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Trecho da MT-358 no Chapadão do Rio Verde já conta com 2,5 quilômetros de asfalto

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A MT-358, no Chapadão do Rio Verde, já recebeu cerca de 2,5 quilômetros de asfalto. A informação é da Associação dos Produtores do Chapadão do Rio Verde, entidade que doou o projeto ao governo estadual para as obras de pavimentação.

O trecho em obras faz parte de um lote de 54,36 quilômetros de rodovia, na divisa de Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, a partir do entroncamento com a BR-364 (proximidades da Ciapar/Itanorte) sentido BR-174/Nova Lacerda, no oeste do estado. A obra está orçada em R$ 79 milhões.

A pavimentação favorecerá o escoamento da produção daquela região produtora, onde as principais culturas no Chapadão do Rio Verde são soja, milho e algodão, totalizando cerca de 130 mil hectares de lavouras. As demais culturas são arroz, girassol, milho pipoca e feijão, que somam perto de 10 mil toneladas, além de florestas de eucalipto para lenha e madeira sólida e um rebanho bovino equivalente a 10 mil cabeças.

Pavimentação favorecerá o escoamento da produção local, onde as principais culturas são soja, milho e algodão.

A estimativa de faturamento na região do Chapadão na última safra era de R$ 1 bilhão, com cerca de 1.000 empregos gerados. “Com o asfalto, a região do Chapadão vai agregar valor e ampliar sua produção. Isso representa muito para Tangará da Serra e toda a região”, diz o superintendente da Associação, Edilson Sampaio.

Além dos 2,5 quilômetros de asfalto, já há cerda de 10 quilômetros com base/sub-base. As obras são realizadas pelo Governo do Estado com apoio da Associação dos Produtores do Chapadão do Rio Verde. As empresas responsáveis pelas obras são a MTSul, no primeiro trecho, e a Guaxe Construtora, no segundo. De acordo com Edilson Sampaio, a MTSul pretende entregar o lote do qual é responsável ainda esse ano, num total de 23 quilômetros. Já A Guache projeta a entrega de outros 20 quilômetros até dezembro. O estante da obra, será entregue em 2024.

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Infraestrutura & Logística

Aeroporto de Tangará da Serra integra pacote ligado à concessão do aeroporto de Brasília

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O leilão que definirá a gestão do Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, terá reflexo direto em Tangará da Serra. A empresa vencedora da concessão do terminal da capital federal deverá assumir também a gestão de dez aeroportos regionais de pequeno porte, três deles em Mato Grosso.

A medida é uma estratégia do governo federal, usando um grande aeroporto rentável como “âncora” para viabilizar investimentos em aeroportos menores, dentro da mesma concessão.

Entre os terminais incluídos no pacote do leilão em Brasília está o aeroporto regional de Tangará da Serra. Também integram a lista os aeroportos de Juína e de Cáceres, igualmente em território mato-grossense.

Além desses, estão previstos aeroportos regionais em Mato Grosso do Sul — Bonito, Dourados e Três Lagoas —, dois em Goiás — São Miguel do Araguaia e Alto Paraíso —, além de Ponta Grossa, no Paraná, e Barreiras, na Bahia. Todos os terminais passaram por inspeção prévia da atual concessionária do aeroporto de Brasília, a Inframérica.

Os investimentos estimados somam cerca de R$ 500 milhões para adequar os aeroportos às operações de aeronaves e ao atendimento de passageiros.

Benefícios

Para uma cidade polo como Tangará da Serra, um aeroporto regional não é apenas uma obra de transporte. Ele funciona como infraestrutura estratégica de integração econômica, reduzindo distâncias e ampliando a capacidade de atração de negócios, fortalecendo o papel de polo regional de Tangará da Serra.

A região é fortemente baseada no agronegócio. Nesse contexto, um aeroporto regional facilita deslocamento de técnicos e executivos de empresas do setor, facilita a chegada de investidores e compradores, além de proporcionar operações corporativas rápidas.

Modelo

A gestão do Aeroporto Internacional de Brasília deverá ir a leilão no segundo semestre deste ano, após a atual concessionária, Inframérica, registrar prejuízos acumulados ao longo de anos de operação.

Os valores mínimos da concessão ainda não foram divulgados. O processo, no entanto, deverá seguir modelo semelhante ao adotado na relicitação do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, que estabeleceu pagamento inicial de R$ 982 milhões pela outorga, além de repasse de 20% do faturamento anual e cumprimento de cronograma de investimentos em melhorias estruturais.

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