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Neste domingo, Feira do Centro oferece um alimento energético que veio dos Andes

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Ela é um tubérculo robusto, uma raiz comestível de alto valor nutricional originária das Américas Central e do Sul. Domesticada há milhares de anos por povos originários e civilizações pré-colombianas, como incas e maias, a batata-doce tem, segundo pesquisas arqueológicas e genéticas, seu principal centro de origem na região andina, especialmente no atual Peru e Equador.

Versatilidade, sabor e valor energético estão entre suas principais características. A batata-doce pode ser consumida cozida, assada ou frita, além de servir de ingrediente para pães, panquecas, esfirras, empadas, bolos, tortas e doces. Em escala industrial, o tubérculo também pode ser utilizado para a produção de etanol, tendo como subproduto uma torta destinada à alimentação animal.

Na Feira do Produtor do Centro, em Tangará da Serra, o alimento é encontrado em abundância e com preços acessíveis. Neste domingo (19), a feira começa a atender a partir das 5h para receber consumidores de toda a região.

“A batata-doce está em plena safra, por isso os preços estão bastante atrativos. Neste domingo, atenderemos logo cedo, a partir das cinco da manhã”, destaca o presidente da Associação dos Feirantes, Valdeci Ferraz Aquino.

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Saúde e energia

Cultivada muito antes da chegada dos europeus ao continente americano, a batata-doce ganhou espaço nas mesas brasileiras graças às suas propriedades nutricionais. O alimento é bastante procurado por pessoas que praticam atividades físicas e buscam uma fonte de energia de absorção gradual, além de contribuir para uma alimentação equilibrada.

Rica em carboidratos, fibras, vitaminas do complexo B, vitaminas A e C e minerais como potássio e magnésio, a batata-doce também contém antioxidantes, como o betacaroteno e as antocianinas, substâncias que ajudam a proteger as células contra os radicais livres e o envelhecimento precoce.

Com baixo teor de gordura, o tubérculo ainda auxilia no funcionamento do intestino e pode integrar uma dieta variada e nutritiva.

Confira, abaixo, uma receitas com batata-doce:

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Feira do Centro oferece o sabor e a tradição do leite natural e seus derivados

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O leite é um dos alimentos mais antigos incorporados à alimentação humana e acompanha a própria evolução das sociedades. Seu consumo começou há milhares de anos, ainda no período Neolítico, quando os seres humanos passaram a domesticar animais e a desenvolver formas mais permanentes de produção de alimentos.

Vestígios arqueológicos encontrados em antigas cerâmicas indicam que o consumo de leite e de seus derivados já fazia parte da vida de comunidades do Oriente Médio e de outras regiões do Crescente Fértil há pelo menos 10 mil anos. A criação de ovelhas, cabras e bovinos ampliou as possibilidades de aproveitamento dos animais, incorporando o leite à alimentação cotidiana.

Em Tangará da Serra, o leite também representa uma importante atividade da agricultura familiar. Além do produto in natura, a produção leiteira dá origem a uma variedade de alimentos de grande aceitação no mercado, como queijos, requeijões, doces, nata e outros derivados.

Na Feira do Produtor do Centro, o leite está entre os produtos procurados pelos consumidores. Vendido in natura, chega à feira em quantidade considerável e, segundo os próprios feirantes, costuma ter boa procura. Os derivados também conquistam espaço entre os consumidores.

Um dos feirantes que comercializa leite e derivados é Valdeci Ferraz Aquino (na foto abaixo, em seu box), presidente da Associação dos Feirantes de Tangará da Serra (Asfet). Ele confirma a procura pelo produto.

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“Se o consumidor não chegar cedo, pode ficar sem o leite, porque vende muito bem”, revela.

Entre as principais regiões produtoras de leite do município estão a Linha 12, Córrego das Pedras, Acampamento e Gleba Bandeirantes. O rebanho leiteiro é formado principalmente por animais da raça Girolando, conhecida pela aptidão para a produção de leite e pela adaptação às condições climáticas brasileiras.

Benefícios

O leite e seus derivados integram um grupo de alimentos de importante valor nutricional. São fontes de proteínas e cálcio e também fornecem minerais como fósforo e potássio, além de vitaminas.

O cálcio presente nos alimentos lácteos apresenta elevada biodisponibilidade, o que significa que pode ser bem aproveitado pelo organismo. Por isso, o leite e seus derivados fazem parte de uma alimentação associada à manutenção da saúde óssea e ao fornecimento de proteínas importantes para a formação e manutenção da massa muscular.

A quantidade e a frequência adequadas de consumo, entretanto, variam conforme a idade, as necessidades nutricionais e as condições individuais de cada pessoa.

A “cachorrada”

O leite faz parte da alimentação de muitas pessoas desde a infância. Por isso, também está presente em lembranças, histórias e tradições familiares. É o caso de Valdeci Ferraz Aquino, que transformou uma lembrança da infância em um dos produtos que hoje comercializa na feira.

Era 1969. Valdeci ainda era criança e acompanhava os pais, Dona Noemi e ‘Seo’ Juanir, na rotina da propriedade rural da família, no município de Iguatemi, no Mato Grosso do Sul.

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Numa manhã, Dona Noemi colocou para ferver uma grande panela de leite recém-ordenhado das vacas da propriedade. Naquele dia, porém, algo saiu diferente do esperado: o leite coalhou.

Para não desperdiçar o produto, Dona Noemi acrescentou açúcar à coalhada e improvisou um doce. O que poderia ter sido apenas uma solução para aproveitar o leite acabou se transformando em uma tradição culinária da família.

Quando voltou da lida, Juanir entrou na cozinha e pediu leite para beber. A resposta da esposa foi direta: “Coalhou!”

Frustrado, Juanir reagiu: “Que cachorrada!”

E o nome ficou.

Décadas depois, a “cachorrada” é um dos produtos comercializados por Valdeci e sua esposa, Dª Cleide, no Box 81 da Feira do Produtor do Centro. Semelhante à ambrosia, mas preparada sem a adição de ovos, o doce mantém a receita que nasceu de uma situação corriqueira na propriedade da família e hoje desperta a curiosidade e o paladar dos frequentadores da feira.

Morador da localidade do Acampamento, Valdeci também oferece leite de vaca, queijo, doce pastoso, doce em cubos e nata.

Assim, entre o leite que chega fresco à banca e os produtos que carregam receitas transmitidas ao longo do tempo, a feira preserva não apenas uma tradição alimentar, mas também um pouco da memória de quem vive da produção rural.

(*) Assista ao vídeo:

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