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Infraestrutura & Logística

Receita Federal formalizará alfandegamento da ZPE de Cáceres no Paiaguás, nesta quinta (21)

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A Receita Federal assinará no próximo dia 21/03 (quinta-feira) o documento correspondente ao Ato Declaratório Executivo (ADE) que formaliza a estrutura alfandegária na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, em Mato Grosso. O ato formal acontecerá pela manhã, no Palácio Paiaguás.

Além do governador Mauro Mendes e equipe de governo, de representantes da Receita Federal e da Administradora da ZPE (AZPEC), estarão presentes no evento uma comitiva de empresários e investidores chineses que já manifestaram interesse em investir na estrutura do complexo.

Adílson Reis, administrador da AZPEC: “Para nós, mato-grossenses, é um grande avanço”.

Para o presidente da Administradora da ZPE, Adílson Domingos dos Reis, a assinatura do ADE será o desfecho de um longo processo. “O alfandegamento compreende a última etapa técnica para a implantação da Zona de Processamento de Exportação de Mato Grosso, em Cáceres, e para nós, mato-grossenses, é um grande avanço”, esclarece Adílson.

O processo de alfandegamento da ZPE de Cáceres começou a ser finalizado com a vistoria realizada pela Receita Federal no dia 16 de fevereiro. A vistoria contou com o acompanhamento da prefeita de Cáceres, Eliene Liberato, dos senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes, e do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.

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A partir de agora, caberá ao Conselho Nacional das ZPEs, em Brasília, liberar os processos da empresas que se instalarão no local. Até o momento, são quatro empresas com processos em análise pelo Conselho, com a liberação para instalação devendo ocorrer nos próximos dias. “Com o certificado de alfandegamento em mãos, vamos solicitar junto ao Conselho a liberação destas empresas para que se instalem na ZPE”, declarou Adílson Reis. (ouça áudio com Adílson Reis, na sequência)

Impulso econômico

Localizada em Cáceres, a ZPE é uma área territorial beneficiada (free zone) que habilita as empresas ali instaladas a gozarem de uma série de benefícios tributários, aduaneiros e administrativos próprios de uma Zona de Processamento de Exportação.

Uma vez em operação, o complexo representará um impulso inédito ao setor industrial de Mato Grosso, criando condições adequadas para o processamento de matérias-primas produzidas nas várias regiões do estado e, assim, agregando valor à produção.

Em conexão com a Hidrovia do rio Paraguai, o complexo industrial deverá representar uma nova etapa da economia do estado, na medida em que a ZPE, além do seu valor econômico e atração de novos investimentos privados em segmentos correlatos, terá evidentes efeitos positivos sobre a infraestrutura de logística mato-grossense.

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Infraestrutura & Logística

Primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual será inaugurado neste sábado

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Neste sábado, 20 de junho, será inaugurado em Dom Aquino o primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, considerada a primeira ferrovia construída a partir de autorização de um governo estadual no Brasil. O empreendimento representa um marco para a infraestrutura logística do Estado e promete fortalecer a competitividade do agronegócio mato-grossense nos mercados nacional e internacional.

A cerimônia ocorrerá às margens da BR-070, onde foi implantado o terminal multimodal que passa a desempenhar papel estratégico no novo corredor logístico estadual. O local funcionará como ponto de integração entre os modais rodoviário e ferroviário, recebendo cargas transportadas por caminhões para posterior embarque nos trens.

Com a entrada em operação do terminal, Dom Aquino assume posição de destaque na logística de Mato Grosso. A cidade sediará uma das principais estruturas da nova malha ferroviária, transformando uma região tradicionalmente agrícola em importante centro de distribuição e escoamento da produção.

Novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano.

O trecho inaugural possui aproximadamente 162 quilômetros de extensão e liga Rondonópolis ao terminal instalado em Dom Aquino. A obra integra a primeira fase da Ferrovia Estadual, que demandou investimentos da ordem de R$ 5 bilhões e é considerada atualmente um dos maiores projetos privados de infraestrutura logística em execução no país.

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Quando totalmente concluída, a ferrovia terá cerca de 743 quilômetros de extensão, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e contando ainda com um ramal estratégico para Cuiabá.

O novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. A estrutura definitiva deverá ser concluída no segundo semestre de 2026, ampliando significativamente a capacidade de escoamento da produção agrícola estadual.

A chegada dos trilhos a regiões mais próximas das áreas produtoras é uma reivindicação histórica do setor produtivo. Desde a implantação da Ferronorte em Rondonópolis, em 2013, produtores rurais, empresários e lideranças políticas defendiam a expansão da malha ferroviária para o médio-norte do Estado, reduzindo custos logísticos e aumentando a eficiência no transporte de cargas.

Além dos benefícios econômicos, o projeto também é apontado como importante aliado da sustentabilidade ambiental. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o transporte ferroviário apresenta menores índices de emissão de carbono quando comparado ao modal rodoviário, contribuindo para uma logística mais limpa e eficiente.

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Na mesma linha, a vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, destaca que a expansão ferroviária fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro e amplia a capacidade de conexão das cadeias produtivas aos mercados internacionais. Para ela, os trilhos representam uma solução de longo prazo que alia eficiência, segurança e redução das emissões de carbono.

A inauguração deste primeiro trecho simboliza o início de uma nova etapa para a infraestrutura de transportes de Mato Grosso, consolidando o Estado como um dos principais corredores logísticos do agronegócio nacional.

(Fotos Rumo Logística e reprodução Web)

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