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Saúde Pública

Com Mato Grosso em alerta, Tangará da Serra confirma dois casos de meningite em crianças

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A Vigilância Epidemiológica de Tangará da Serra confirmou, na tarde desta terça-feira (12), dois casos de meningite viral em crianças no município. Segundo a coordenadora do órgão, enfermeira Juliana Herrero, os pacientes estão sendo acompanhados e todas as medidas previstas nos protocolos do Ministério da Saúde foram adotadas.

De acordo com comunicado divulgado pela Vigilância Epidemiológica, os casos não possuem relação entre si. As crianças não frequentam a mesma escola, não tiveram contato relacionado e também não há vínculo temporal entre as ocorrências.

A confirmação coincide com o aumento da incidência da doença em Mato Grosso. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) apontam que, até o início de maio, o estado registrou 33 casos confirmados de meningite e oito mortes.

Entre os casos contabilizados, bebês com menos de 1 ano concentram o maior número de ocorrências. Em seguida aparecem pacientes na faixa etária entre 50 e 64 anos.

Cuiabá lidera o número de registros, com sete casos, seguida por Várzea Grande (5), Rondonópolis (3) e Sinop (3). Os oito óbitos registrados elevaram o alerta das autoridades de saúde no estado.

Apesar do aumento dos casos, a SES-MT informou, no fim de abril, que não havia indicativo de surto comunitário e que os casos seguem sob monitoramento.

Em nota, a Vigilância Epidemiológica de Tangará da Serra informou que não há indicação técnica ou epidemiológica para suspensão das aulas neste momento. O órgão também orientou pais e responsáveis a observarem sintomas como febre, dor de cabeça intensa, vômitos, sonolência e rigidez na nuca. Em caso de suspeita, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.

A Vigilância Epidemiológica também reforçou medidas preventivas, como higienização frequente das mãos, manutenção de ambientes ventilados, evitar compartilhamento de objetos pessoais e manter a vacinação atualizada.

A seguir, a íntegra do comunicado divulgado pela Vigilância Epidemiológica de Tangará da Serra:

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Saúde Pública

Butantan produzirá vacina contra chikungunya; imunizante será incorporado ao SUS

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira (4), o Instituto Butantan a fabricar a vacina contra a chikungunya, batizada de Butantan-Chik.

Com isso, o imunizante poderá ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina é indicada para a população de 18 a 59 anos exposta ao vírus. A partir da autorização, o Instituto Butantan também passa a ser oficializado como local de fabricação.

A vacina foi aprovada pela agência reguladora em abril de 2025, porém os locais de produção registrados eram as fábricas da farmacêutica franco-austríaca Valneva. Agora, o imunizante será produzido (formulado e envasado) no Brasil, com a mesma qualidade, segurança e eficácia, segundo o governo do Estado de São Paulo.

“Mais um marco importante para o Instituto Butantan e para a saúde da população. Ao executar a maior parte do processo de fabricação, o Instituto Butantan, por ser uma instituição pública, poderá entregar a vacina com preço menor e mais acessível, com a mesma qualidade e segurança”, afirmou o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás.

Pelo menos 4 mil voluntários, entre 18 e 65 anos, receberam o imunizante nos Estados Unidos e foram avaliados. De acordo com resultados publicados na revista científica The Lancet, em 2023, 98,9% dos participantes produziram anticorpos neutralizantes.

O imunizante foi bem tolerado e demonstrou perfil de segurança adequado, com eventos adversos leves e moderados. Os mais relatados foram dor de cabeça, dores no corpo, fadiga e febre.

Em fevereiro de 2026, a vacina começou a ser aplicada no SUS em municípios com maior incidência da doença, a partir de uma estratégia piloto do Ministério da Saúde. Além do Brasil, o imunizante contra a chikungunya foi aprovado no Canadá, na Europa e no Reino Unido.

Chikungunya

O vírus da chikungunya é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue e da zika.

A doença pode causar febre de início súbito (acima de 38,5°C) e dores intensas nas articulações de pés e mãos — dedos, tornozelos e punhos. Outros sintomas comuns são dor de cabeça, dor muscular e manchas vermelhas na pele.

Cidade enfrentou o pior quadro de arboviroses em 2024, com 5,7 mil casos de chikungunya e 10 óbitos ocasionados pela doença.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em 2025 foram registrados 500 mil casos de chikungunya no mundo. No Brasil, foram notificados mais de 127 mil casos, com 125 óbitos, de acordo com o Ministério da Saúde.

Em Tangará da Serra, a doença já provocou um óbito entre os 36 casos notificados neste ano de 2026.

O ano de 2024, porém, registrou o maior número de casos de arboviroses no município, com um surto de chikungunya. Tangará da Serra apresentou, naquele ano, o maior volume de casos já registrado em Mato Grosso, com 9.964 notificações de arboviroses, sendo a maioria (5.729) de chikungunya. Outros 4.182 casos foram de dengue e 53 de zika. Os óbitos somaram 10, sendo sete por chikungunya e três por dengue.

Em Mato Grosso, ainda em 2024, foram registradas 103.834 notificações de arboviroses, sendo 77.096 de dengue, 24.638 de chikungunya e 2.100 de zika. As doenças resultaram em 51 mortes no estado: 39 por dengue e 12 por chikungunya.

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