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Soja: Nova doença em lavouras do MT é descartada; Microrganismos encontrados são endêmicos

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As suspeitas de que haveria uma nova doença na soja em Mato Grosso, causando abertura precoce das vagens e apodrecimento dos grãos, foi descartada esta semana pelo Instituto de defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT).

Durante esta safra, produtores rurais da região Médio Norte de Mato Grosso, especialmente dos municípios de Sorriso e Ipiranga do Norte, suspeitaram da ocorrência da doença, causando grande preocupação no setor produtivo do estado.

Fiscais engenheiros agrônomos do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea MT) foram a campo em fevereiro para verificar as informações e fazer análises comprobatórias. Porém, nas amostras analisadas no laboratório de sanidade vegetal do Instituto, não foram encontrados resultados indicando que a anomalia seja ocasionada por fatores bióticos, ou seja, organismos vivos.

Foram detectados os fungos Colletotrichum truncatum, Phomopsis sojae, Fusarium semitectum nas vagens e nos grãos, além destes, o fungo Rhizoctonia solani. Porém, os microrganismos identificados correspondem a patógenos endêmicos, ou seja, doenças comuns no cultivo das lavouras de soja no Estado como causadores das doenças de final de ciclo, não sendo provavelmente a causa principal da anomalia constatada pelos produtores.

O Indea MT continuará o trabalho de acompanhamento das análises realizadas pelas entidades de pesquisa, bem como o monitoramento das áreas de ocorrência.

(Redação EB, com Assessoria Sedec-MT)

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PJC cumpre mandados para apurar esquema de corrupção em hospital de Campo Novo

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Investigações iniciaram após denúncia de oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI ligada ao atendimento prestado pela unidade hospitalar

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Silêncio Comprado para cumprir 20 ordens judiciais relacionadas a um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis.

As medidas, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo de Tangará da Serra, incluem mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores, medidas cautelares diversas da prisão e quebras de sigilo telefônico e telemático.

Os mandados são cumpridos em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e nas cidades paulistas de Barueri e Cotia. O objetivo é reunir provas, dimensionar a extensão dos fatos investigados e preservar recursos públicos.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram suposta tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nº 01/2025, instaurada para investigar possíveis irregularidades na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncia encaminhada pelo Ministério Público sobre suposta oferta de vantagem indevida para influenciar integrantes da CPI, além de indícios de irregularidades na execução de contratos de gestão da unidade hospitalar.

Entre os fatos apurados estão suspeitas de pagamentos por serviços não prestados, emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas, movimentação irregular de recursos públicos e possível desvio de valores ligados à administração do hospital.

De acordo com a Deccor, os elementos reunidos até o momento apontam, em tese, para a prática de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, sem prejuízo da apuração de outros delitos no decorrer das investigações.

A operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), das delegacias de Arenápolis e Campo Novo do Parecis, além da Polícia Civil de São Paulo.

O nome da operação, Silêncio Comprado, faz referência à denúncia de suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, fato que originou a investigação.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, por meio da Operação Pharus, voltada ao combate de grupos criminosos no estado.

(Assessoria PJC-MT)

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