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Economia & Mercado

Tensão global pode levar ao 4º Choque do Petróleo; PROCON segue contexto nacional

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Embora ainda não haja ruptura consolidada na oferta, a conjuntura internacional levanta a hipótese de um novo choque do petróleo. A instabilidade envolve áreas estratégicas como o Estreito de Ormuz, rota por onde escoa cerca de um quinto da produção mundial (imagem abaixo). Dali os petroleiros chegam ao Ocidente via Canal de Zuez,

Relatos de interrupções logísticas e elevação no custo do transporte marítimo já pressionam as cotações internacionais, em um movimento típico de incorporação de risco pelo mercado.

Demonstrativo do fluxo no Estreito de Ormuz.

Crises geopolíticas anteriores no Oriente Médio tiveram efeitos diretos sobre os preços. O primeiro choque (1973-1974) ocorreu após embargo da OPEP durante a guerra do Yom Kippur. O segundo (1979-1980) foi impulsionado pela Revolução Iraniana e pela guerra Irã-Iraque. O terceiro (1990-1991) decorreu da invasão do Kuwait pelo Iraque.

A instabilidade envolve áreas estratégicas como o Estreito de Ormuz, rota por onde escoa cerca de um quinto da produção mundial.

Fiscalização e alcance nacional

A atuação do PROCON local ocorre em paralelo a uma mobilização nacional. A Agência Nacional do Petróleo (ANP), a Secretaria Nacional do Consumidor e os Procons estaduais iniciaram operação conjunta de fiscalização em diversos estados.

As ações abrangem Mato Grosso, Distrito Federal, Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. O objetivo é coibir aumentos injustificados diante da alta internacional.

Segundo a ANP, irregularidades podem resultar em sanções administrativas e responsabilização dos agentes.

Sanções e denúncia

O descumprimento de notificações pode configurar crime de desobediência, conforme o Código Penal, além de infrações ao Código de Defesa do Consumidor, com previsão de multas.

Consumidores podem registrar denúncias pelo telefone 0800 970 0267 ou pelo portal falabr.cgu.gov.br. Em Tangará da Serra, o atendimento do PROCON também ocorre pelo e-mail [email protected] e pelo telefone (65) 98402-8663.

(Fotos: Arquivo EB e Web)

Matéria relacionada:

PROCON de Tangará notifica posto por alta nos preços; majorações vêm das distribuidoras

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Suspensão imposta pela UE expõe combinação de falhas regulatórias do governo brasileiro

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A suspensão das importações de carne brasileira pela União Europeia expõe uma série de fragilidades na gestão regulatória do país. A análise dos fatos indica uma combinação de burocracia defasada, baixa integração de dados e lentidão na implementação de medidas corretivas, fatores que contribuíram para o desgaste da credibilidade sanitária brasileira perante o mercado europeu.

Segundo apurado pelo Enfoque Business, especialistas apontam que o problema não decorre apenas de exigências mais rígidas da União Europeia, mas também de limitações estruturais do sistema brasileiro de controle e rastreabilidade animal.

Enquanto concorrentes diretos avançaram na modernização de seus mecanismos de monitoramento, o Brasil demorou a consolidar sistemas capazes de comprovar, de forma rápida e transparente, o controle sobre o uso de antibióticos, antimicrobianos e outros insumos submetidos à fiscalização sanitária internacional. O resultado foi o aumento das restrições por parte das auditorias conduzidas pela DG SANTE, órgão responsável pela saúde e segurança alimentar da União Europeia.

Os três pilares da fragilidade regulatória

A situação atual pode ser compreendida a partir de três gargalos principais:

  • Rastreabilidade fragmentada – Diferentemente de países como Uruguai e Argentina, que avançaram em sistemas centralizados e digitalizados de identificação individual do rebanho, o Brasil ainda apresenta significativa dependência de registros descentralizados e processos documentais heterogêneos entre os estados. Essa realidade dificulta auditorias rápidas e a comprovação imediata da conformidade sanitária exigida pelos importadores.
  • Morosidade na modernização – Alertas relacionados ao controle de antimicrobianos e resíduos químicos já haviam sido apontados em missões veterinárias anteriores da União Europeia. A ausência de ações preventivas mais abrangentes e de um cronograma robusto de adequação contribuiu para o agravamento das divergências técnicas entre as partes.
  • Déficit de fiscalização e estrutura operacional – Restrições orçamentárias, limitações de pessoal e desafios estruturais enfrentados por órgãos de fiscalização e laboratórios oficiais reduziram a capacidade de resposta do sistema público. Em um ambiente de crescente exigência internacional, a geração de laudos e evidências técnicas precisa atender padrões cada vez mais elevados de confiabilidade e rastreabilidade.

Geopolítica, comércio e credibilidade

Sob a perspectiva dos negócios internacionais, a tese de que a União Europeia estaria utilizando exclusivamente argumentos sanitários como instrumento protecionista encontra obstáculos na própria dinâmica do mercado regional. Caso a motivação fosse estritamente comercial, outros fornecedores sul-americanos estariam sujeitos às mesmas restrições.

A manutenção de concorrentes da região no mercado europeu sugere que o foco das autoridades do bloco recai, sobretudo, sobre aspectos relacionados à consistência documental, à rastreabilidade e à capacidade institucional de comprovação sanitária.

Mais do que uma disputa comercial, o episódio representa um alerta para a necessidade de modernização dos sistemas de controle agropecuário brasileiros. Em mercados cada vez mais exigentes, competitividade não depende apenas de produtividade e escala, mas também da capacidade de demonstrar conformidade, transparência e confiança regulatória.

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