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Política & Políticos

Escolha de Fábio Garcia amplia negociações; Podemos adia decisão sobre alianças

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A definição do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) como candidato a vice-governador na chapa de reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos) redesenhou o cenário político de Mato Grosso, mas ainda não encerrou as articulações em torno das alianças para as eleições de outubro. O principal foco das negociações permanece no Podemos, que concluiu sua convenção estadual nesta terça-feira sem definir qual caminho seguirá na disputa.

A escolha de Fábio Garcia consolidou a composição entre Republicanos e União Brasil e praticamente encerrou as especulações sobre a vaga de vice-governador. Ex-secretário-chefe da Casa Civil e um dos principais articuladores do grupo político liderado pelo ex-governador Mauro Mendes, Garcia agradeceu a indicação e afirmou que trabalhará pela continuidade do projeto administrativo do Estado.

Pivetta afirmou que Fábio Garcia reúne o perfil necessário para contribuir com a continuidade do atual projeto administrativo.

Nos bastidores, a definição reduziu o espaço inicialmente pretendido pelo Podemos nas composições majoritárias. O partido vinha dialogando tanto com o grupo de Pivetta quanto com o PL, avaliando alternativas para integrar uma das chapas, inclusive com a possibilidade de ocupar uma suplência na candidatura ao Senado.

Apesar das negociações, a convenção da legenda terminou sem uma definição sobre apoio a qualquer candidatura. Segundo o presidente estadual do Podemos e presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, a decisão será tomada até esta quarta-feira (5), último dia do prazo legal para o registro das atas das convenções partidárias.

“Sou líder do processo, mas não dono da decisão”, afirmou Russi ao final da convenção.

Max Russi: “Essa é uma articulação muito difícil, pois eu não tenho o direito de errar. Se eu errar, muitos companheiros são prejudicados”.

O parlamentar explicou que o partido ainda avalia três possibilidades: integrar a coligação encabeçada por Otaviano Pivetta, apoiar a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ou permanecer sem alinhamento na disputa pelo Governo do Estado.

“Essa é uma articulação muito difícil, pois eu não tenho o direito de errar. Se eu errar, muitos companheiros são prejudicados”, justificou o presidente do Podemos ao comentar a cautela adotada pela legenda.

Enquanto o Podemos mantém as negociações abertas, o PL já consolidou sua composição majoritária. O senador Wellington Fagundes disputará o Governo do Estado, tendo como candidatos ao Senado a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e o deputado federal José Medeiros (PL), além do empresário Marcelo Malouf (Novo) como candidato a vice-governador.

Com o encerramento das convenções partidárias, a indefinição do Podemos tornou-se um dos últimos movimentos capazes de alterar o desenho das alianças em Mato Grosso. A decisão da legenda poderá fortalecer um dos dois principais blocos da centro-direita ou marcar uma posição de independência, influenciando diretamente a configuração da disputa eleitoral de outubro.

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Prefeita contraria parecer jurídico e mantém inexigibilidade de licitação em Aripuanã

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Caso pode levantar debate. Atual gestão, da prefeita Seluir Peixer Reghin, já tem histórico de casos que sugerem irregularidades.  

A Prefeitura de Aripuanã decidiu, através da prefeita Seluir Peixer Reghin (União Brasil), seguir adiante com a contratação do SEBRAE/MT para elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) e do Plano de Gestão de Resíduos da Construção Civil (RCC), mesmo após a Procuradoria-Geral do Município emitir parecer contrário à contratação por inexigibilidade de licitação.

O parecer jurídico nº 420/2026 analisou o Processo Administrativo nº 106/2026, no valor de R$ 368.768,60, e concluiu que não estavam presentes os requisitos legais para a inexigibilidade de licitação, recomendando que o Município realizasse um procedimento licitatório.

O que diz o parecer jurídico

Na manifestação, a Procuradoria sustenta que os serviços pretendidos possuem oferta no mercado e, portanto, não há inviabilidade de competição, requisito indispensável para a contratação direta prevista no artigo 74 da Lei nº 14.133/2021.

O parecer jurídico nº 420/2026 concluiu que a contratação não atendia aos requisitos da inexigibilidade previstos na Lei nº 14.133/2021. Segundo a Procuradoria, os serviços possuem oferta no mercado, inexistindo inviabilidade de competição, razão pela qual recomendou a realização de licitação.

Prefeita Seluit Peixer Reghin editou Decisão Saneadora e manteve a contratação.

Apesar da manifestação da Procuradoria, a prefeita editou Decisão Saneadora e manteve a contratação. Ela argumentou que o parecer jurídico possui caráter opinativo e citou entendimentos do STF e do TCU segundo os quais o gestor pode adotar solução diversa desde que a decisão seja fundamentada. Também sustentou que o Sebrae possui notória especialização e que estão presentes os requisitos legais para a inexigibilidade.

Decisão pode gerar debate

Embora o gestor possa divergir do parecer jurídico, a decisão poderá ser posteriormente analisada pelos órgãos de controle. Caso seja constatada a existência de competição no mercado, Tribunal de Contas e Ministério Público poderão avaliar a legalidade da contratação e eventual responsabilização dos agentes públicos.

Gestão acumula questionamentos

A decisão da prefeita ocorre em um momento em que a administração municipal já enfrenta questionamentos em outros processos analisados pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT).

Neste mês, o tribunal manteve a suspensão parcial de uma ata de registro de preços destinada à compra de insumos hospitalares, ao identificar indícios de irregularidades na habilitação da empresa vencedora do certame. Segundo o relator, conselheiro Alisson Alencar, a licitante apresentou certidão fiscal vencida, requisito obrigatório para contratação com o poder público.

O TCE também instaurou Tomada de Contas para apurar possíveis irregularidades na contratação de uma usina fotovoltaica de R$ 30 milhões, determinando a suspensão de novos pagamentos à empresa responsável. Entre os indícios apontados pela área técnica estão possível direcionamento da contratação, sobrepreço, pagamentos antecipados e alterações no projeto executivo sem justificativas técnicas suficientes.

Ambos os processos permanecem em análise pelos órgãos de controle.

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