O projeto de implantação de uma central geradora hidrelétrica (CGH) nas proximidades do Salto das Nuvens, no rio Sepotuba, em Tangará da Serra, prevê múltiplas vantagens para o município.
Segundo os empreendedores, o empreendimento significará – além da simples geração de energia e de emprego e renda – a garantia de preservação da margem esquerda do rio, naquele ponto, e uma estrutura para visitação a uma das principais atrações turísticas da Serra de Tapirapuã.
Os empreendedores – Fazenda Santa Amália e KA Energia -, através da sua equipe de estudos, entraram em contato com o Enfoque Business para esclarecer alguns aspectos em torno do projeto da CGH.
Em nota, os empreendedores afirmam que o arranjo da CGH que se pretende instalar tem a captação direta do rio Sepotuba sem a necessidade de construção um barramento no seu leito. “Ou seja, não é feita nenhuma interferência física no leito do rio Sepotuba, muito menos a formação de reservatório, ou a afetação da APA criada nesse local”, consta.
O documento informa que a captação no rio Sepotuba será conduzida por um canal lateral, que após a passagem pelas turbinas restitui 100% da vazão captada ao curso natural. “O empreendimento proposto tem aproximadamente 20% da potência instalada em relação ao aproveitamento pensado no passado”, diz a nota, em referência a um antigo projeto que chegou a ser avaliado em audiência pública no município, no início dos anos 2000.
O grupo de estudos do empreendimento destaca que a geração de energia será, obviamente, limpa e renovável, com investimento na economia local de Tangará da Serra e região. “O aproveitamento foi pensado também com um cunho social (…) Assim, serão criados dois pontos de contemplação do Salto das Nuvens, pela margem do empreendimento, integrado ao meio ambiente existente, permitindo o acesso guiado de escolas, de faculdades, de associações e da população em geral”.
(Fotos: KA Energia)
Na sequência, íntegra da Nota de Esclarecimento
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Tendo em vista as informações infundadas que começaram a ser veiculadas em alguns poucos setores da mídia Tangaraense, os empreendedores dos estudos do aproveitamento hidrelétrico que vem sendo estudado nas proximidades do Salto das Nuvens vêm a público esclarecer o que segue.
Cabe ressaltar inicialmente a qualificação dos interessados que buscam a viabilidade deste empreendimento. A Fazenda Sta. Amália, propriedade lindeira às margens do rio Sepotuba, está constituída no local com seus proprietários desde 1972, que desde então vem cuidando tanto o rio Sepotuba, através da preservação de suas margens, bem como do Salto, mantendo intacto a margem esquerda da cachoeira. Em parceria com os proprietários da Faz. Sta. Amália, encontra-se outro grupo, genuinamente mato-grossense, com várias operações no estado, e que possui expertise na elaboração, construção e operação de Centrais Geradoras Hidrelétricas, CGH´s.
A CGH, que se pretende instalar no rio Sepotuba, nas proximidades da cachoeira Salto da Nuvens, é um empreendimento de pequeno porte que nada se assemelha à usina (PCH) que no passado um grupo empresarial de fora do Estado pretendia construir naquele local.
O arranjo da CGH que se pretende instalar, tem a captação direta do rio Sepotuba, sem a necessidade de construção um barramento no seu leito. Ou seja, não é feita nenhuma interferência física no leito do rio Sepotuba, muito menos a formação de reservatório, ou a afetação da APA criada nesse local.
Através desta captação direta no rio Sepotuba, uma pequena parcela da vazão desse corpo hídrico será conduzida por um canal lateral, que após a passagem pelas turbinas restitui 100% da vazão captada de volta no curso natural. O empreendimento proposto tem aproximadamente 20% da potência instalada em relação ao aproveitamento pensado no passado, ou seja, a quantidade de água desviada é muito menor neste caso. A imagem a seguir mostra o conceito em estudo, onde é possível verificar o baixíssimo impacto na vegetação existente, preservando 100% a região do Salto.

Além da geração de energia limpa e renovável, e o investimento na economia local de Tangará da Serra e região, o aproveitamento foi pensado também com um cunho social. A exploração turística hoje se dá através de um empreendimento particular, que financeiramente restringe o acesso a grande parte da população, que fica impossibilitada conhecer e contemplar o Salto das Nuvens. Desde o início, os dois parceiros colocaram como imprescindível “respeitar” primeiramente o salto, ponto crucial para o acordo e andamento dos estudos. Assim, serão criados dois pontos de contemplação do Salto das Nuvens, pela margem do empreendimento, integrado ao meio ambiente existente, permitindo o acesso guiado de escolas, de faculdades, de associações e da população em geral. Vide imagem a seguir.

Dessa forma, o estudo das vazões a serem turbinadas em cada época do ano, respeitando a vazão do rio Sepotuba, já se iniciou. Foi implantado um monitoramento contínuo, o que dará os subsídios necessários aos estudos em elaboração, que conta com uma equipe multidisciplinar de mestres e doutores, capazes de identificar e conciliar as ações a serem implantadas.
Corroborando com este modelo de aproveitamento do Salto das Nuvens, buscou-se o exemplo do município vizinho, Campo Novo do Parecis, onde a PCH Sacre 2 foi construída exatamente com o mesmo conceito da CGH Salto, qual seja o turbinamento de parte das vazões do rio, sempre respeitando a “Beleza Cênica” do Salto das Nuvens. A imagem a seguir é da PCH Sacre 2.

Percebe-se que o uso múltiplo do Salto das Nuvens, é perfeitamente possível, quando se leva em conta critérios técnicos para concepção desses usos. A cachoeira Salto Belo, em Campo Novo do Parecis, continua sendo amplamente visitada pela população em geral, inclusive com a prática de esportes radicais, mantendo sua beleza cênica e contribuindo para o crescimento da região.
