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Reforma tributária: entenda o que muda e como o setor de comex pode se adaptar às alterações

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São Paulo, abril de 2025 – A recente reforma tributária no Brasil trouxe mudanças significativas para o setor de comércio exterior, especialmente em termos de logística e transporte. Com a entrada em vigor da Lei Complementar 214, de 2025, sancionada pelo Governo Federal, os negócios que atuam no segmento precisam se adaptar a um novo modelo fiscal, garantindo conformidade e eficiência operacional. É o que explica Alexandre Pimenta, CEO da Asia Shipping, maior integradora logística da América Latina.

De acordo com o executivo, a nova legislação traz impactos positivos ao segmento e pode tornar o Brasil mais competitivo, elevando o país a uma posição estratégica no mercado logístico mundial, mas requer um certo planejamento das empresas que atuam no setor, principalmente em relação à precificação e etapas operacionais.

“As mudanças criam oportunidades, como a redução de custos administrativos, maior previsibilidade tributária e um ambiente de negócios mais competitivo para empresas que operam no comércio exterior. No entanto, é preciso atenção quanto ao custo do frete e à cadeia de suprimentos, tornando essencial a revisão das estratégias tributárias e operacionais”, destaca Pimenta.

Como se preparar para as mudanças tributárias

A partir da Lei Complementar 214, a reforma tributária trouxe mudanças importantes, como o fim da cumulatividade de tributos, tornando os serviços, como os de frete, mais competitivos no exterior. Agora, a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), gerido por estados e municípios, seguem o princípio da tributação no destino.

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Além disso, foi garantida imunidade tributária para serviços exportados, como frete, seguro e armazenagem, reduzindo custos e favorecendo a integração entre bens e serviços nas exportações brasileiras.

Para que os negócios se adaptem às alterações, Pimenta aponta a necessidade de adotar medidas de compliance fiscal, a importância de investir e aderir a tecnologias avançadas que ajudem a garantir a conformidade dos processos e, acima de tudo, preparar e capacitar as equipes para este novo cenário.

“É preciso reestruturar a estratégia de compliance tributário, revisando processos internos para estar em alinhamento com a nova legislação e garantir aderências às exigências fiscais. A adoção de tecnologias e sistemas de gestão, por meio de ferramentas avançadas que automatizem diferentes etapas desse processo, é também uma iniciativa de máxima inteligência. Mas é claro que para tudo isso acontecer com eficiência e assertividade, é preciso capacitar aqueles que farão parte dessa nova realidade”, enfatiza o executivo.

E em meio a esse contexto, a Asia Shipping, tem se destacado como exemplo na adoção de soluções inovadoras para lidar com as mudanças tributárias. A empresa tem modernizado seus processos por meio da plataforma Dati, que opera em nuvem, é baseada em inteligência artificial, e apresenta funcionalidades como a atualização contínua sobre os tributos que incidem sobre cada operação, além do preenchimento automático de cerca de 85% das informações exigidas na Declaração Única de Importação (DUIMP), operando de maneira integrada com o novo Portal Único de Comércio Exterior.

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A companhia baseia-se também em uma forte política de compliance, a exemplo do que foi demonstrado em seu último relatório de integridade, recentemente publicado em seu site. Para 2025, a meta da Asia Shipping é avançar em mais treinamentos para reforçar a cultura da integridade, fortalecer os canais de comunicação e compliance, e monitoramento contínuo das melhores práticas e regulamentações.

Sobre a Asia Shipping

A Asia Shipping é uma empresa de logística global, especializada em encontrar as rotas mais inteligentes para seus clientes e transportar mercadorias entre continentes. A empresa está em 12 países, com 44 escritórios pelo mundo, sendo dez no Brasil, e mais de mil colaboradores. A Asia Shipping atua na importação e exportação, fazendo a ponte entre fornecedores, armadores (donos de navios de carga), portos e transportadoras. É o que se chama freight forwarder, um intermediário do negócio de fretes.  É considerada a maior companhia da América Latina nesta categoria e a 30ª no mundo.

(Assessoria)

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Com alta demanda, Mato Grosso desponta como nova fronteira em florestas de eucalipto

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Palestra promovida pela LiptosFlora tratou sobre plantio e manejo, demanda e mercado. Alta produtividade, valorização dos ativos florestais e políticas de estímulo às florestas plantadas reforçam o potencial de retorno dos projetos silviculturais no estado.

A combinação entre demanda crescente por madeira, déficit de biomassa, produtividade superior à média nacional e novas diretrizes ambientais favoráveis às florestas plantadas está colocando Mato Grosso no radar de investidores que buscam oportunidades na economia verde.

O tema foi destaque na palestra “Como ter êxito com um projeto florestal de eucalipto” (foto abaixo), promovida pela LiptosFlora na tarde da última quarta-feira (10), em Tangará da Serra. O encontro, realizado no Maison Hotel, reuniu produtores rurais, empresários, investidores e profissionais ligados ao agronegócio para discutir as perspectivas da silvicultura comercial no estado.

O palestrante, consultor especializado em florestas plantadas e agrossilvicultura, Pedro Francio Filho, apresentou um cenário que evidencia o enorme espaço para expansão da atividade. Segundo ele, Mato Grosso possui atualmente cerca de 165 mil hectares de florestas plantadas, número insuficiente para atender à demanda existente.

“O estado já apresenta um déficit estimado em 250 mil hectares e as projeções apontam para a necessidade de aproximadamente 600 mil hectares nos próximos dez anos”, observou.

Para Francio, o potencial produtivo mato-grossense coloca o estado em posição privilegiada no cenário nacional. “Hoje Mato Grosso tem o maior potencial do Brasil e do mundo para a produção de eucalipto”, afirmou.

Francio e a demanda de mercado: “Projeções apontam para a necessidade de aproximadamente 600 mil hectares nos próximos dez anos”.

O especialista destacou que o Incremento Médio Anual (IMA) de áreas comerciais no estado é um indicativo do alto rendimento do eucalipto. “A produtividade, com as técnicas aplicadas, podem dobrar – e até mais que isso – a produtividade média nacional. Não estamos falando de projeções ou pesquisas experimentais, mais de resultados obtidos em propriedades rurais de Mato Grosso”, enfatizou.

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Além da produtividade, o mercado também apresenta sinais consistentes de valorização. Dados do setor indicam que o preço da madeira de eucalipto em pé alcançou aproximadamente R$ 179 por metro cúbico em 2026, acumulando valorização superior a 30% em apenas um ano, impulsionado pela demanda dos segmentos de energia, biomassa, secagem de grãos, construção civil e indústria.

Biomassa para geração de energia industrial: Grande demanda em Mato grosso para os próximos anos.

Expectativa de virada no mercado

Durante o evento, o empresário Valdir Andrade (foto abaixo), da LiptosFlora, lembrou que Mato Grosso já chegou a registrar aproximadamente 200 mil hectares de florestas plantadas no início dos anos 2000. O crescimento, entretanto, perdeu força diante da forte participação da madeira oriunda de florestas nativas manejadas, atendendo o mercado de biomassa.

Atualmente, cerca de 64% da produção florestal mato-grossense ainda tem origem em florestas nativas manejadas, enquanto 36% provêm de áreas plantadas.

Contudo, esse cenário pode estar próximo de uma mudança estrutural. Recentemente, o Governo de Mato Grosso e o Ministério Público Estadual firmaram um Termo de Compromisso Ambiental que estabelece metas para ampliar significativamente a base de florestas plantadas e reduzir gradativamente a dependência da biomassa proveniente de vegetação nativa.

A iniciativa busca estimular novos investimentos privados, ampliar a oferta de matéria-prima renovável para a indústria e fortalecer a segurança jurídica do setor, criando um ambiente mais favorável para projetos de médio e longo prazo.

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A expectativa é que essa política acelere a expansão das florestas comerciais e contribua para reduzir o déficit de madeira existente no estado, fortalecendo uma cadeia produtiva que já movimenta cerca de R$ 1,6 bilhão por ano.

Tangará da Serra se consolida como polo florestal

A região de Tangará da Serra ocupa posição estratégica nesse processo de expansão. O município reúne viveiros de alta tecnologia, empresas de reflorestamento, indústrias de beneficiamento e fornecedores especializados em madeira tratada.

A presença de estruturas como a da LiptosFlora, capazes de produzir milhões de mudas clonais por ano, associada à demanda crescente das usinas de etanol de milho, secadores de grãos, indústrias e propriedades rurais, transforma a região em um dos principais polos emergentes da silvicultura mato-grossense.

Além da produção de biomassa, o eucalipto vem ganhando espaço em segmentos de maior valor agregado, como madeira tratada, serraria, construção rural, postes, mourões e projetos de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

Economia verde e ativos ambientais

Outro fator que amplia o interesse de investidores é a crescente valorização dos ativos ambientais.

A expansão dos mercados ligados à bioeconomia, créditos de carbono, reflorestamento e produção sustentável vem criando novas fontes de receita para projetos florestais, que passam a combinar produção de madeira, geração de energia renovável e serviços ambientais.

Nesse contexto, Mato Grosso reúne características consideradas estratégicas para a expansão da atividade: disponibilidade de terras, forte demanda industrial, condições climáticas favoráveis, elevada produtividade e uma logística cada vez mais integrada ao agronegócio.

Com demanda aquecida, oferta insuficiente e novas políticas voltadas à ampliação das florestas plantadas, o setor florestal desponta como uma das oportunidades mais promissoras para investidores que buscam participar do avanço da economia verde no Centro-Oeste brasileiro.

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