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Meio Ambiente & Preservação

Projeto Preserve o Rio Sepotuba, do Rotary Centro, terá recursos de emenda da Câmara

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A 18ª edição do projeto ‘Preserve o Rio Sepotuba’, organizado pelo Rotary Club Tangará da Serra Centro para o dia 26 de maio, contará com apoio da Câmara Municipal de Tangará da Serra através de emenda de bancada.

O aporte financeiro foi aprovado através do projeto de lei 108/2024, de autoria do Executivo Municipal, que abre crédito especial de R$ 60 mil através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que também apoia a iniciativa. A propositura foi apreciada em discussão única e aprovada por unanimidade, seguindo para sanção do Executivo.

O recurso destinado à já tradicional ação rotariana será proveniente de emenda de bancada dos vereadores Eduardo Sanches, Dona Neide, Nivaldo Leiteiro, Horácio Pereira, Elaine Antunes e Sandra Garcia. Cada um desses vereadores participará com R$ 10 mil de suas verbas para emendas.

Ação no Sepotuba contará com plantio de mudas e soltura de balões com sementes, entre outras ações.

Na justificativa do projeto, o Legislativo cita a importância da conservação do rio Sepotuba, que em breve será fornecedor de água bruta para tratamento e abastecimento da cidade.

Além da limpeza das margens do rio, com recolhimento de resíduos (lixo e entulhos em geral), a ação contará com plantio de mudas de espécies nativas, soltura de balões biodegradáveis (plantio eólico) e lançamento de bolotas de argila com sementes.

Projeto rotariano resultou, ano passado, em duas toneladas de lixo e entulhos retiradas das margens do rio.

Ano passado, a edição de número 17 do projeto Preserve o Rio Sepotuba resultou no recolhimento de 2.080 quilos de lixo/entulho das margens do principal tributário da bacia do Pantanal, na região do planalto.

A operação do ano passado envolveu 45 barcos e cerca de 200 pessoas, com apoios das esferas municipal e estadual do poder público, órgãos de segurança pública, empresas, entidades e representes da comunidade em geral.

Para esse ano, a meta é contar com ao menos 50 barcos. O trajeto será de aproximadamente 25 quilômetros, desde o encontro do Sepotuba com o rio Formoso até o Rancho Azul, proximidades da ponte de madeira, na Escola Marechal Rondon, no Assentamento.

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Meio Ambiente & Preservação

Força-tarefa realizará trabalhos de correção de erosão subterrânea na aldeia do Formoso

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O processo erosivo subterrâneo que causou o colapso do solo na área de cabeceira do córrego Bonitinho, na Aldeia Indígena do Formoso, em Tangará da Serra, motivará a mobilização de uma força-tarefa para sua correção, com ações divididas em duas fases.

A estratégia para a correção foi definida na semana passada, após vistoria na área afetada e em acompanhamento com a comunidade indígena local. Os trabalhos, propostos em reunião com os moradores, serão coordenados pelo Instituto Pantanal Amazônia de Conservação (IPAC), com anuência da Associação Haliti/Paresi, entidade representativa do povo indígena da localidade.

Ações para recuperação contam com anuência da comunidade do Formoso, expressa em reunião na última quinta-feira (30).

A reunião, coordenada pelo presidente do IPAC, Décio Eloi Siebert, e pelo representante da Associação Haliti/Paresi, Geovani Kezo, contou com a presença de membros da Brigada de Combate a Incêndios Florestais, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) e do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do rio Sepotuba.

Erosão provocou colapso do solo na Aldeia do Formoso, nas cabeceiras do córrego Bonitinho.

Com base no diagnóstico preliminar realizado, ficaram definidas ações em duas etapas. A primeira (Fase 1) será emergencial, com o objetivo de conter o processo erosivo por meio do plantio de cordões de gramínea “vetiver” e de mudas nativas no entorno da área afetada.

Geovani Kezo, da Associação Halitinã, participa da coordenação dos trabalhos.

Na “Fase 2” será implantado um sistema de drenagem subterrânea (imagem abaixo) para solucionar o problema de “piping”, que causou a erosão e o colapso do solo no local. Esta fase também incluirá a implantação de um sistema de restauração ecológica, com a construção de paliçadas no interior da área erodida para conter as águas pluviais e o plantio de mudas de vetiver, espécies nativas e bambu.

A força-tarefa contará com a equipe do IPAC, membros da comunidade indígena local, SEMA, CBH, além da participação de propriedades rurais vizinhas e apoio de instituições. Os trabalhos serão realizados predominantemente de forma manual, devido à fragilidade do solo na região da Aldeia do Formoso, não contando, portanto, com maquinário pesado.

Para custear as atividades operacionais, insumos, ferramentaria e outros itens necessários, serão captados recursos junto aos setores público e privado. A operação será comunicada ao Ministério Público.

Processo erosivo

O processo erosivo foi identificado após o afundamento (depressão) de uma área na cabeceira do córrego Bonitinho, afluente do rio Formoso, um dos principais da bacia do rio Sepotuba.

A falha no solo foi causada por um fenômeno erosivo conhecido como “piping” (imagem acima), um tipo de erosão interna do solo, causada pelo escoamento subterrâneo concentrado de água, que remove partículas finas do interior do maciço, formando canais tubulares (pipes) sob a superfície. Esse fenômeno ocorre principalmente em solos arenosos (como o da TI Formoso), silto-arenosos ou argilosos estruturados.

O processo erosivo tem causado o carreamento de sedimentos que estão assoreando a gruta que abriga a nascente do córrego Bonitinho (foto abaixo).

Do ponto de vista ambiental, a continuidade desse processo ameaça a estabilidade do solo, acelera a degradação da paisagem e compromete a qualidade da água disponível no entorno. O assoreamento da gruta pode, também, causar alterações irreversíveis no regime hídrico e afetar a biodiversidade associada ao microambiente local.

Sob a perspectiva sociocultural, a gruta possui valor simbólico, histórico e espiritual para o povo indígena, abrigando inscrições rupestres que podem datar de 8.000 anos (foto abaixo), o que a torna um local de importância arqueológica, histórica e científica única na região.

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