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Fazendas de pelo menos quatro municípios da região são investigadas pelo MPF por certificação irregular e invasão de terras indígenas

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O Ministério Público Federal instaurou procedimento investigatório para apurar denúncias de que diversos imóveis rurais em Mato Grosso estariam se sobrepondo a terras indígenas.

Um dos casos relatados é na Terra Indígena Ponte de Pedra, dos índios Paresi, que abranges partes dos territórios de Nova Maringá, Diamantino e Campo Novo do Parecis. Em Campos de Júlio também há propriedades em situação irregular.

Segundo o MPF, as propriedades que estariam irregulares tiveram Declaração de Reconhecimento de Limites e Cadastro Ambiental Rural (CAR) concedidos nas últimas semanas, mesmo após a decisão liminar do dia 8 de junho deste ano ter suspendido os efeitos da Instrução Normativa n 09/2020 da Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre as terras indígenas (TI) no estado.

O primeiro documento é expedido pelo Sistema de Gestão Fundiária (Sigef), do Incra, e o segundo pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Do total de imóveis certificados irregularmente, 11 obtiveram CAR mesmo estando sobrepostos a terras indígenas, sendo nove integralmente inseridos nos limites de quatro TIs.

A situação foi identificada pelo Ministério Público Federal (MPF), por meio do Ofício de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais em Mato Grosso, e levada ao conhecimento da Justiça Federal.

De acordo com o MPF, apenas na Terra Indígena Apiaká do Pontal e Isolados, localizada no município de Apiacás, no extremo norte de Mato Grosso, nove imóveis rurais que sobrepõem a área receberam a certificação em junho deste ano, totalizando pouco mais de 37 mil hectares.

O procurador da República, titular do Ofício Indígena em Mato Grosso, Ricardo Pael Ardenghi, relata no documento que indígenas e servidores da Funai chegaram a contatar o MPF para informar sobre a invasão de posseiros, que estariam fazendo cercas e construindo casas na Terra Indígena Ponte de Pedra, habitada pela etnia Paresi, situada nos municípios de Nova Maringá, Diamantino e Campo Novo do Parecis.

Um vídeo encaminhado ao MPF mostra que, ao irem ao local para verificar o que estava acontecendo, servidores da Funai e indígenas foram vítimas de disparos de arma de fogo.

Além das certificações emitidas já no mês de junho, o MPF também apontou que em maio já haviam sido expedidos 11 certificados pelo Sigef de imóveis sobrepostos a terras indígenas, todos com base na IN 09/2020 da Funai.

Ao todo, nessa situação encontrada pelo MPF, estão sete terras indígenas. Apenas nas TIs Manoki e Irantxe foram certificadas seis propriedades rurais sobrepostas às áreas indígenas. São elas Estância Ferreira, Lote N, Fazenda Santo Expedito, Fazendo Terol III, Sítio Natalia e Chácara São Luiz.

Na TI Uirapuru (município de Campos de Júlio), duas propriedades foram certificadas com sobreposição ao território indígena: Fazenda Primavera II e Fazenda Vitória. As outras três TIs atingidas pela IN 09/2020 são Wedezé/Pimentel Barbosa, em Cocalinho; Juininha, em Conquista D’Oeste; e Batelão, em Tabaporã. As propriedades rurais certificadas e que estão sobrepostas as Terras Indígenas são, respectivamente: Fazenda CIF, Fazenda Vila Bela e Fazenda Indiana.

Com base nos dados informados e documentação apresentada, o Juiz Federal da 3º Vara em Mato Grosso, Cesar Augusto Bearsi, determinou que tanto a Funai quanto o Incra deverão demonstrar, no prazo de cinco dias, o cumprimento da liminar, sob pena de multa de R$ 100 mil, sem prejuízo da responsabilização pessoal do indiciado caso este insista em não responder ao juízo, bem como a responsabilização civil, criminal e por improbidade administrativa.

(Redação EB, com Assessoria de Comunicação MPF)

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Feira do Produtor do Centro funcionará normalmente neste domingo de eleição

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Asfet confirma atendimento no dia 4 (domingo) e orienta motoristas sobre o fluxo intenso e os estacionamentos no entorno.

A Feira do Produtor do Centro, em Tangará da Serra, funcionará normalmente neste domingo (4), dia de votação nas eleições gerais. O esclarecimento é da Associação dos Feirantes de Tangará da Serra (Asfet), diante de dúvidas manifestadas por consumidores sobre um possível fechamento da feira na data.

Segundo o presidente da Asfet, Valdeci Ferraz Aquino, o atendimento ocorrerá no horário habitual. “Estaremos atendendo normalmente, no mesmo horário, recebendo a comunidade de Tangará da Serra e da região e oferecendo o melhor da agricultura familiar do município”, afirma.

Além da confirmação do funcionamento, a administração da feira orienta os consumidores que forem de carro sobre o fluxo intenso de veículos nas proximidades do complexo, especialmente nas manhãs de domingo.

Grande movimentação aos domingos exige cumprimento das leis de trânsito e paciência dos condutores.

Com a grande movimentação de consumidores, os estacionamentos no entorno costumam ficar lotados. Por isso, Valdeci recomenda atenção às regras de trânsito e que os motoristas evitem vagas e locais de estacionamento restritos, como espaços exclusivos para motocicletas, idosos e pessoas com deficiência (PCD).

“Quem for de carro à feira no domingo já precisa sair de casa ciente desse grande fluxo e sabendo que é preciso paciência, atenção e, acima de tudo, compreensão”, explica.

O gestor também orienta que, diante do excesso de movimento e da insuficiência das vagas no entorno, os motoristas considerem estacionar em ruas adjacentes e caminhar alguns metros até a feira.

“Estacionar em local proibido é infração de trânsito e as multas são aplicadas pela Polícia Militar e pela Guarda Municipal. É importante que os motoristas tenham ciência dessa norma”, finaliza.

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