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Nova Fronteira: Rondônia vive “boom” no agronegócio e ganha unidade da AG Ceres

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A crescente demanda mundial por alimentos faz o Brasil se destacar nos mercados consumidores com a sua principal vocação: a produção agropecuária. Nesse cenário, o País se vale de suas potencialidades de solo e clima para ampliar a oferta de alimentos, agora com importante participação do estado de Rondônia, a nova fronteira agrícola brasileira.

Produção crescente em Rondônia: Soja ganhou uma área cultivada de 544 mil hectares na atual safra.

Para se ter uma ideia, o Valor Bruto da Produção Agropecuária rondoniense mais que dobrou em quatro anos, saltando de R$ 9 bilhões em 2019 para mais de R$ 20 bilhões em 2023. O estado tem um clima favorável para a produção agropecuária e conta com investimentos em tecnologia, fatores que devem resultar em 3,3 milhões de toneladas de grãos nesta safra, segundo estimativas da Embrapa.

Filial da AG Ceres em Vilhena, polo de produção que engloba outros municípios produtores, como Chupinguaia e Cerejeiras.

O aumento da demanda por alimentos no mercado internacional favorece esse crescimento, percebido com clareza na atual safra e nas duas temporadas anteriores. “A soja, por exemplo, ganhou uma área cultivada de 544 mil hectares na atual safra. Isso é um aumento significativo na comparação com dois anos atrás, quando a área era de 396 mil hectares. São quase 40% a mais em relação à safra 2021/2022”, observa o empresário Clóvis Félix de Paula, diretor-proprietário da AG Ceres Agromercantil, empresa especializada em comercialização e logística para commodities, com sede em Tangará da Serra, no Mato Grosso. (Assista o vídeo ao final do texto)

Clóvis: “Queremos dar a nossa contribuição e participar desse crescimento que estamos vendo do agronegócio em Rondônia”.

A AG Ceres prevê um “boom” no agronegócio em Rondônia. A vocação do estado para a produção de alimentos levou a direção da empresa a pensar na abertura de uma filial em Vilhena, polo de produção que engloba outros municípios produtores, como Chupinguaia e Cerejeiras. “Tivemos um crescimento importante na nossa carteira de clientes em Rondônia e consideramos a questão logística, de proximidade dos principais parceiros de negócios”, observa Clóvis Félix de Paula, que aponta para uma estimativa de produção na ordem de 1,7 milhão de toneladas nas lavouras rondonienses, além da facilidade de escoamento a partir do porto de Porto Velho, no rio Madeira.

Facilitadora de negócios

Há 14 anos no mercado, credibilidade conquistada traz como resultado a ampliação da carteira de clientes.

A AG Ceres é uma facilitadora dos negócios agropecuários, com intermediação de compra e venda de commodities e histórico de atuações em todo o Brasil e no exterior, estabelecendo uma conexão segura entre o produtor e o mercado, contando com equipe especializada e logística própria. “Nosso objetivo é dar segurança nas transações e facilidade ao produtor rural que atendemos, do início ao fim do processo”, destaca o empresário.

Empresa é uma facilitadora dos negócios agropecuários, estabelecendo uma conexão segura entre o produtor e o mercado, com equipe especializada e logística própria.

A empresa atua no mercado de commodities há 14 anos. A credibilidade conquistada ao longo dessa trajetória traz como resultado a ampliação da carteira de clientes, a exemplo do que vem ocorrendo no estado de Rondônia, o que motivou a abertura de uma unidade no estado. “Queremos dar a nossa contribuição e participar desse crescimento que estamos vendo do agronegócio em Rondônia”, finaliza Clóvis Félix de Paula.

(*) Assista ao vídeo institucional da AG Ceres, na sequência:

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Biorrefinaria Uisa integra produção sustentável à preservação de nascentes e biodiversidade

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No ano em que Nova Olímpia completa 40 anos de emancipação, a presença da Uisa remonta ao período anterior à formação do município. Fundada em 1980, ainda como Destilarias Itamarati, a empresa acompanhou a estruturação da cidade e sua evolução ao longo das últimas décadas. Com atuação contínua no setor sucroenergético, a biorrefinaria integra a base econômica local e mantém participação no desenvolvimento regional, associando produção industrial a iniciativas voltadas à sustentabilidade ambiental.

Instalada em Nova Olímpia, a Uisa, empresa do setor sucroenergético que transforma matérias-primas em bioprodutos e bioalimentos, mantém um conjunto de programas ambientais voltados à preservação de nascentes, recuperação de áreas degradadas e segurança hídrica.

Caetano Henrique Grossi: “Mantemos o foco na preservação ambiental, no uso consciente da água e na recuperação de áreas degradadas”.

O programa Águas da Guanabara, uma das principais iniciativas da Uisa, criado em 2004, opera em uma área estratégica por integrar a zona de transição entre os biomas Cerrado e Amazônia, na bacia do Alto Paraguai, região formadora do sistema hídrico do Pantanal.

Segundo o gerente de Sustentabilidade da Uisa, Caetano Henrique Grossi, atualmente 245 nascentes localizadas em cerca de 50 mil hectares da companhia estão mapeadas e preservadas. “Nosso objetivo é garantir o abastecimento de rios e córregos, além de manter o equilíbrio ambiental e a disponibilidade de água na região”, afirmou.

Mapeamento com tecnologia e validação ambiental

A tecnologia é um dos pilares do programa. O levantamento das nascentes é realizado com uso de sensoriamento remoto, geoprocessamento e imagens de satélite, cruzadas com dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Levantamento das nascentes ocorre por sensoriamento remoto, geoprocessamento e imagens de satélite.

“Esse método permite identificar áreas que necessitam de intervenção e monitorar as condições ambientais, caso a caso”, explicou Grossi.

O trabalho também conta com validação de órgãos ambientais e acompanhamento técnico, além de estudos independentes que atestam a precisão do mapeamento e a efetividade das ações.

Biodiversidade e qualidade da água

As intervenções incluem reflorestamento, controle de erosão, manejo do solo e manutenção da cobertura vegetal. A recomposição das áreas é feita com espécies nativas do Cerrado e da Amazônia, produzidas em viveiro próprio, que mantém cerca de 75 variedades, incluindo espécies ameaçadas.

O viveiro conta com capacidade de produção anual de até 200 mil mudas.

Desde o início do programa, mais de 2 milhões de mudas foram plantadas. Entre 2007 e 2024, a área de vegetação nativa foi ampliada em 1.030 hectares, o que representa aumento de 8% na cobertura vegetal.

De acordo com Grossi, os resultados também aparecem na biodiversidade e nos recursos hídricos. “Identificamos 163 espécies arbóreas e 355 espécies de animais — incluindo onça-pintada, anta, lobo-guará e tamanduá-bandeira — considerados indicadores de equilíbrio ambiental”, relatou.

Na área hídrica, sete nascentes degradadas tiveram a vazão recuperada após ações de revitalização. O Índice de Qualidade da Água (IQA) permanece classificado como “bom”, segundo monitoramento técnico.

Integração entre produção e sustentabilidade

As ações ambientais estão integradas ao modelo produtivo da biorrefinaria, baseado em economia circular. A produção utiliza integralmente a cana-de-açúcar e reaproveita subprodutos como vinhaça e resíduos orgânicos na fertirrigação e na melhoria do solo.

O uso eficiente da água é um dos pilares operacionais.  “Em nosso processo industrial, a água é reutilizada em circuito fechado, sem descarte em corpos hídricos”, disse Grossi. Segundo ele, a adoção de tecnologias de recirculação contribuiu para a redução do consumo de água, tanto na indústria quanto nas operações agrícolas.

A unidade também gera energia elétrica a partir da biomassa, garantindo autossuficiência energética e fornecimento de excedente ao Sistema Interligado Nacional.

Ações regionais e engajamento comunitário

Além das áreas próprias, a empresa mantém iniciativas voltadas à comunidade, com destaque para a doação de mudas e ações de educação ambiental, por meio do projeto Pensamos Verde, que já destinou mais de 570 mil mudas a produtores rurais, instituições e comunidades em 16 municípios de Mato Grosso.

As atividades incluem orientação técnica, campanhas educativas e programas voltados a estudantes.

“Mantemos o foco na preservação ambiental, no uso consciente da água e na recuperação de áreas degradadas”, afirmou Grossi. “A ampliação das ações ocorre principalmente por meio da distribuição de mudas e do fortalecimento de projetos comunitários.”

O modelo adotado já recebeu premiações e certificações ambientais e é apontado como referência no setor sucroenergético, com reconhecimento por iniciativas voltadas à preservação do bioma pantaneiro.

Segurança hídrica como eixo estratégico

A segurança hídrica é fundamental para garantir a regularidade dos fluxos de água que sustentam rios, biodiversidade e atividades econômicas. A preservação dessas áreas mantém o equilíbrio dos ecossistemas, reduz riscos de escassez e assegura o abastecimento humano e produtivo, além de contribuir para a estabilidade climática.

Segundo Grossi, na Uisa, a preservação das nascentes é tratada como elemento central para a continuidade das atividades produtivas e para a manutenção dos ecossistemas regionais.

“Nossa estratégia busca alinhar produção agrícola, conservação ambiental e disponibilidade de água em uma região sensível do ponto de vista hídrico”, concluiu.

(*) Na sequência, link com matérias sobre registro da presença de onças na área da Uisa e sobre ação educativa com foco ambiental da biorrefinaria.

Imagens registram três onças-pintadas em área da biorrefinaria uisa em Mato Grosso

Uisa promove ação educativa entre produtores para prevenção da mosca-dos-estábulos

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