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Economia & Mercado

Dia dos Pais: Menos consumidores devem comprar, mas ticket médio deverá ser maior

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O Dia dos Pais de 2026 deverá movimentar cerca de R$ 414 milhões na economia de Mato Grosso, com destaque para a preferência dos consumidores por roupas, calçados e perfumaria. A projeção foi divulgada pela Fecomércio-MT, com base em levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).

O estudo aponta um comportamento de consumo diferente em relação ao observado no ano passado. Em comparação com a pesquisa de 2025, houve um leve recuo na intenção de compra. Neste ano, 42,6% da população mato-grossense pretende presentear no Dia dos Pais, ante 45,9% registrados no ano anterior.

Apesar da redução no número de consumidores dispostos a comprar presentes, o levantamento revela aumento no ticket médio. O valor previsto passou de R$ 334,89, em 2025, para R$ 353,80 neste ano, representando uma variação real de 0,96%, já descontada a inflação do período. Entre as formas de pagamento, o PIX lidera a preferência dos consumidores, com 44% das intenções, seguido pelo cartão de crédito, com 39%.

Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), embora menos pessoas manifestem intenção de consumir na data, o aumento do ticket médio indica que quem pretende presentear está disposto a gastar um pouco mais.

“Os resultados apontam para um cenário de consumo mais seletivo, no qual a redução da intenção de compra é parcialmente compensada pelo aumento do gasto médio entre os consumidores que pretendem presentear, preservando o potencial de movimentação econômica da data”, afirmou o presidente da federação.

Tangará da Serra

Embora não exista uma estimativa oficial para a movimentação econômica no município, a expectativa do comércio de Tangará da Serra é positiva. “Os consumidores vão às compras pensando no Dia dos Pais, e essa data sempre representa incremento na movimentação do comércio”, observa o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Tangará da Serra, Thiago de Souza Santos.

Com base na mesma metodologia utilizada pela Fecomércio-MT para a projeção estadual — considerando a intenção de consumo, o ticket médio e a base populacional —, adaptada à realidade demográfica do município, estima-se que o Dia dos Pais possa movimentar cerca de R$ 12 milhões no comércio tangaraense.

Outro fator que deverá contribuir para o desempenho das vendas é o horário especial de funcionamento do comércio no fim de semana que antecede a data. Tradicionalmente, as lojas de Tangará da Serra adotam atendimento estendido em datas comemorativas. Neste ano (a exemplo do ano passado) o comércio poderá funcionar no sábado (8) até as 18h, ampliando o período disponível para as compras de última hora.

O horário especial está previsto em aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT 2025/2026) firmada entre o Sindicato do Comércio Varejista de Tangará da Serra (Sincovatan) e o Sindicato dos Empregados no Comércio de Tangará da Serra (Secgts), com vigência até 31 de dezembro deste ano.

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Economia & Mercado

Amaggi confirma 40% da FS e mercado de biocombustíveis ganha novo fôlego

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O mercado de biocombustíveis e nutrição animal no Brasil deu um passo decisivo nesta semana com a consolidação de uma das maiores movimentações societárias do ano. A Amaggi concluiu oficialmente a aquisição de 40% da FS, gigante da produção de etanol de milho, após receber o aval definitivo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). A operação, que injeta US$ 100 milhões no caixa da companhia, desenha um novo mapa estratégico para o setor produtivo nacional.

De acordo com as reflexões e registros do engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor Ricardo Arioli, apresentados no programa Momento Agrícola deste sábado, essa transação não é apenas uma mudança de controle acionário, mas um movimento de integração vertical que fortalece a competitividade brasileira. Arioli destaca que a sinergia entre a capacidade de originação de grãos da Amaggi e a expertise industrial da FS cria um ecossistema robusto que beneficia desde a logística até as exportações de valor agregado.

US$ 100 Milhões e Sinergia Estratégica

A conclusão do negócio envolveu um aporte financeiro de US$ 100 milhões via emissão primária de ações, além da aquisição de participações de acionistas atuais. O objetivo central é claro: maximizar a eficiência em toda a cadeia do milho. Com a Amaggi como parceira estratégica, a FS ganha fôlego para novos ciclos de expansão, enquanto a gigante mato-grossense consolida sua posição como player indispensável na transição energética global.

A integração promete otimizar o transporte e a originação do cereal, garantindo suprimento estável para as usinas e ampliando a oferta de DDG (grãos de destilaria), subproduto essencial para a nutrição animal. Esse fortalecimento ocorre em um momento em que o Brasil busca se firmar como o principal fornecedor de soluções de baixo carbono para o mundo.

A invasão dos genéricos e ilegais

Outro tema de destaque no balanço semanal de Ricardo Arioli é a crescente preocupação com a importação de defensivos agrícolas genéricos, oriundos principalmente da China. Embora os produtos genéricos sejam uma alternativa para a redução de custos, o setor produtivo acende um sinal de alerta sobre a eficiência agronômica dessas formulações.

O problema ganha contornos mais graves com o avanço do mercado ilegal. Registros apontam a entrada de produtos com documentação falsificada, formulações adulteradas e até defensivos completamente falsificados. Arioli alerta que o uso desses insumos coloca em risco não apenas a produtividade das lavouras, mas também a segurança jurídica e ambiental das propriedades, exigindo uma fiscalização mais rigorosa nas fronteiras e portos.

Carbono em Pauta

Encerrando as análises da semana, o programa abordou os avanços na regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). Com a base jurídica estabelecida pela Lei nº 15.042/2024, o mercado regulado de carbono no Brasil começa a ganhar forma, prometendo transformar a sustentabilidade em um ativo financeiro tangível para o produtor rural.

A expectativa é que o sistema incentive práticas regenerativas e ofereça novas fontes de receita para aqueles que conseguirem comprovar a redução ou remoção de emissões. Para o agro, o desafio agora reside na métrica e na governança desses dados, garantindo que a preservação ambiental praticada no campo seja devidamente valorizada no mercado global.

Para ouvir as reflexões completas de Ricardo Arioli no programa Momento Agrícola deste sábado, 25 de julho, acesse o link abaixo:

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