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Eleições 2026

Tangará da Serra terá seis candidaturas proporcionais nas eleições de outubro

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Cinco municípios da região somam 13 candidaturas, sendo nove à Assembleia Legislativa e quatro à Câmara Federal

Tangará da Serra terá seis candidatos na disputa proporcional das eleições de outubro: quatro concorrerão a vagas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e dois buscarão uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília. Encerradas as convenções partidárias na última quarta-feira (5), os partidos têm até 15 de agosto para protocolar os pedidos de registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral.

Entre os nomes de Tangará da Serra está o deputado estadual Dr. João (MDB), que tentará a reeleição para um novo mandato na Assembleia Legislativa. Atual secretário-geral da Mesa Diretora da ALMT, ele é o único parlamentar em exercício do município na disputa.

Outros três candidatos ao Legislativo estadual são oriundos da Câmara Municipal. Os vereadores Horácio Pereira (PSDB) e Maurício Escobar (PL) disputarão vagas na Assembleia, assim como a advogada e empresária Karen Rocha (Podemos), que teve sua candidatura homologada durante a convenção da legenda.

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Na disputa pela Câmara Federal, Tangará da Serra será representada pela vereadora Sarah Botelho (PSD) e pelo vice-prefeito Eduardo Sanches (União Brasil), ambos homologados por seus respectivos partidos para concorrer a uma das oito vagas de Mato Grosso na Câmara dos Deputados.

Região soma 13 candidaturas

Além de Tangará da Serra, outros quatro municípios do polo regional terão representantes nas eleições proporcionais, totalizando 13 candidaturas: nove para a Assembleia Legislativa e quatro para a Câmara Federal.

Em Barra do Bugres, o deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) buscará a reeleição. Guarnieri é um dos dois representantes da região na ALMT. Já o vereador Silvestre Fernandes (Novo) tentará conquistar seu primeiro mandato na ALMT.

No município de Porto Estrela, a vereadora Elaine da Silva Ferreira, conhecida como Sula (União Brasil), também disputará uma vaga no Legislativo estadual.

Diamantino será representado por Carlos Kan (Podemos), candidato à Assembleia Legislativa.

Já Campo Novo do Parecis terá três representantes na disputa proporcional. O ex-prefeito Rafael Machado (Podemos) concorrerá a uma vaga na ALMT, enquanto Ronário Nunes (PRD) e Thiago Boava (PL) buscarão representação de Mato Grosso na Câmara dos Deputados.

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Com a homologação das candidaturas nas convenções, a região de Tangará da Serra chega ao processo eleitoral com um conjunto expressivo de postulantes aos parlamentos estadual e federal, ampliando a representatividade regional na disputa por cadeiras nas duas casas legislativas.

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Eleições 2026

Convenções expõem fissuras na centro-direita e acirram disputa em Mato Grosso

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As convenções partidárias realizadas nos últimos dias não apenas definiram as candidaturas para as eleições de outubro, como também evidenciaram divergências entre importantes lideranças do campo da centro-direita em Mato Grosso. As articulações que consolidaram as chapas majoritárias deixaram antigos aliados em posições distintas e revelaram disputas por espaço político dentro do bloco governista.

Um dos principais movimentos ocorreu no União Brasil. O senador Jayme Campos acabou derrotado nas articulações internas que definiram o apoio da legenda à candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Com isso, ficaram consolidados os nomes do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) para a vice-governadoria e do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) para uma das vagas ao Senado, enquanto a segunda candidatura ao Senado ficou com a senadora Margareth Buzetti (PP).

Jayme Campos: Preterido no grupo governista, senador apoiará Fagundes e Janaína.

A decisão marcou um revés para Jayme Campos, uma das mais tradicionais lideranças políticas de Mato Grosso. Aos 74 anos, o senador acumula passagens pelos extintos PFL e Democratas — partidos que deram origem ao DEM, posteriormente incorporado ao União Brasil — além dos cargos de prefeito de Várzea Grande, governador do Estado e senador da República.

Após ficar fora da composição majoritária, Jayme anunciou apoio à candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado e à deputada estadual Janaina Riva (MDB) para o Senado, movimento que evidenciou o distanciamento em relação ao grupo político liderado por Mauro Mendes.

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Outra frente de tensão envolve o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Podemos). O partido participou das negociações com o grupo de Pivetta e também manteve conversas com o PL, mas permaneceu sem definição ao término da convenção realizada na terça-feira.

Max Russi: “Sou líder do processo, mas não dono da decisão”.

Inicialmente, o Podemos chegou a discutir a possibilidade de lançar candidatura própria ao Governo do Estado. No entanto, a legenda optou por manter abertas as negociações antes de definir eventual aliança.

Ao final da convenção, Russi afirmou que a decisão será construída coletivamente e que o partido pretende concluir as articulações dentro do prazo legal para registro das atas. “Sou líder do processo, mas não dono da decisão”, declarou o parlamentar.

Segundo ele, o partido avalia diferentes cenários, buscando uma composição que preserve sua representatividade política.

Nos bastidores, o União Brasil e o Republicanos ainda admitem a participação do Podemos na coligação, embora os espaços disponíveis tenham se reduzido após a definição das chapas majoritárias. Uma das alternativas discutidas é a indicação de um nome para a suplência de Mauro Mendes ao Senado, além da possibilidade de participação na estrutura administrativa em caso de vitória de Pivetta.

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Paralelamente, Max Russi mantém diálogo com Wellington Fagundes, o que mantém aberta a possibilidade de composição com a chapa liderada pelo Partido Liberal.

Independentemente da decisão final, o Podemos tornou-se uma das peças centrais das articulações desta reta final das convenções. Caso não alcance entendimento com nenhum dos dois blocos, a legenda poderá seguir sem alinhamento na disputa majoritária, concentrando esforços na eleição proporcional. O partido homologou 34 candidaturas para 2026, sendo 25 para a Assembleia Legislativa e nove para a Câmara dos Deputados.

Definições das chapas

Pelo grupo governista, Otaviano Pivetta (Republicanos) disputará a reeleição tendo Fábio Garcia (União Brasil) como candidato a vice-governador. A chapa ao Senado será formada por Mauro Mendes (União Brasil) e Margareth Buzetti (PP).

No campo oposicionista de centro-direita, Wellington Fagundes (PL) terá Marcelo Malouf (Novo) como candidato a vice-governador. Para o Senado, a coligação reunirá José Medeiros (PL) e Janaina Riva (MDB).

MDB oficializa apoio

Também nesta terça-feira, o MDB homologou, em convenção realizada na Musiva, em Cuiabá, a candidatura de Janaina Riva ao Senado e oficializou apoio à candidatura de Wellington Fagundes ao Governo do Estado. O evento contou com a presença de Jayme Campos, que reafirmou apoio tanto à parlamentar quanto ao candidato do PL.

Nas chapas proporcionais, o MDB confirmou nomes como Eduardo Botelho, Jéssica Riva, Léo Bortolin, Dr. João e Thiago Silva para a disputa por vagas na Assembleia Legislativa.

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