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CAGED: Tangará, Diamantino, Nova Olímpia e Barra do Bugres são destaques na geração empregos

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Mato Grosso registrou a criação de 1.085 novos empregos com carteira assinada no mês de março, segundo dados do Novo Caged, divulgados essa semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No primeiro trimestre, foram criadas 25 mil 688 novas vagas formais no estado.

Quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas tiveram saldo positivo, sendo: Serviços, com duas mil 664 novas vagas, Construção, mil 671, Indústria mil 272, e Comércio, com 237 vagas.

Apenas o setor da Agropecuária teve queda no período, de -4.759 postos de trabalho.

Região Sudoeste

Na região Sudoeste, os municípios que mais se destacaram em março foram Nova Olímpia e Barra do Bugres. Os dois municípios estão, respectivamente, na quinta e na sexta colocação no quesito saldo de empregos, ficando atrás apenas de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sinop. (Veja tabela 1)

Tabela 1 – Fonte: Caged/MTE

Nova Olímpia mostra um saldo positivo de 271 empregos formais, resultado de 552 admissões contra 281 desligamentos. Já Barra do Bugres apresenta um saldo de 258 empregos com carteira assinada, em razão das 488 admissões ante 258 demissões. O setor responsável pelo resultado positivo nesses dois municípios é a indústria, através do segmento sucroalcooleiro.

Na divisão por municípios, a capital Cuiabá reuniu o maior saldo do período, com a abertura de mil 393 novas vagas com carteira assinada, o que levou o estoque na capital a um total de 216 mil pessoas formalizadas no mercado de trabalho.

Na sequência dos cinco municípios com maior saldo em março aparece Várzea Grande, com 894, Rondonópolis, 834, Sinop, 353 e Nova Olímpia com 271 vagas de emprego.

Em comparação com mesmo período de 2023, o estado registrou aumento de 1.200% em novas contratações formais. Em março do ano passado, o saldo foi de 86 novos postos criados.

Acumulado de 12 meses

Já no acumulado da geração de empregos dos últimos 12 meses em Mato Grosso, o destaque na região Sudoeste fica por conta de Tangará da Serra. A cidade do alto da Serra de Tapirapuã é a oitava com maior saldo de empregos com carteira assinada entre abril de 2023 e março de 2024.

Em um ano, Tangará da Serra registrou 18.352 admissões contra 17.292 desligamentos, perfazendo um saldo de 1.060 empregos formais. À frente de Tangará da Serra figuram Cuiabá (saldo 7.462), Rondonópolis (saldo 4.891), Várzea Grande (saldo 3.848), Sinop (saldo 3.370), Sorriso (2.038), Lucas do Rio Verde (1.642) e Nova Mutum (1.244).

Diamantino aparece como 10º município melhor no saldo de empregos no estado durante os últimos 12 meses, com 867 postos de trabalho. (Veja tabela 2)

Tabela 2 – Fonte: Caged/MTE

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Ritual que vale milhões: MT amplia venda de carne bovina halal para países muçulmanos

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Para conquistar novos mercados e ampliar sua presença no comércio internacional, frigoríficos de Mato Grosso têm intensificado os investimentos no abate halal de carne bovina, método exigido por países muçulmanos para a importação da proteína. No Brasil, 145 plantas frigoríficas possuem certificação halal, sendo 32 no estado, segundo a Fambras Halal, a maior certificadora de produtos halal da América Latina.

Halal significa permitido e, para que o processo seja certificado, é necessário seguir uma série de critérios rigorosos. Primeiro os bovinos vivos são inspecionados para garantir que estão saudáveis e o manejo é realizado de forma calma para não estressar o animal.

Depois, um profissional muçulmano treinado e certificado realiza o ritual do Zabihah, que é o abate halal, o degolador abate o animal com um corte único, profundo e rápido na região do pescoço, sendo feita a invocação do nome de Allah nesse processo. Outro procedimento é suspender a carcaça para que o sangue escoe completamente por gravidade.

Cada carcaça é então identificada, rastreada e recebe o selo halal. A carne certificada fica armazenada em local separado, para não haver nenhum tipo de contaminação cruzada e garantir a integridade do produto conforme as normas religiosas.

Em Mato Grosso, os 29 frigoríficos certificados para abate halal estão distribuídos em 22 municípios, entre eles Várzea Grande, Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop, Água Boa, Alta Floresta, Diamantino, Confresa, Juruena, Juara e Colíder.

Entre os principais destinos da carne bovina mato-grossense que exigem o abate halal estão mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Indonésia, Malásia, Singapura, Egito, Argélia e Turquia. O consumo mais comum da proteína bovina nesses países é feito de forma grelhada, cozida ou ensopada.

Para Mato Grosso, que detém o maior rebanho bovino do Brasil, ampliar espaço no mercado muçulmano representa grandes oportunidades de negócio. Isso porque a certificação halal agrega valor ao produto, amplia o acesso a mercados premium e fortalece a competitividade da carne mato-grossense no cenário global.

“O mercado halal é estratégico e vem crescendo de forma consistente. Mato Grosso tem trabalhado para ampliar sua presença nesses países, garantindo não só volume, mas qualidade e conformidade com as exigências internacionais. Isso abre portas e aumenta a rentabilidade de toda a cadeia produtiva”, destaca o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

(Thalyta Amaral – Assessoria)

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