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Bloqueio da MT-339 para assalto resulta em confronto e morte; dupla armada invade UPA

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A violência mobilizou forças policiais em duas ocorrências distintas registradas em Mato Grosso nesta quarta e quinta-feira. Em um dos casos, um suspeito morreu em confronto com a Polícia Militar na localidade de Nova Fernandópolis. Em outro, uma dupla armada foi presa após invadir uma UPA em Várzea Grande e tentar roubar a arma de um vigilante.

Assaltante neutralizado

Equipes da 22ª Companhia Independente de Força Tática da Polícia Militar mataram um suspeito durante confronto armado na noite desta quarta-feira (07), na MT-339, próximo ao trevo de Nova Fernandópolis, entre Tangará da Serra e Barra do Bugres.

Segundo a PM, o homem era apontado como autor de diversos roubos e furtos praticados entre Tangará da Serra e Lambari D’Oeste. Ele já havia fugido de uma abordagem policial em Lambari D’Oeste.

As equipes receberam informações de que o suspeito tentava parar veículos às margens da rodovia, armado com um revólver. Durante a tentativa de abordagem, o homem teria atirado contra os policiais, que revidaram.

O suspeito foi socorrido, mas morreu no local. A ocorrência foi registrada como morte por intervenção de agente do Estado, além de porte ilegal de arma de fogo, resistência e desobediência.

Com ele, os policiais apreenderam um revólver calibre 38, duas munições intactas e duas deflagradas. O material foi encaminhado à Polícia Civil de Barra do Bugres.

Bloqueio de rodovia

Outro detalhe que chamou a atenção dos policiais foi a modalidade utilizada pelo suspeito para forçar a parada de motoristas na rodovia. Conforme informações da ocorrência, diversos obstáculos foram colocados sobre a pista, entre eles um emaranhado metálico semelhante a arame farpado.

A estratégia já foi registrada em outros estados brasileiros. Com a via bloqueada, os condutores são obrigados a reduzir a velocidade ou parar o veículo, momento em que criminosos aproveitam para anunciar assaltos.

Em locais ermos e durante a noite, as possibilidades de fuga ficam reduzidas, deixando as vítimas vulneráveis a agressões e até mesmo ao risco de morte.

Ataque em UPA

Dois homens foram presos após invadirem a UPA Ipase, em Várzea Grande, para roubar a arma de um vigilante da unidade de saúde. Uma mulher também foi detida por desacatar policiais e tentar impedir a prisão de um dos suspeitos.

Conforme a Polícia Militar, a dupla chegou em uma motocicleta e entrou em luta corporal com o vigilante. Um disparo foi efetuado dentro da unidade, mas ninguém ficou ferido.

Imagens do circuito interno e uma mochila deixada no local ajudaram na identificação dos envolvidos. Um dos suspeitos, monitorado por tornozeleira eletrônica, foi localizado no bairro Parque São João.

Durante as diligências, os policiais recuperaram o revólver usado na ação e apreenderam a motocicleta utilizada no crime. O segundo suspeito também foi encontrado no mesmo bairro. Ambos confessaram participação no ataque.

Participaram da operação equipes da Rotam, Força Tática, Raio, GAP, além do Ciopaer.

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PJC cumpre mandados para apurar esquema de corrupção em hospital de Campo Novo

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Investigações iniciaram após denúncia de oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI ligada ao atendimento prestado pela unidade hospitalar

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Silêncio Comprado para cumprir 20 ordens judiciais relacionadas a um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis.

As medidas, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo de Tangará da Serra, incluem mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores, medidas cautelares diversas da prisão e quebras de sigilo telefônico e telemático.

Os mandados são cumpridos em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e nas cidades paulistas de Barueri e Cotia. O objetivo é reunir provas, dimensionar a extensão dos fatos investigados e preservar recursos públicos.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram suposta tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nº 01/2025, instaurada para investigar possíveis irregularidades na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncia encaminhada pelo Ministério Público sobre suposta oferta de vantagem indevida para influenciar integrantes da CPI, além de indícios de irregularidades na execução de contratos de gestão da unidade hospitalar.

Entre os fatos apurados estão suspeitas de pagamentos por serviços não prestados, emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas, movimentação irregular de recursos públicos e possível desvio de valores ligados à administração do hospital.

De acordo com a Deccor, os elementos reunidos até o momento apontam, em tese, para a prática de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, sem prejuízo da apuração de outros delitos no decorrer das investigações.

A operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), das delegacias de Arenápolis e Campo Novo do Parecis, além da Polícia Civil de São Paulo.

O nome da operação, Silêncio Comprado, faz referência à denúncia de suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, fato que originou a investigação.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, por meio da Operação Pharus, voltada ao combate de grupos criminosos no estado.

(Assessoria PJC-MT)

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