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Infraestrutura & Logística

Relatório da Ferrogrão foi aprovado pela Câmara Setorial Temática da ALMT

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A Câmara Setorial Temática (CST) da Ferrogrão, presidida pelo deputado estadual Reck Junior (PSD), apresentou o relatório final construído durante suas reuniões, que analisou a questão da judicialização da ferrovia EF-170. O projeto da Ferrogrão visa a construção de 933 km de trilhos a partir da cidade de Sinop, em Mato Grosso, ao Porto de Miritituba, no Pará. O objetivo da CST é destravar o projeto e acelerar os debates relacionados a ele.

A comissão foi criada em resposta à suspensão do projeto da Ferrogrão devido a uma decisão judicial proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A suspensão ocorreu em decorrência da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), questionando a validade da Lei 13.452/2017, que desafeta uma pequena porção de 0,054% da área original da unidade de conservação do Parque Nacional do Jamanxim para a construção da ferrovia.

A ADI alega violação dos princípios constitucionais da reserva legal, da proibição do retrocesso socioambiental, do patrimônio cultural imaterial e dos direitos dos povos indígenas. Após a manifestação de diversos órgãos e entidades pela improcedência da ação, o juízo Constitucional deferiu uma medida cautelar suspendendo a eficácia da Lei 13.452/2017 e os processos relacionados à Ferrogrão.

Reck Junior integra CST, que tem por objetivo destravar o projeto e acelerar os debates relacionados a ele.

“Diante da proximidade do julgamento da ADI 6553, marcado para 31 de maio, a CST elaborou um parecer com dados robustos, fornecidos por entidades representativas de Mato Grosso, a fim de subsidiar a Suprema Corte com elementos que demonstram a improcedência da ação”, informa Reck Junior.

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O deputado diz que relatório da CST também apresenta uma análise do impacto da Ferrovia EF-170 para o Estado de Mato Grosso, com base em dados obtidos durante suas atividades. “O Brasil é um dos maiores produtores de soja, milho, algodão e pecuária bovina de corte do mundo, mas enfrenta deficiências na infraestrutura logística que comprometem sua competitividade. Mato Grosso, em particular, é responsável por uma grande parcela dessa produção agrícola”, pondera o parlamentar.

Aumento da produção

Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Estado possui uma área de cultivo de 10,8 milhões de hectares de soja e 5,2 milhões de hectares de milho. Além disso, Mato Grosso possui mais de 13 milhões de hectares de pastagens aptas para a agricultura. Com um potencial para produzir mais de 170 milhões de toneladas de grãos e fibras em curto prazo, é essencial contar com meios de transporte eficientes para acompanhar esse crescimento.

Reck Junior ressalta que a Ferrogrão surge como uma alternativa necessária e urgente para atender a demanda logística do estado e do país. “A ferrovia, com seus 933 quilômetros de extensão, tem o objetivo de ligar a cidade de Sinop, em Mato Grosso, ao Porto de Miritituba, no Pará, proporcionando um transporte eficiente e de baixo custo para o escoamento da produção agrícola e agroindustrial da região”, justifica.

O deputado pontua ainda que a Ferrogrão trará diversos benefícios econômicos, sociais e ambientais para a região. “Como destaca o nosso relatório final, além de impulsionar o desenvolvimento da agroindústria e gerar empregos, a ferrovia reduzirá os custos logísticos, aumentando a competitividade dos produtos agrícolas brasileiros no mercado internacional. A estimativa é que a redução de custos com transporte alcance cerca de 30%”, comenta.

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Benefícios ambientais

Em termos ambientais, o relatório da CST avalia que a Ferrogrão contribuirá para a redução da emissão de gases de efeito estufa e dos impactos ambientais associados. Além disso, a ferrovia terá medidas mitigatórias e compensatórias para preservar áreas de importância ecológica, como o Parque Nacional do Jamanxim.

No entanto, a judicialização do projeto tem gerado incertezas e atrasos significativos. O relatório da CST destaca a importância de uma análise aprofundada das questões levantadas na ADI 6553, mas também enfatiza a necessidade de considerar o contexto econômico e social do país e buscar soluções que conciliem o desenvolvimento sustentável com a proteção do meio ambiente.

Retomada imediata

A CST propõe a retomada imediata do projeto da Ferrogrão, com a realização de estudos técnicos e ambientais aprofundados, de forma a dirimir quaisquer dúvidas e garantir que a ferrovia seja implementada de maneira responsável e segura. Além disso, o relatório final da comissão sugere a continuidade do diálogo com as comunidades indígenas e demais partes interessadas, visando a construção de um consenso e o respeito aos direitos e interesses de todos os envolvidos.

A expectativa de Reck Junior é que o relatório da CST da Ferrogrão seja capaz de subsidiar as deliberações dos ministros do STF e contribuir para uma análise abrangente e embasada. “A retomada da construção dessa ferrovia é aguardada com grande expectativa pelos setores produtivos e pela população em geral, que almejam uma infraestrutura logística eficiente e sustentável para impulsionar o desenvolvimento econômico do país”, complementa o deputado.

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Primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual será inaugurado neste sábado

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Neste sábado, 20 de junho, será inaugurado em Dom Aquino o primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, considerada a primeira ferrovia construída a partir de autorização de um governo estadual no Brasil. O empreendimento representa um marco para a infraestrutura logística do Estado e promete fortalecer a competitividade do agronegócio mato-grossense nos mercados nacional e internacional.

A cerimônia ocorrerá às margens da BR-070, onde foi implantado o terminal multimodal que passa a desempenhar papel estratégico no novo corredor logístico estadual. O local funcionará como ponto de integração entre os modais rodoviário e ferroviário, recebendo cargas transportadas por caminhões para posterior embarque nos trens.

Com a entrada em operação do terminal, Dom Aquino assume posição de destaque na logística de Mato Grosso. A cidade sediará uma das principais estruturas da nova malha ferroviária, transformando uma região tradicionalmente agrícola em importante centro de distribuição e escoamento da produção.

Novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano.

O trecho inaugural possui aproximadamente 162 quilômetros de extensão e liga Rondonópolis ao terminal instalado em Dom Aquino. A obra integra a primeira fase da Ferrovia Estadual, que demandou investimentos da ordem de R$ 5 bilhões e é considerada atualmente um dos maiores projetos privados de infraestrutura logística em execução no país.

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Quando totalmente concluída, a ferrovia terá cerca de 743 quilômetros de extensão, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e contando ainda com um ramal estratégico para Cuiabá.

O novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. A estrutura definitiva deverá ser concluída no segundo semestre de 2026, ampliando significativamente a capacidade de escoamento da produção agrícola estadual.

A chegada dos trilhos a regiões mais próximas das áreas produtoras é uma reivindicação histórica do setor produtivo. Desde a implantação da Ferronorte em Rondonópolis, em 2013, produtores rurais, empresários e lideranças políticas defendiam a expansão da malha ferroviária para o médio-norte do Estado, reduzindo custos logísticos e aumentando a eficiência no transporte de cargas.

Além dos benefícios econômicos, o projeto também é apontado como importante aliado da sustentabilidade ambiental. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o transporte ferroviário apresenta menores índices de emissão de carbono quando comparado ao modal rodoviário, contribuindo para uma logística mais limpa e eficiente.

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Na mesma linha, a vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, destaca que a expansão ferroviária fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro e amplia a capacidade de conexão das cadeias produtivas aos mercados internacionais. Para ela, os trilhos representam uma solução de longo prazo que alia eficiência, segurança e redução das emissões de carbono.

A inauguração deste primeiro trecho simboliza o início de uma nova etapa para a infraestrutura de transportes de Mato Grosso, consolidando o Estado como um dos principais corredores logísticos do agronegócio nacional.

(Fotos Rumo Logística e reprodução Web)

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