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Violência escolar: Prevenção e enfrentamento foram temas de evento da Abin, em Cuiabá

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A Polícia Civil de Mato Grosso participou, nesta terça-feira (05), do evento Sisbin Centro-Oeste 2026, promovido pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em Cuiabá, com foco no tema “Ataques Extremistas Violentos em Escolas”.

O encontro reuniu representantes de órgãos de inteligência, segurança pública e instituições de ensino de toda a região Centro-Oeste, no Hotel Fazenda Mato Grosso, para debater estratégias de prevenção, monitoramento e enfrentamento a ameaças extremistas em ambientes escolares.

Representando a Polícia Civil de Mato Grosso, participaram policiais da Diretoria de Inteligência, da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), da Delegacia de Pontes e Lacerda e da Delegacia Especializada de Fronteira (Defron).

Preocupação crescente

Os debates do Sisbin Centro-Oeste 2026 ocorreram em meio a uma preocupação crescente das autoridades brasileiras com ataques violentos em escolas, muitos deles associados a processos de radicalização online, discursos extremistas e ameaças disseminadas em redes sociais e aplicativos fechados.

Segundo dados apresentados pela própria Agência Brasileira de Inteligência durante o encontro, o Brasil registrou, somente em 2025, três ataques consumados a escolas, com oito feridos e uma morte, além de 280 ameaças monitoradas e 22 atentados evitados por ações integradas das forças de segurança e da comunidade escolar.

Em 2026, novos episódios voltaram a acender o alerta nacional. O caso mais recente ocorreu em Rio Branco, no dia 5 de maio, quando um adolescente de 13 anos invadiu o Instituto São José e abriu fogo dentro da escola. Duas funcionárias morreram e outras duas pessoas ficaram feridas. O episódio provocou suspensão de aulas e mobilizou autoridades federais e estaduais.

Ainda neste ano, também foram registrados episódios violentos em escolas de Tianguá (CE), Suzano (SP), Barreiros (PE) e Porto Velho (RO), envolvendo ataques com facas e agressões contra estudantes, professores e gestores escolares.

Ameaças nas redes

Na região Centro-Oeste, embora não tenham sido registrados ataques consumados de grande repercussão neste ano, autoridades de inteligência apontam aumento das ameaças monitoradas em ambientes virtuais, especialmente ligadas a fóruns extremistas e grupos que estimulam violência escolar. O tema foi tratado como prioridade durante o encontro promovido pela Abin em Cuiabá.

Representantes da segurança pública e da educação destacaram que o principal desafio atualmente é a identificação precoce de sinais de radicalização entre jovens, sobretudo em ambientes digitais. Entre os fatores monitorados estão discursos de ódio, culto a autores de massacres, isolamento social extremo, ameaças publicadas online e compartilhamento de conteúdos violentos.

Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Educação informou que vem fortalecendo, desde 2023, políticas integradas de prevenção à violência escolar, com formação de profissionais, monitoramento de riscos e articulação com órgãos de inteligência e segurança pública.

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PJC cumpre mandados para apurar esquema de corrupção em hospital de Campo Novo

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Investigações iniciaram após denúncia de oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI ligada ao atendimento prestado pela unidade hospitalar

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Silêncio Comprado para cumprir 20 ordens judiciais relacionadas a um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis.

As medidas, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo de Tangará da Serra, incluem mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores, medidas cautelares diversas da prisão e quebras de sigilo telefônico e telemático.

Os mandados são cumpridos em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e nas cidades paulistas de Barueri e Cotia. O objetivo é reunir provas, dimensionar a extensão dos fatos investigados e preservar recursos públicos.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram suposta tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nº 01/2025, instaurada para investigar possíveis irregularidades na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncia encaminhada pelo Ministério Público sobre suposta oferta de vantagem indevida para influenciar integrantes da CPI, além de indícios de irregularidades na execução de contratos de gestão da unidade hospitalar.

Entre os fatos apurados estão suspeitas de pagamentos por serviços não prestados, emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas, movimentação irregular de recursos públicos e possível desvio de valores ligados à administração do hospital.

De acordo com a Deccor, os elementos reunidos até o momento apontam, em tese, para a prática de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, sem prejuízo da apuração de outros delitos no decorrer das investigações.

A operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), das delegacias de Arenápolis e Campo Novo do Parecis, além da Polícia Civil de São Paulo.

O nome da operação, Silêncio Comprado, faz referência à denúncia de suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, fato que originou a investigação.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, por meio da Operação Pharus, voltada ao combate de grupos criminosos no estado.

(Assessoria PJC-MT)

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