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“E se você não conseguisse explicar sua dor?”: Chico propõe solução para surdos na saúde

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A fala de uma pessoa surda durante conferência em Campo Novo do Parecis levou o deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB) a apresentar, em 1º de julho, o Projeto de Lei nº 869/2026, que cria o Sistema Tele-Libras Saúde em Mato Grosso. A iniciativa prevê atendimento remoto em Libras em hospitais, UPAs e demais unidades de saúde, garantindo comunicação em tempo real entre pacientes surdos, acompanhantes e profissionais.

O objetivo é eliminar barreiras e assegurar atendimento digno e seguro, permitindo que pessoas surdas relatem sintomas, compreendam diagnósticos e participem das decisões sobre seu tratamento. Para Chico, inclusão significa não apenas acesso, mas condições reais de participação e respeito dentro dos serviços públicos.

O sistema será implementado de forma progressiva, começando por hospitais regionais e unidades de urgência, e depois expandindo para UBS e centros de especialidades. A central remota substituirá a necessidade de intérpretes fixos em cada unidade, ampliando a cobertura e agilizando o atendimento.

“A comunicação não pode ser uma barreira quando a vida está em risco. É preciso garantir que a pessoa seja compreendida e também compreenda todas as informações sobre o próprio atendimento”, destacou o parlamentar.

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Endividamento rural segue sem solução e contraproposta do governo não convence FPA

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Enquanto o agronegócio brasileiro acumula sucessivos recordes de produtividade, o endividamento rural continua sendo um dos principais desafios enfrentados pelo setor. Em Brasília, o impasse em torno do Projeto de Lei 5.122/2023, que trata da renegociação das dívidas dos produtores rurais, permanece sem solução e gera crescente preocupação quanto ao acesso ao crédito para a próxima safra.

Nesta semana, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) analisou a contraproposta apresentada pelo governo federal, elaborada na forma de uma Medida Provisória. No entanto, a avaliação da bancada ruralista foi de que o texto ainda está longe de atender às necessidades do setor. Persistem divergências sobre os critérios de enquadramento dos produtores, taxas de juros, prazos de carência, período de pagamento e, principalmente, sobre a abrangência da renegociação. Enquanto o governo pretende restringir o benefício aos produtores afetados por eventos climáticos, a FPA defende que também sejam contemplados aqueles que enfrentaram dificuldades decorrentes da elevação dos custos de produção, juros elevados e queda da rentabilidade nos últimos anos.

Deputado Pedro Lupion, presidente da FPA: questões consideradas cruciais ainda precisam ser discutidas, como o montante das operações, os critérios de enquadramento dos produtores e as condições dos juros e prazos.

O principal argumento do Ministério da Fazenda para resistir ao projeto é o impacto fiscal da proposta. A equipe econômica estima um custo de aproximadamente R$ 140 bilhões, valor contestado pela FPA, que sustenta que o programa teria custo significativamente menor e poderia ser executado de forma gradual.

Para o jornalista Olmir Cividini, autor da coluna Circuito Rural, o maior desafio do agronegócio neste momento é garantir que os produtores, mesmo após alcançarem elevados índices de produtividade, não sejam penalizados com restrições ao crédito. Na avaliação do colunista, sem uma solução para o endividamento rural, milhares de produtores poderão enfrentar dificuldades para financiar a próxima safra, comprometendo investimentos, a continuidade da produção e a competitividade do setor. (Ouça a coluna de Cividini na íntegra, no áudio Youtube ao final do texto)

A expectativa da bancada ruralista é de que as negociações com o governo avancem nos próximos dias. No entanto, a FPA já deixou claro que não concorda com a substituição automática do projeto aprovado pelo Senado por uma Medida Provisória e mantém a defesa da votação do PL 5.122/2023 como base para uma solução definitiva ao problema.

Enquanto governo e bancada ruralista mantêm as negociações, produtores aguardam uma definição que permita recuperar o acesso ao crédito antes do início do próximo ciclo agrícola.

Na sequência, a íntegra do Circuito Rural:

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