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Agosto em Mato Grosso deverá ter calor intenso e umidade do ar abaixo de 30%

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Calor de até 37°C, umidade relativa do ar abaixo de 20% e elevado risco de queimadas. Esse deverá ser o cenário climático em Mato Grosso entre o fim de julho e o primeiro decêndio de agosto.

Em Tangará da Serra, as temperaturas máximas devem variar entre 33°C e 37°C, enquanto as mínimas não deverão ficar abaixo dos 21°C. A amplitude térmica — diferença entre as temperaturas máxima e mínima — será moderada, oscilando em torno de 16°C. As projeções são dos principais institutos de meteorologia consultados para a região Centro-Oeste: Climatempo, CPTEC/INPE e INMET.

O predomínio do calor e da baixa umidade é consequência da atuação de uma massa de ar seco e quente, característica da estação seca no Centro-Oeste. Esse sistema atmosférico inibe a formação de nuvens, mantém o céu com pouca nebulosidade e favorece dias ensolarados e temperaturas elevadas.

Baixa umidade do ar e altas temperaturas são características desta época do ano .

O bimestre julho/agosto corresponde à fase intermediária do inverno no Hemisfério Sul, período em que as chuvas em Mato Grosso são raras. Com isso, a umidade relativa do ar cai para níveis críticos, inferiores a 30%, podendo ficar abaixo de 20% em alguns dias de agosto.

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Riscos

A combinação de calor intenso e ar seco aumenta a incidência de problemas respiratórios, como tosse, irritação nos olhos e dificuldade para respirar. No meio ambiente, cresce significativamente o risco de incêndios florestais. Já para o consumidor, o período costuma coincidir com maior consumo de energia elétrica, impulsionado pelo uso de aparelhos de climatização.

Chuvas? Só em setembro

De acordo com as projeções dos principais serviços de meteorologia, as chuvas deverão retornar a Mato Grosso apenas em setembro, inicialmente de forma isolada e irregular, sobretudo na segunda quinzena do mês, quando também poderão ocorrer temporais localizados. Em outubro, a tendência é de aumento gradual da frequência e da regularidade das precipitações, marcando a transição para o período chuvoso.

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Feira do Centro oferece o sabor e a tradição do leite natural e seus derivados

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O leite é um dos alimentos mais antigos incorporados à alimentação humana e acompanha a própria evolução das sociedades. Seu consumo começou há milhares de anos, ainda no período Neolítico, quando os seres humanos passaram a domesticar animais e a desenvolver formas mais permanentes de produção de alimentos.

Vestígios arqueológicos encontrados em antigas cerâmicas indicam que o consumo de leite e de seus derivados já fazia parte da vida de comunidades do Oriente Médio e de outras regiões do Crescente Fértil há pelo menos 10 mil anos. A criação de ovelhas, cabras e bovinos ampliou as possibilidades de aproveitamento dos animais, incorporando o leite à alimentação cotidiana.

Em Tangará da Serra, o leite também representa uma importante atividade da agricultura familiar. Além do produto in natura, a produção leiteira dá origem a uma variedade de alimentos de grande aceitação no mercado, como queijos, requeijões, doces, nata e outros derivados.

Na Feira do Produtor do Centro, o leite está entre os produtos procurados pelos consumidores. Vendido in natura, chega à feira em quantidade considerável e, segundo os próprios feirantes, costuma ter boa procura. Os derivados também conquistam espaço entre os consumidores.

Um dos feirantes que comercializa leite e derivados é Valdeci Ferraz Aquino (na foto abaixo, em seu box), presidente da Associação dos Feirantes de Tangará da Serra (Asfet). Ele confirma a procura pelo produto.

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“Se o consumidor não chegar cedo, pode ficar sem o leite, porque vende muito bem”, revela.

Entre as principais regiões produtoras de leite do município estão a Linha 12, Córrego das Pedras, Acampamento e Gleba Bandeirantes. O rebanho leiteiro é formado principalmente por animais da raça Girolando, conhecida pela aptidão para a produção de leite e pela adaptação às condições climáticas brasileiras.

Benefícios

O leite e seus derivados integram um grupo de alimentos de importante valor nutricional. São fontes de proteínas e cálcio e também fornecem minerais como fósforo e potássio, além de vitaminas.

O cálcio presente nos alimentos lácteos apresenta elevada biodisponibilidade, o que significa que pode ser bem aproveitado pelo organismo. Por isso, o leite e seus derivados fazem parte de uma alimentação associada à manutenção da saúde óssea e ao fornecimento de proteínas importantes para a formação e manutenção da massa muscular.

A quantidade e a frequência adequadas de consumo, entretanto, variam conforme a idade, as necessidades nutricionais e as condições individuais de cada pessoa.

A “cachorrada”

O leite faz parte da alimentação de muitas pessoas desde a infância. Por isso, também está presente em lembranças, histórias e tradições familiares. É o caso de Valdeci Ferraz Aquino, que transformou uma lembrança da infância em um dos produtos que hoje comercializa na feira.

Era 1969. Valdeci ainda era criança e acompanhava os pais, Dona Noemi e ‘Seo’ Juanir, na rotina da propriedade rural da família, no município de Iguatemi, no Mato Grosso do Sul.

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Numa manhã, Dona Noemi colocou para ferver uma grande panela de leite recém-ordenhado das vacas da propriedade. Naquele dia, porém, algo saiu diferente do esperado: o leite coalhou.

Para não desperdiçar o produto, Dona Noemi acrescentou açúcar à coalhada e improvisou um doce. O que poderia ter sido apenas uma solução para aproveitar o leite acabou se transformando em uma tradição culinária da família.

Quando voltou da lida, Juanir entrou na cozinha e pediu leite para beber. A resposta da esposa foi direta: “Coalhou!”

Frustrado, Juanir reagiu: “Que cachorrada!”

E o nome ficou.

Décadas depois, a “cachorrada” é um dos produtos comercializados por Valdeci e sua esposa, Dª Cleide, no Box 81 da Feira do Produtor do Centro. Semelhante à ambrosia, mas preparada sem a adição de ovos, o doce mantém a receita que nasceu de uma situação corriqueira na propriedade da família e hoje desperta a curiosidade e o paladar dos frequentadores da feira.

Morador da localidade do Acampamento, Valdeci também oferece leite de vaca, queijo, doce pastoso, doce em cubos e nata.

Assim, entre o leite que chega fresco à banca e os produtos que carregam receitas transmitidas ao longo do tempo, a feira preserva não apenas uma tradição alimentar, mas também um pouco da memória de quem vive da produção rural.

(*) Assista ao vídeo:

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