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Aripuanã vê duas obras milionárias travadas por decisões da Justiça e do Tribunal de Contas

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Usina solar de R$ 30 milhões tem pagamentos suspensos pelo Tribunal de Contas, enquanto licitação da nova Prefeitura é barrada pela Justiça; investimentos somam mais de R$ 40 milhões e pressionam município de 26 mil habitantes

Dois grandes investimentos da gestão da prefeita Seluir Peixer Reghin (União) estão sob intervenção dos órgãos de controle e ampliam a preocupação com a questão da regularidade e, também, quanto aos impactos financeiros para Aripuanã. Enquanto o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) suspendeu os pagamentos restantes da usina solar de aproximadamente R$ 30 milhões, a Justiça determinou a paralisação da licitação para a construção da nova sede da Prefeitura por indícios de irregularidades no edital.

Juntas, as duas obras ultrapassam R$ 40 milhões em investimentos previstos — valor expressivo para um município de pouco mais de 26 mil habitantes e orçamento anual de cerca de R$ 250 milhões. Apenas a usina fotovoltaica representa cerca de 12% de toda a receita orçamentária do município.

No caso da usina solar, o TCE concedeu medida cautelar suspendendo o pagamento dos cerca de R$ 2,32 milhões ainda pendentes do contrato, diante de indícios de sobrepreço e outras possíveis irregularidades. Segundo a decisão, aproximadamente R$ 27,67 milhões já foram desembolsados à empresa contratada, enquanto a Corte instaurou Tomada de Contas para apurar eventual dano ao erário.

Prefeita Seluit Peixer Reghin: Obras milionárias de sua gestão são alvos de embargo por supostas irregularidades.

A situação financeira preocupa porque, apesar do elevado investimento, a usina ainda não entrou em operação. Desde dezembro de 2025, a Prefeitura já paga os juros do financiamento contratado para executar a obra e, agora, começam a vencer também as parcelas do empréstimo, embora o empreendimento ainda não produza energia para abastecer os prédios públicos.

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Outro obstáculo é a inexistência do parecer de acesso da Energisa, documento indispensável para autorizar a conexão da usina ao sistema elétrico. Sem essa autorização, a energia gerada não pode ser injetada na rede, impedindo a compensação dos créditos e adiando a economia prometida.

Na prática, o município corre o risco de enfrentar uma dupla despesa: continuar pagando integralmente as contas de energia elétrica das repartições públicas e, simultaneamente, arcar com as prestações do financiamento de uma usina que não está funcionando.

A decisão do TCE é cautelar e não representa julgamento definitivo. Os responsáveis ainda poderão apresentar defesa durante a instrução do processo.

Nova Prefeitura

Paralelamente, a Justiça de Mato Grosso suspendeu a Concorrência Pública nº 10/2026, destinada à construção da nova sede da Prefeitura de Aripuanã. (Veja no arquivo com decisão judicial: Aripuanã, mandado com prdido de liminar – nova prefeitura)

A decisão liminar do juiz substituto Yago da Silva Sebastião atendeu mandado de segurança apresentado por uma das empresas participantes do certame, que apontou possíveis ilegalidades na condução da licitação.

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Segundo a decisão, houve alteração substancial do edital na véspera da abertura das propostas. O documento originalmente previa julgamento pelo critério de técnica e preço, mas, um dia antes da sessão pública, a Administração Municipal informou que o critério correto seria o de menor preço global, classificando a mudança como mero erro material.

Para o magistrado, entretanto, o próprio edital continha toda a estrutura necessária para avaliação técnica, o que afasta a tese de simples equívoco formal. A decisão também destaca divergências em documentos internos da própria Prefeitura sobre o critério de julgamento, situação que pode comprometer a igualdade entre os concorrentes.

Com base na Lei Federal nº 14.133/2021, a Justiça entendeu que mudanças capazes de influenciar a formulação das propostas exigem republicação do edital e reabertura dos prazos legais.

A liminar determinou a suspensão imediata da licitação, proibiu adjudicação, homologação, assinatura de contrato ou emissão de ordem de serviço e concedeu ao município a possibilidade de corrigir integralmente o edital, republicá-lo e reabrir os prazos antes de retomar o certame.

As duas decisões, embora cautelares e ainda sujeitas ao julgamento de mérito, colocam sob questionamento dois dos maiores projetos da atual administração municipal e evidenciam o elevado impacto que investimentos dessa magnitude podem produzir nas finanças de um município de pequeno porte. A situação ganha maior relevância no caso da usina solar, cujo custo equivale, sozinho, a aproximadamente 12% de todo o orçamento anual de Aripuanã.

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Tangará da Serra busca ampliar atividade econômica com leilão de imóveis para empresas

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Na modalidade online, o certame ofertará áreas industriais para impulsionar novos investimentos e a expansão de empreendimentos na cidade. Edital na matéria.

A expansão do agronegócio, o crescimento populacional e a preparação para um futuro promissor ampliam as perspectivas de Tangará da Serra, uma das cidades mais tradicionais do interior de Mato Grosso.

Já consolidado como polo regional de desenvolvimento, o município busca fortalecer seu protagonismo na macrorregião Oeste-Sudoeste por meio da ampliação de sua base econômica, estimulando tanto a instalação de novos empreendimentos quanto a expansão de empresas já estabelecidas.

Com esse objetivo, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SEDEC) realiza no dia 06 de agosto, às 9h (horário de Brasília), leilão público na modalidade “online” para alienação de imóveis industriais localizados no Jardim Industrial e no Jardim dos Ipês.

Certame prevê a alienação de áreas públicas destinadas à instalação, ampliação ou reinstalação de empreendimentos empresariais.

O certame integra o Programa de Desenvolvimento Econômico (PRODEC) e prevê a alienação de áreas públicas destinadas à instalação, ampliação ou reinstalação de empreendimentos empresariais.

Os interessados podem obter informações pelos telefones (65) 99933-8947 e (65) 99904-1432 ou consultar a íntegra do edital no arquivo em PDF: EDITAL LEILÃO ELETRÔNICO 001 2026.

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(*) Veja anúncio com QR Code ao final do texto

Os recursos arrecadados serão destinados ao Fundo de Desenvolvimento Econômico (FUNDEC), voltado ao fortalecimento da infraestrutura industrial e à atração de novos investimentos.

“Esta é uma oportunidade para empresas que desejam investir em uma cidade estratégica, com infraestrutura, localização privilegiada e ambiente favorável ao desenvolvimento econômico”, afirma o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Silvio José Sommavilla.

Cenário

O Produto Interno Bruto (PIB) de Tangará da Serra alcança cerca de R$ 5,6 bilhões. A agropecuária responde por 29,3% da economia, enquanto comércio e serviços somam mais de 41%.

A população estimada já supera 114,6 mil habitantes, segundo o IBGE (2025), e o município reúne mais de 15 mil empresas ativas, consolidando-se como polo regional de geração de renda e serviços.

Cidade busca fortalecer seu protagonismo na macrorregião Oeste-Sudoeste por meio da ampliação de sua base econômica.

Tangará da Serra também investe na modernização da gestão pública. Foi o primeiro município mato-grossense a incorporar Inteligência Artificial à administração municipal e capacita servidores por meio do programa Inova Tangará, desenvolvido em parceria com o SEBRAE.

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A expansão da malha viária, com novas avenidas, duplicações e ligações entre bairros, também impulsiona o mercado imobiliário e reforça um ambiente favorável aos investimentos públicos e privados.

Expansão da malha viária, com novas avenidas, duplicações e ligações entre bairros, também impulsiona o mercado imobiliário e favorece investimentos.

Para Silvio Sommavilla, esse processo resulta da atuação conjunta entre poder público e iniciativa privada. “Caminhamos para uma nova fase de desenvolvimento em Tangará da Serra e cabe ao poder público criar condições para novas oportunidades, fortalecendo a economia.”

Já o prefeito Vander Alberto Masson (União Brasil) compara a economia municipal ao metabolismo de um organismo vivo. “As empresas produzem riqueza, os trabalhadores movimentam a renda, os consumidores mantêm o ciclo econômico ativo e o poder público cria as condições para que esse metabolismo funcione adequadamente. Quanto maior a diversidade de atividades produtivas e a capacidade de atrair novos investimentos, maior tende a ser a vitalidade econômica do município”.

Segundo o prefeito, o desenvolvimento só se justifica quando beneficia a população. “Cada empresa que chega representa novos empregos, mais renda e mais oportunidades. O PRODEC é um instrumento para preparar Tangará da Serra para o futuro sem perder de vista aquilo que realmente importa: as pessoas”, conclui o gestor.

 

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