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Terzi AgroAmbiental é referência em projetos de recuperação de áreas e produção de mudas

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Visando a obtenção de benefícios ambientais, econômicos e sociais gerados pela recuperação de ecossistemas, o Brasil criou o PLANAVEG – Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa.

A recuperação ou recomposição de ecossistemas degradados consiste na restituição da cobertura vegetal nativa, abrangendo diferentes abordagens que podem contemplar implantação de sistema agroflorestal, reflorestamento, condução da regeneração natural, reabilitação ecológica ou restauração ecológica.

Empresa projeta produção de mudas até 2025 para 110 mil unidades, mas capacidade do viveiro pode chegar a 200 mil mudas/ano.

O objetivo do PLANAVEG é ampliar e fortalecer as políticas públicas, incentivos financeiros, mercados, boas práticas agropecuárias e outras medidas necessárias para a recuperação da vegetação nativa de, pelo menos, 12 milhões de hectares até 2030, principalmente em áreas de preservação permanente (APP) e reserva legal.

Para alcançar esse objetivo será necessário o estabelecimento de normas, desenvolvimento de tecnologias, pesquisa e principalmente a profissionalização do setor de restauração ambiental, no fornecimento de insumos e serviços, para que os resultados esperados sejam atingidos. Isso, por si só, significa um novo mercado e, portanto, oportunidades de negócios.

Oportunidade

O engenheiro agrônomo Cláudio Giuseppe Terzi, de Tangará da Serra, viu esse espaço em meados de 2011 e aproveitou seu conhecimento e especialização para agir. Formado em 1985 pela Escola Superior de Agricultura e Ciências de Machado (MG), com especialização em Desenvolvimento Rural na Itália (1991) e Gestão de Cooperativas (2022), Claudio é sócio proprietário da Terzi AgroAmbiental, holding que reúne a Terzi AgroAmbiental – Consultoria, Assessoria e Projetos, a Terzi AgroAmbiental – Mudas Florestais (Viveiro Mina Azul Ltda) e a Terzi AgroAmbiental – Serviços (Nativa Recuperação de Áreas Degradadas Ltda).

Claudio Terzi em vistoria nas atividades do Viveiro Mina Azul: processo industrial para coleta de sementes, preparo de substratos e produção de 70 mil mudas.

As três empresas agem de forma integrada. A Terzi AgroAmbiental Consultoria faz os estudos, levantamentos, vistorias e elabora os projetos, a Terzi AgroAmbiental – Mudas Florestais (Viveiro) produz as mudas e a Terzi AgroAmbiental – Serviços (Nativa) executa os trabalhos de semeadura, plantio, manutenção de sementes, mudas, construção de cercas de isolamento, paliçadas para controle de erosão e limpeza de dispositivos de controle ambiental. “A Terzi AgroAmbiental – Mudas Florestais (Viveiro Mina Azul) é que fornece o principal insumo para os nossos projetos de recuperação de áreas”, conta Claudio Terzi.

São mais de 40 espécies nativas para plantio no entorno de nascentes e faixa marginal de córregos, assim como em grandes áreas.

O Núcleo Industrial e Empresarial de Tangará da Serra foi o local escolhido para montar a Terzi AgroAmbiental – Mudas Florestais (Viveiro Mina Azul Ltda). Ali, Terzi coordena um processo industrial para coleta de sementes, preparo de substratos e produção de 70 mil mudas por ano (período 2023/2024). São mais de 40 espécies nativas para plantio no entorno de nascentes e faixa marginal de córregos, assim como, em grandes áreas, quer seja para recuperação de reservas legais ou produção sustentável de madeira nativa nobre em imóveis rurais. “Queremos ampliar nossa produção de mudas para o  período 2024/2025 para 110 mil unidades, mas nosso viveiro tem capacidade para a produção de até 200 mil mudas/ano”, projeta o empreendedor.

Qualidade

Qualidade das mudas atrai interesse do mercado pela rusticidade, sanidade e grau de pegamento.

Os trabalhos são reconhecidos pela qualidade. Corroborando a expressão “Gosto do que faço”, proferida por Claudio Terzi à reportagem, as mudas da Terzi AgroAmbiental – mudas Florestais atraem o interesse do mercado pela rusticidade, sanidade e grau de pegamento, haja visto, o modelo de produção ser em sacolas plásticas.

Empresa tem currículo de trabalhos realizados tanto em propriedades rurais como em áreas de mineração e com erosão.

Somando-se essa qualidade à expertise da Terzi AgroAmbiental – Consultoria e Serviços, o resultado só poderia ser exitoso. “Temos um currículo de trabalhos realizados tanto em propriedades rurais como em áreas de mineração e com erosão”, revela, acrescentando que “nossas mudas vão, também, para outras regiões do Estado, como Nova Mutum, Sinop, Rondonópolis, Jaciara, Brasnorte, Jauru, Cáceres, etc”.

Interatividade

Claudio Terzi afirma, ainda, que um dos projetos da Terzi AgroAmbiental – Mudas Florestais é contribuir para a educação ambiental. Nesse sentido, contatos já são realizados com a municipalidade para que, periodicamente, sejam realizadas palestras e oficinas com alunos do ensino fundamental, médio e superior. “Quando a gente vê a situação das áreas degradadas nos damos conta da falta que faz a educação ambiental, do quanto o meio ambiente se ressente da falta de uma cultura conservacionista, e a melhor porteira para que essa cultura adentre no pensamento da sociedade é através das crianças e jovens em formação”, diz.

A Empresa

A Terzi AgroAmbiental reúne uma identidade representada por décadas de experiência e expertise familiar, numa herança consolidada com modernidade e coesão para uma plena dedicação ao mercado e à sustentabilidade.

As cores da empresa revelam a sua própria personalidade. A cor verde representa a conexão com a natureza, crescimento e sustentabilidade, refletindo o compromisso com o meio ambiente e a preservação dos recursos naturais. O laranja, por sua vez, simboliza energia, vitalidade e entusiasmo, representando a paixão pelo trabalho e inovação contínua, liderando o caminho rumo a um futuro mais verde e próspero.

A Terzi AgroAmbiental tem sua sede no Condomínio Comercial, Centro de Tangará da Serra, rua Antônio Hortolani nº 157-N (CEP 78300-098). Os telefone são o (65) 3326-2055 e +55 65 99987-2812 (WhatsApp). A empresa marca presença nas redes sociais através das páginas www.facebook.com/terziconsultoria e @terziconsultoria, @nativareflorestamentos e @minaazulviveiro (Instagram).

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Biorrefinaria Uisa integra produção sustentável à preservação de nascentes e biodiversidade

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No ano em que Nova Olímpia completa 40 anos de emancipação, a presença da Uisa remonta ao período anterior à formação do município. Fundada em 1980, ainda como Destilarias Itamarati, a empresa acompanhou a estruturação da cidade e sua evolução ao longo das últimas décadas. Com atuação contínua no setor sucroenergético, a biorrefinaria integra a base econômica local e mantém participação no desenvolvimento regional, associando produção industrial a iniciativas voltadas à sustentabilidade ambiental.

Instalada em Nova Olímpia, a Uisa, empresa do setor sucroenergético que transforma matérias-primas em bioprodutos e bioalimentos, mantém um conjunto de programas ambientais voltados à preservação de nascentes, recuperação de áreas degradadas e segurança hídrica.

Caetano Henrique Grossi: “Mantemos o foco na preservação ambiental, no uso consciente da água e na recuperação de áreas degradadas”.

O programa Águas da Guanabara, uma das principais iniciativas da Uisa, criado em 2004, opera em uma área estratégica por integrar a zona de transição entre os biomas Cerrado e Amazônia, na bacia do Alto Paraguai, região formadora do sistema hídrico do Pantanal.

Segundo o gerente de Sustentabilidade da Uisa, Caetano Henrique Grossi, atualmente 245 nascentes localizadas em cerca de 50 mil hectares da companhia estão mapeadas e preservadas. “Nosso objetivo é garantir o abastecimento de rios e córregos, além de manter o equilíbrio ambiental e a disponibilidade de água na região”, afirmou.

Mapeamento com tecnologia e validação ambiental

A tecnologia é um dos pilares do programa. O levantamento das nascentes é realizado com uso de sensoriamento remoto, geoprocessamento e imagens de satélite, cruzadas com dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Levantamento das nascentes ocorre por sensoriamento remoto, geoprocessamento e imagens de satélite.

“Esse método permite identificar áreas que necessitam de intervenção e monitorar as condições ambientais, caso a caso”, explicou Grossi.

O trabalho também conta com validação de órgãos ambientais e acompanhamento técnico, além de estudos independentes que atestam a precisão do mapeamento e a efetividade das ações.

Biodiversidade e qualidade da água

As intervenções incluem reflorestamento, controle de erosão, manejo do solo e manutenção da cobertura vegetal. A recomposição das áreas é feita com espécies nativas do Cerrado e da Amazônia, produzidas em viveiro próprio, que mantém cerca de 75 variedades, incluindo espécies ameaçadas.

O viveiro conta com capacidade de produção anual de até 200 mil mudas.

Desde o início do programa, mais de 2 milhões de mudas foram plantadas. Entre 2007 e 2024, a área de vegetação nativa foi ampliada em 1.030 hectares, o que representa aumento de 8% na cobertura vegetal.

De acordo com Grossi, os resultados também aparecem na biodiversidade e nos recursos hídricos. “Identificamos 163 espécies arbóreas e 355 espécies de animais — incluindo onça-pintada, anta, lobo-guará e tamanduá-bandeira — considerados indicadores de equilíbrio ambiental”, relatou.

Na área hídrica, sete nascentes degradadas tiveram a vazão recuperada após ações de revitalização. O Índice de Qualidade da Água (IQA) permanece classificado como “bom”, segundo monitoramento técnico.

Integração entre produção e sustentabilidade

As ações ambientais estão integradas ao modelo produtivo da biorrefinaria, baseado em economia circular. A produção utiliza integralmente a cana-de-açúcar e reaproveita subprodutos como vinhaça e resíduos orgânicos na fertirrigação e na melhoria do solo.

O uso eficiente da água é um dos pilares operacionais.  “Em nosso processo industrial, a água é reutilizada em circuito fechado, sem descarte em corpos hídricos”, disse Grossi. Segundo ele, a adoção de tecnologias de recirculação contribuiu para a redução do consumo de água, tanto na indústria quanto nas operações agrícolas.

A unidade também gera energia elétrica a partir da biomassa, garantindo autossuficiência energética e fornecimento de excedente ao Sistema Interligado Nacional.

Ações regionais e engajamento comunitário

Além das áreas próprias, a empresa mantém iniciativas voltadas à comunidade, com destaque para a doação de mudas e ações de educação ambiental, por meio do projeto Pensamos Verde, que já destinou mais de 570 mil mudas a produtores rurais, instituições e comunidades em 16 municípios de Mato Grosso.

As atividades incluem orientação técnica, campanhas educativas e programas voltados a estudantes.

“Mantemos o foco na preservação ambiental, no uso consciente da água e na recuperação de áreas degradadas”, afirmou Grossi. “A ampliação das ações ocorre principalmente por meio da distribuição de mudas e do fortalecimento de projetos comunitários.”

O modelo adotado já recebeu premiações e certificações ambientais e é apontado como referência no setor sucroenergético, com reconhecimento por iniciativas voltadas à preservação do bioma pantaneiro.

Segurança hídrica como eixo estratégico

A segurança hídrica é fundamental para garantir a regularidade dos fluxos de água que sustentam rios, biodiversidade e atividades econômicas. A preservação dessas áreas mantém o equilíbrio dos ecossistemas, reduz riscos de escassez e assegura o abastecimento humano e produtivo, além de contribuir para a estabilidade climática.

Segundo Grossi, na Uisa, a preservação das nascentes é tratada como elemento central para a continuidade das atividades produtivas e para a manutenção dos ecossistemas regionais.

“Nossa estratégia busca alinhar produção agrícola, conservação ambiental e disponibilidade de água em uma região sensível do ponto de vista hídrico”, concluiu.

(*) Na sequência, link com matérias sobre registro da presença de onças na área da Uisa e sobre ação educativa com foco ambiental da biorrefinaria.

Imagens registram três onças-pintadas em área da biorrefinaria uisa em Mato Grosso

Uisa promove ação educativa entre produtores para prevenção da mosca-dos-estábulos

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