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Infraestrutura & Logística

Governo federal vai investir R$ 1,7 bi em melhorias nos setores rodoviário e ferroviário

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O governo federal anunciou um investimento de R$ 1,7 bilhão em melhorias nos setores rodoviário e ferroviário do país. O objetivo é retomar e intensificar as obras, preparar as rodovias para o período das chuvas, diminuir o número de acidentes graves nas estradas e garantir o escoamento da safra agrícola. A ação faz parte do Plano de 100 Dias de ações prioritárias do Ministério dos Transportes.

Com o aporte, será possível entregar 861 quilômetros de estradas pavimentadas, revitalizadas e sinalizadas, até abril deste ano, além da construção e revitalização de 72 pontes e viadutos no mesmo período. As principais obras estão localizadas em 12 rodovias que cortam o país: BR-432/RR, BR-364/AC, BR-116/CE, BR-101/SE, BR-116/BA, BR-080/GO, BR-101/AL, BR-381/MG, BR-, 447/ES, BR-163/PR, BR-470/SC e BR-116/RS.

Atualmente, cerca de 20% das rodovias federais estão concedidas à iniciativa privada, segundo dados do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Para o diretor de Planejamento e Economia da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), Roberto Guimarães, cabe ao governo manter as boas condições de uso das rodovias não concedidas.

“Buraco em rodovia sem manutenção, rodovia sem estar duplicada aumenta o custo do transporte, aumenta o custo do pneu, do óleo diesel, gasta mais óleo. Então é muito importante investir nas rodovias não concedidas à iniciativa privada. E se não foram concedidas ainda, é porque não tem o retorno econômico para o setor privado comprar. Então é papel do estado mantê-las.”

Guimarães destaca os principais benefícios do investimento no setor rodoviário: “O benefício é redução de custos, do Custo Brasil, da poluição, porque quanto menos tempo o caminhão fica na estrada, ele gasta menos combustível e polui menos. O investimento em rodovia é redução de acidentes.”

O professor de Economia de Transportes da Universidade de Brasília (UnB), Gildemir da Silva, explica que o investimento em rodovias pode aumentar a competitividade da economia nacional.

“No momento em que diminui custos logísticos, o produto tem um valor menor no mercado. E aí ele entra em competitividade com outros produtos de valores menores em outros países. Então, investir em rodovia faz com que o custo logístico diminua, o que diminui o custo do produto final. O produto final, sendo de menor preço, fica mais competitivo no mercado internacional.”

Outra vantagem econômica é a geração de emprego e renda, como aponta Gildemir da Silva. “Existem duas vertentes. Primeiro no processo de construção e manutenção [das rodovias] que gera recursos e empregos. E no segundo momento na operação, que também gera empregos. E hoje com a indústria 4.0, esses empregos podem ser de alta tecnologia. Como aumenta a competitividade, as indústrias nacionais, o agronegócio e a mineração alavancam certos trabalhos também, porque o volume aumenta, e aí precisam de mais gente trabalhando.”

Ferrovias

No setor ferroviário, as ações do Plano de 100 Dias envolvem:

– FIOL II – Publicação do Edital – Lote 7F – remanescente de obras (abril/2023)

– EF-222/RJ – Contratação da 3ª etapa da Adequação de Ramal Ferroviário em Barra Mansa-RJ (abril/2023)

– Novas ferrovias autorizadas – Assinatura de 11 contratos

– Corredor FICO-FIOL – Fase final dos estudos (abril/2023)

– Rumo Malha Oeste – Audiência Pública (abertura)

– EF-170 MT/PA – Tratativas para retomada dos estudos

– Visitas técnicas a obras – FIOL I (Ilhéus/BA-Caetité/BA) e FIOL II (Caetité/BA-Barreiras/BA); Ferrovia Norte-Sul (trecho em obras Ouro Verde/GO-Rio Verde/GO); FICO (Mara Rosa/GO-Água Boa/MT); Transnordestina

– Destinação, por meio de doação ou cessão, de 1.000 sucatas de vagões e locomotivas

– Revisão do Marco Regulatório de Ferrovias

– Diretrizes da Política Pública de Autorizações Ferroviárias

– Estruturação do Programa PPP Ferrovias

– Política Nacional de Transporte Ferroviário de Passageiros

O diretor de Planejamento e Economia da ABDIB, Roberto Guimarães, explica que a malha ferroviária brasileira atualmente é pequena e serve, basicamente, para transporte de minério de ferro e de soja.

“É um investimento estruturante. E o setor privado não faz isso sozinho. O que é estruturante? Você vai de um lugar A para B que nem sempre tem a demanda. Mas você faz a ferrovia primeiro e depois vai gerar todos os adensamentos ao longo da ferrovia. Então é muito importante o país estar pensando em melhorar o seu modal de transporte, colocar mais ferrovias, com parcerias público-privadas. Então é preciso ter nas ferrovias parceria público privada, com todos os benefícios: redução de poluição, melhora no transporte e redução do Custo Brasil.”

Baixo investimento

O Plano de 100 Dias também prevê a retomada de 670 quilômetros de obras que estão paradas atualmente por falta de verbas, a elaboração de projetos que contemplam 1.400 quilômetros de rodovias, além de 19 ações ambientais envolvendo estudos, plantio compensatório e recuperação de áreas degradadas.

No entanto, o professor Gildemir da Silva avalia que o aporte de R$ 1,7 bilhão é um recurso baixo.

“Eu não sei se isso resultará em grandes resultados. Contudo, investir em rodovias nesse momento é um ponto mais crucial, porque, no curto prazo, rodovias dão resultados mais rápidos. E há a necessidade de recuperação de algumas estradas. E aí vai depender da prioridade dada. Já as ferrovias, R$ 1,7 bilhão não resolve muita coisa. Ferrovia é muito caro.”

O Ministério dos Transportes também recebeu sugestões de ações prioritárias por meio de uma consulta pública. Ao todo, foram mais de 6.000 contribuições da sociedade civil, sendo a maioria no sentido de ampliar a competitividade da infraestrutura e da logística de transportes de cargas e pessoas; promover a segurança do trânsito; melhorar a qualidade da infraestrutura e serviços de transportes; entre outros pontos relacionados à redução da burocracia, sustentabilidade, governança e acesso à informação.

(Fonte: Brasil 61)

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Rodovias estaduais: Novas concessões incluem dois lotes na região Tangará/Barra do Bugres

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT), realizará audiência pública virtual no próximo dia 21 (terça-feira) para apresentar os estudos da concessão de 21 rodovias estaduais, divididas em 10 lotes. O encontro será transmitido pelo canal da Sinfra-MT no YouTube, das 9h às 11h, e permitirá que a população contribua com sugestões antes da publicação do edital.

Entre os trechos contemplados, ganham destaque os lotes G e H, que abrangem rodovias essenciais para a mobilidade e o escoamento da produção agrícola na em nossa região:

  • Lote G: 254,51 km das MT-010, MT-160 e MT-343, atendendo municípios como Barra do Bugres, Cáceres, Arenápolis e Porto Estrela.
  • Lote H: 122,16 km das MT-246 e MT-339, passando por Tangará da Serra, Barra do Bugres, Nova Olímpia e Rio Branco.

Agora pavimentada, a MT-339 mostra ganho no fluxo de veículos. Estrada consta no lote “H” do novo pacote de concessões.

A concessão é a solução encontrada para manter as rodovias em boas condições de trafegabilidade, garantindo manutenção contínua, investimentos em infraestrutura e maior segurança para motoristas e produtores rurais. Para cidades como Tangará da Serra e Barra do Bugres, que dependem diretamente dessas estradas para o transporte de cargas e deslocamento diário, o projeto representa um avanço decisivo.

Além de reduzir custos logísticos e agilizar o transporte, a iniciativa deve trazer mais conforto e segurança aos usuários, com serviços de apoio e monitoramento. A expectativa é que os lotes G e H se tornem vetores de desenvolvimento regional, fortalecendo a ligação entre municípios e assegurando que nossas estradas deixem de ser um desafio e passem a ser um instrumento de crescimento.

Confira a divisão das rodovias dos demais lotes:

LOTE A: 287,30 km
Rodovias: MT-320, MT-422, MT-423, MT-429.
Municípios: Cláudia, Marcelândia, Nova Santa Helena, Santa Carmem, Sinop e União do Sul.

LOTE B: 161,48 km
Rodovias: MT-100, MT-240, MT-326.
Municípios: Água Boa, Cocalinho, Nova Nazaré.

LOTE C: 291,875 km
Rodovia: MT-100
Municípios: Araguaiana, Araguainha, Alto Araguaia, Barra do Garças, Ponte Branca, Pontal do Araguaia, Ribeirãozinho e Torixoréu.

LOTE D: 240,26 km
Rodovias: MT-110 e MT-270.
Municípios: Alto Garças, Guiratinga, Rondonópolis, São José do Povo e Tesouro.

LOTE F: 124,83 km
Rodovias: MT-060 e MT-451.
Municípios: Nossa Senhora do Livramento e Poconé.

LOTE I: 183,74 km
Rodovias: MT-010, MT-160, MT-249 e MT-492.
Municípios: Lucas do Rio Verde, Nova Maringá, Nova Mutum, São José do Rio Claro e Tapurah.

LOTE J: 286,95 km
Rodovias: MT-010 e MT-242.
Municípios: Brasnorte, Ipiranga do Norte, Itanhangá, Juara, Nova Maringá e Tapurah.

LOTE K: 186,27 km
Rodovias: MT-010, MT-222 e MT-491.
Municípios: Ipiranga do Norte, Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Sinop e Sorriso.

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