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Via de mão dupla: infraestrutura e mercado imobiliário redesenham Tangará da Serra

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Obras de mobilidade urbana e novos empreendimentos privados impulsionam um ciclo de desenvolvimento que amplia a cidade, fortalece a economia e cria novos vetores de expansão.

Tangará da Serra vive uma nova fase de expansão urbana. Novas avenidas, duplicações viárias, ligações entre bairros e investimentos em mobilidade vêm sendo acompanhados por uma expansão consistente do mercado imobiliário, formando um ciclo em que investimentos públicos e privados se retroalimentam e impulsionam o desenvolvimento da cidade.

De um lado, a infraestrutura amplia o potencial de novas áreas urbanas. De outro, os empreendimentos privados geram demanda por mobilidade, saneamento, energia, iluminação, telecomunicações e demais serviços públicos. É uma relação de mão dupla que vem redesenhando os vetores de crescimento do município.

Intervenções viárias executadas e projetadas pelo município vêm consolidando novos eixos de desenvolvimento urbano.

Para investidores, o momento reúne perspectivas favoráveis de valorização no curto, médio e longo prazo.

“É um ciclo virtuoso, em que obras estruturantes e investimentos privados passam a se retroalimentar, contribuindo para o crescimento ordenado da cidade e gerando boas expectativas”, afirma o empresário Jakson Lorenzetti, da Empreendimentos Tarumã.

Segundo ele, a atualização do Plano Diretor Participativo (Lei Complementar nº 317/2024), que ampliou a Zona de Expansão Urbana (ZEU), consolidou esse novo cenário ao incorporar áreas destinadas ao crescimento planejado da cidade e abrir espaço para futuros investimentos imobiliários, comerciais e de serviços.

Novos vetores de crescimento

As intervenções viárias executadas e projetadas pelo município vêm consolidando novos eixos de desenvolvimento urbano. O prolongamento da Avenida Lourdes Lorenzetti, a duplicação da Avenida Nilo Torres, as obras na Avenida Zelino Lorenzetti e a futura ligação da Avenida Tancredo de Almeida Neves aos bairros Buritis e Morada do Sol são exemplos de investimentos que ampliam a integração urbana, reduzem o tempo de deslocamento e valorizam novas áreas para ocupação.

Implantação de empreendimentos imobiliários amplia a demanda por infraestrutura pública.

Ao mesmo tempo, a implantação de empreendimentos imobiliários amplia a demanda por infraestrutura pública. Forma-se, assim, um ciclo em que planejamento urbano e iniciativa privada caminham lado a lado.

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Para o engenheiro civil, economista e especialista em logística Silvio Tupinambá, esse processo é característico de cidades que atravessam um ciclo consistente de expansão.

“A relação de mão dupla entre infraestrutura e mercado imobiliário em Tangará da Serra requer respostas políticas e logísticas que alinhem timing, financiamento e regulação urbana. E é justamente isso que estamos vendo acontecer na cidade.”

Segundo Tupinambá, quando planejamento urbano e investimentos privados caminham de forma coordenada, ampliam a malha urbana, fortalecem a economia local e consolidam novos vetores de desenvolvimento.

Mobilidade urbana também reorganiza o crescimento da cidade e cria novas oportunidades para o mercado imobiliário.

Na visão do arquiteto e urbanista Ariston Junior, a mobilidade urbana também reorganiza o crescimento da cidade e cria novas oportunidades para o mercado imobiliário.

“Na prática, isso significa que os bairros passam a ganhar comércio, serviços e vida própria, tornando-se menos dependentes da região central. É um urbanismo percebido no dia a dia, e não apenas no papel”, afirma.

Ariston ressalta, porém, que a expansão precisa ser acompanhada por saneamento, drenagem, iluminação, áreas verdes e equipamentos públicos, garantindo um crescimento urbano equilibrado.

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Economia regional amplia perspectivas

O novo momento de Tangará da Serra também é impulsionado por projetos estratégicos para a logística regional, como a implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, a perspectiva de liberação do tramo norte da Hidrovia do Rio Paraguai e a instalação de um Porto Seco no município.

Esses investimentos deverão ampliar a competitividade da região oeste-sudoeste de Mato Grosso, fortalecer a economia, estimular novos negócios, gerar empregos e ampliar a demanda por moradias e empreendimentos imobiliários.

Mercado acompanha a transformação

Inserida nesse cenário, a Empreendimentos Tarumã mantém há duas décadas investimentos no mercado imobiliário de Tangará da Serra.

Ao longo desse período, participou da expansão urbana por meio de empreendimentos como Novo Tarumã, Altos do Tarumã, Tarumã II, Parque Tarumã, Buritis I e II e o Condomínio Manacá, projetos que contribuíram para a ocupação de novas áreas da cidade e acompanharam importantes investimentos públicos em infraestrutura.

Condomínio Manacá: Empreendimento de alto padrão valoriza área urbana.

A nova etapa de expansão inclui o Boulevard Tancredo, concebido como bairro planejado voltado à integração entre infraestrutura moderna, mobilidade e qualidade de vida. A empresa também prepara o lançamento de mais de 1.500 lotes, distribuídos em três regiões do município, além de novos loteamentos e um condomínio fechado de padrão diferenciado.

Mais do que acompanhar o aquecimento do mercado imobiliário, esses investimentos refletem um momento de transformação urbana em Tangará da Serra, marcado pela convergência entre planejamento público e iniciativa privada. Uma relação de mão dupla que amplia a cidade, fortalece a economia e consolida novos vetores de desenvolvimento.

Região do Buritis e vista aérea de Tangará da Serra. Mobilidade conecta regiões urbanas e atrai investimentos.

(Assessoria Especial)

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Feira do Centro oferece o sabor e a tradição do leite natural e seus derivados

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O leite é um dos alimentos mais antigos incorporados à alimentação humana e acompanha a própria evolução das sociedades. Seu consumo começou há milhares de anos, ainda no período Neolítico, quando os seres humanos passaram a domesticar animais e a desenvolver formas mais permanentes de produção de alimentos.

Vestígios arqueológicos encontrados em antigas cerâmicas indicam que o consumo de leite e de seus derivados já fazia parte da vida de comunidades do Oriente Médio e de outras regiões do Crescente Fértil há pelo menos 10 mil anos. A criação de ovelhas, cabras e bovinos ampliou as possibilidades de aproveitamento dos animais, incorporando o leite à alimentação cotidiana.

Em Tangará da Serra, o leite também representa uma importante atividade da agricultura familiar. Além do produto in natura, a produção leiteira dá origem a uma variedade de alimentos de grande aceitação no mercado, como queijos, requeijões, doces, nata e outros derivados.

Na Feira do Produtor do Centro, o leite está entre os produtos procurados pelos consumidores. Vendido in natura, chega à feira em quantidade considerável e, segundo os próprios feirantes, costuma ter boa procura. Os derivados também conquistam espaço entre os consumidores.

Um dos feirantes que comercializa leite e derivados é Valdeci Ferraz Aquino (na foto abaixo, em seu box), presidente da Associação dos Feirantes de Tangará da Serra (Asfet). Ele confirma a procura pelo produto.

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“Se o consumidor não chegar cedo, pode ficar sem o leite, porque vende muito bem”, revela.

Entre as principais regiões produtoras de leite do município estão a Linha 12, Córrego das Pedras, Acampamento e Gleba Bandeirantes. O rebanho leiteiro é formado principalmente por animais da raça Girolando, conhecida pela aptidão para a produção de leite e pela adaptação às condições climáticas brasileiras.

Benefícios

O leite e seus derivados integram um grupo de alimentos de importante valor nutricional. São fontes de proteínas e cálcio e também fornecem minerais como fósforo e potássio, além de vitaminas.

O cálcio presente nos alimentos lácteos apresenta elevada biodisponibilidade, o que significa que pode ser bem aproveitado pelo organismo. Por isso, o leite e seus derivados fazem parte de uma alimentação associada à manutenção da saúde óssea e ao fornecimento de proteínas importantes para a formação e manutenção da massa muscular.

A quantidade e a frequência adequadas de consumo, entretanto, variam conforme a idade, as necessidades nutricionais e as condições individuais de cada pessoa.

A “cachorrada”

O leite faz parte da alimentação de muitas pessoas desde a infância. Por isso, também está presente em lembranças, histórias e tradições familiares. É o caso de Valdeci Ferraz Aquino, que transformou uma lembrança da infância em um dos produtos que hoje comercializa na feira.

Era 1969. Valdeci ainda era criança e acompanhava os pais, Dona Noemi e ‘Seo’ Juanir, na rotina da propriedade rural da família, no município de Iguatemi, no Mato Grosso do Sul.

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Numa manhã, Dona Noemi colocou para ferver uma grande panela de leite recém-ordenhado das vacas da propriedade. Naquele dia, porém, algo saiu diferente do esperado: o leite coalhou.

Para não desperdiçar o produto, Dona Noemi acrescentou açúcar à coalhada e improvisou um doce. O que poderia ter sido apenas uma solução para aproveitar o leite acabou se transformando em uma tradição culinária da família.

Quando voltou da lida, Juanir entrou na cozinha e pediu leite para beber. A resposta da esposa foi direta: “Coalhou!”

Frustrado, Juanir reagiu: “Que cachorrada!”

E o nome ficou.

Décadas depois, a “cachorrada” é um dos produtos comercializados por Valdeci e sua esposa, Dª Cleide, no Box 81 da Feira do Produtor do Centro. Semelhante à ambrosia, mas preparada sem a adição de ovos, o doce mantém a receita que nasceu de uma situação corriqueira na propriedade da família e hoje desperta a curiosidade e o paladar dos frequentadores da feira.

Morador da localidade do Acampamento, Valdeci também oferece leite de vaca, queijo, doce pastoso, doce em cubos e nata.

Assim, entre o leite que chega fresco à banca e os produtos que carregam receitas transmitidas ao longo do tempo, a feira preserva não apenas uma tradição alimentar, mas também um pouco da memória de quem vive da produção rural.

(*) Assista ao vídeo:

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