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Fevereiro é o mês mais chuvoso desde setembro; volume da temporada é 20% menor

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A atual temporada chuvosa em Tangará da Serra, considerada a partir de setembro do ano passado, apresenta volume 20% menor em relação ao período anterior (2024/2025). Os dados são do levantamento do EB junto ao Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), complementado por medições realizadas pela redação por meio de pluviômetro particular.

Na temporada chuvosa anterior, entre setembro de 2024 e junho de 2025 — quando ocorreu a última precipitação do período — o volume acumulado chegou a 2.433 milímetros. O índice é o maior desde 2013, ano em que as chuvas também superaram os 2.000 mm. A média mensal no período foi de 243,3 milímetros.

Na temporada atual, as chuvas acumulam 1.168 milímetros desde setembro do ano passado, resultando em média de 194 milímetros até esta segunda-feira (23). Até o momento, fevereiro é o mês mais chuvoso do período, com média diária de 9 milímetros e acumulado de 207 milímetros, segundo o Inmet.

Chuva desta madrugada em Tangará da Serra chegou a 59 milímetros em algumas partes da cidade.

Pelo controle particular realizado pela redação do EB, na região da Cidade Alta, o volume registrado em fevereiro é maior. A somatória das chuvas neste mês chega a 305 milímetros, com média diária de 13,3 milímetros até a última medição, nesta segunda-feira. Em fevereiro do ano passado, o acumulado foi de 407 milímetros.

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Previsão

A previsão indica continuidade das chuvas ao longo da semana em Tangará da Serra. Entre a noite de domingo e a manhã desta segunda-feira (23), foram registrados 59 milímetros na região da Cidade Alta.

O site da Climatempo aponta volumes diários entre 7 e 45 milímetros até a próxima sexta-feira (27). Previsões semelhantes constam nos boletins do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec/Inpe) e do Inmet.

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Meteorologia prevê declínio de temperatura em Mato Grosso na próxima semana

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Conforme antecipado pelo Enfoque Business no início deste mês, uma nova e forte massa de ar polar deverá avançar sobre o Centro-Sul do Brasil nos próximos dias, provocando a tradicional “friagem” em Mato Grosso. As mínimas poderão chegar aos 12°C em cidades como Tangará da Serra e Cuiabá, especialmente a partir do dia 25 de junho.

Em municípios localizados em áreas mais elevadas ou de relevo favorável ao resfriamento, como Chapada dos Guimarães e Reserva do Cabaçal, os termômetros poderão registrar até 10°C, configurando uma queda significativa para os padrões climáticos do estado.

De acordo com os principais institutos e plataformas de meteorologia do país, o declínio das temperaturas deverá começar a ser sentido já neste final de semana, quando há previsão de aumento da nebulosidade e possibilidade de garoas isoladas. Na próxima semana, a ocorrência de chuvas rápidas entre terça e quarta-feira poderá favorecer o avanço da massa de ar frio, intensificando a friagem em diversas regiões mato-grossenses.

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As temperaturas deverão voltar a subir gradualmente nos últimos dias de junho, mas ainda dentro de um padrão mais ameno, que poderá se estender pelos primeiros dias de julho.

Fenômeno típico

Friagens são típicas nos meses de junho e julho em Tangará da Serra.

Embora o inverno em Mato Grosso seja caracterizado predominantemente pelo tempo seco, dias ensolarados e baixa umidade relativa do ar, a estação também é marcada pela chegada periódica de massas de ar polar vindas do Sul do continente. Essas incursões de ar frio provocam as conhecidas friagens, fenômeno típico da região Centro-Oeste e que costuma provocar quedas bruscas de temperatura em intervalos curtos de tempo.

Atenção à saúde

Além do desconforto térmico, as mudanças climáticas desta época do ano exigem atenção especial à saúde. A combinação entre frio, tempo seco e maior permanência das pessoas em ambientes fechados favorece a circulação de vírus respiratórios, entre eles o da Influenza. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis.

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Especialistas recomendam reforçar a hidratação, manter ambientes ventilados, evitar exposição prolongada ao frio durante as primeiras horas da manhã e à noite, além de manter a vacinação contra a gripe em dia. Também é importante procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes como febre, tosse intensa, falta de ar ou agravamento de doenças respiratórias já existentes.

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