fruticultores inscritos de todo o país.

“Fiquei muito feliz ao receber a notícia. A gente desenvolve o trabalho na nossa propriedade e acaba sendo o melhor do país. É muito gratificante se tornar um exemplo na área”. O prêmio é ainda mais importante para Gleder, porque ele se tornou produtor rural há apenas cinco anos. “Até os 18 anos vivi na roça, mas na minha vida adulta eu trabalhei em banco e na construção civil. Há alguns anos eu tive a vontade de voltar para a roça e comecei a produzir”.

Gleder é atendido pela ATeG do Senar-MT desde 2019. Na época, o produtor buscou auxílio para melhorar a produtividade de cerca de 1,5 hectares de banana da terra variedade Farta Velhaca. Três anos depois, o produtor atingiu 8 hectares de cultivo e incluiu outra variedade da fruta – a BRS Terra Anã – desenvolvida pela parceria entre Embrapa e Empaer e implantada na propriedade como um campo experimental. A nova cultivar foi lançada pela Embrapa em novembro deste ano, na propriedade de Gleder.

As ações realizadas na Estância São Francisco resultaram na melhoria da receita da propriedade em 225%, na comparação entre 2019 e 2020. A melhoria na renda possibilitou ao produtor que ele adquirisse maquinário e transformasse o cultivo de manual para mecanizado. Com a reestruturação da área, também foi possível escalonar os talhões e manter a renda ao longo dos meses.

O número de pés de banana passou de 5 mil para 15 mil e a produção de 100 para 300 caixas mensalmente. No total, a produção foi de 33.430 kg no primeiro ano da ATeG, saltando para 74.160 kg no segundo ano, com redução de 36% nos custos de produção e aumento de 26% no preço da fruta.

Com a ampliação da área de cultivo, também foram instaladas placas solares a fim de reduzir o consumo de energia elétrica necessária para a irrigação. Segundo o engenheiro agrônomo e técnico credenciado ao Senar-MT, Leandro Fachi, as mudanças na propriedade foram cruciais para os resultados alcançados. “Não precisamos ensinar o produtor a plantar, porque isso ele domina. Mostramos novas estratégias para que o cultivo dê um retorno maior e aumente a produtividade”.

Sucessão familiar- Além do apoio da ATeG, o produtor também possui um importante suporte na família, o filho agrônomo e grande incentivador. “Inscrevi o meu pai no primeiro grupo de fruticultura, porque acreditei que as orientações iriam ajudar. Estávamos no primeiro ano de produção e as instruções fizeram diferença. Por meio da assistência técnica, absorvemos conhecimentos e crescemos juntos”, destacou Eduardo Teixeira.

A experiência foi tão enriquecedora que Eduardo resolveu ser mais do que o filho do produtor. Aos 24 anos, ele já atua há um ano e sete meses como técnico de campo credenciado ao Senar-MT também na cadeia da fruticultura. “Atendo 32 propriedades rurais em Tangará da Serra e é gratificante ver o avanço dos produtores ao longo do processo”, destacou.

Ele esteve junto ao pai durante a cerimônia na capital federal e pode acompanhá-lo na realização de outro sonho: viajar pela primeira vez de avião. “Já falei para o meu filho que são dois prêmios: o da assistência técnica e o de voar”, disse Gleder emocionado.

Prêmio – O Prêmio ATeG 2022 – Gestão e Resultado é realizado pelo Senar Brasil e contempla todos os estados brasileiros. O objetivo é valorizar os bons resultados e os casos de sucesso mais relevantes levantados pelas equipes de assistência técnica de todo o país nas cadeias produtivas de bovinocultura de leite, bovinocultura de corte, olericultura, fruticultura e ovinocaprinocultura de corte.

Os produtores premiados recebem como prêmio um pulverizador automatizador costal e kit de energia solar. Os técnicos de campo que acompanham as propriedades premiadas ganham um notebook. De Mato Grosso, o único caso de destaque nacional nesta edição foi o de fruticultura.

Cerimônia – Por Mato Grosso, receberam os prêmios, os produtores rurais Gleder Luiz Teixeira e Eduardo Teixeira; e o técnico de campo credenciado, Leandro Fachi. Além dos premiados, a cerimônia contou com a presença do presidente da CNA, João Martins; o presidente do Sistema Famato, Normando Corral; o superintendente do Senar-MT, Francisco Olavo Pugliesi de Castro – Chico da Pauliceia; o diretor executivo do Senar-MT, Carlos Augusto Zanata – Guto Zanata; o gerente da ATeG do Senar-MT, Armando Urenha; o supervisor da cadeia de fruticultura, Thiago Salapata e a analista da ATeG, Tamirys Fernanda. Também marcaram presença autoridades políticas e representantes do setor agropecuário de todo o país.

(Ascom Senar, com Assessoria de Imprensa CNA)

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