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Dengue: Vacinação começa quarta em Tangará; Cidade encosta nas 8 mil notificações

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Deverá começar na próxima quarta-feira  vacinação contra a dengue em Tangará da Serra, segundo confirmado pela Secretaria Municipal de Saúde à redação do EB. O Ministério da Saúde disponibilizou 1.800 doses para o município, com as Unidades de Saúde da Família (USFs) sendo os únicos locais de aplicação.

Na próxima segunda-feira (06), o município – através da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Epidemiológica – repassará maiores informações sobre a vacinação, em entrevista coletiva.

Nesse primeiro momento, o público prioritário é de menores de 10 a 14 anos, que concentra o maior número de internações (16,4 mil de janeiro de 2019 a novembro de 2023), segundo o Ministério da Saúde.

O esquema vacinal será composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas.

Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) começou ontem (quinta, 02) a distribuir 32 mil doses da vacina contra a dengue para 35 municípios mato-grossenses selecionados pelo Ministério. Os critérios são de que as regiões de vacinação tenham pelo menos um município de grande porte (a partir de 100 mil habitantes), além dos índices de incidência da doença.

A expectativa é de que o Estado receba mais 99 mil doses nas próximas semanas.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, pediu aos pais que moram nos 35 municípios selecionados que levem as crianças de 10 a 14 anos para vacinar, pois esse é o público que deve tomar a vacina agora.

Figueiredo alertou ainda as pessoas para continuarem tomando os cuidados necessários contra o mosquito da dengue, pois cerca de 80% dos criadouros estão em casas ou nos quintais.

Municípios contemplados com a vacina:

Na região, além de Tangará da Serra, recebem as doses os municípios de Campo Novo do Parecis; Sapezal; Nova Olímpia; Barra do Bugres; Porto Estrela; Santo Afonso; Arenápolis; Nova Marilândia e Denise, todos na área de abrangência do Escritório Regional de Saúde.

Nas demais regiões do estado, os municípios que recebem as vacinas são Cuiabá; Várzea Grande; Chapada dos Guimarães; Santo Antônio de Leverger; Planalto da Serra; Nova Brasilândia; Nossa Senhora do Livramento; Jangada; Poconé; Acorizal; Barão de Melgaço; Sinop; Sorriso; Lucas do Rio Verde; Nova Mutum; Nova Ubiratã; Cláudia; Santa Carmem; União do Sul; Feliz Natal; Tapurah; Vera; Santa Rita do Trivelato; Itanhangá; Ipiranga do Norte.

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PJC cumpre mandados para apurar esquema de corrupção em hospital de Campo Novo

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Investigações iniciaram após denúncia de oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI ligada ao atendimento prestado pela unidade hospitalar

A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Silêncio Comprado para cumprir 20 ordens judiciais relacionadas a um suposto esquema de corrupção envolvendo a gestão do Hospital Municipal Euclides Horst, em Campo Novo do Parecis.

As medidas, expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo de Tangará da Serra, incluem mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores, medidas cautelares diversas da prisão e quebras de sigilo telefônico e telemático.

Os mandados são cumpridos em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e nas cidades paulistas de Barueri e Cotia. O objetivo é reunir provas, dimensionar a extensão dos fatos investigados e preservar recursos públicos.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e apuram suposta tentativa de interferência nos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) nº 01/2025, instaurada para investigar possíveis irregularidades na gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncia encaminhada pelo Ministério Público sobre suposta oferta de vantagem indevida para influenciar integrantes da CPI, além de indícios de irregularidades na execução de contratos de gestão da unidade hospitalar.

Entre os fatos apurados estão suspeitas de pagamentos por serviços não prestados, emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas, movimentação irregular de recursos públicos e possível desvio de valores ligados à administração do hospital.

De acordo com a Deccor, os elementos reunidos até o momento apontam, em tese, para a prática de crimes contra a administração pública, especialmente corrupção ativa, sem prejuízo da apuração de outros delitos no decorrer das investigações.

A operação contou com apoio da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), das delegacias de Arenápolis e Campo Novo do Parecis, além da Polícia Civil de São Paulo.

O nome da operação, Silêncio Comprado, faz referência à denúncia de suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI, fato que originou a investigação.

A ação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, por meio da Operação Pharus, voltada ao combate de grupos criminosos no estado.

(Assessoria PJC-MT)

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