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Infraestrutura & Logística

Corazón de Sudamérica: Rota transcontinental entre Mato Grosso e o Pacífico ganha força

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A integração logística entre o oeste de Mato Grosso e o Porto de Iquique, no Chile, avançou para uma nova etapa estratégica. Durante a “Cumbre Internacional de Integración Regional: Ruta del Corazón de Sudamérica”, realizada em San Ignacio de Velasco (Bolívia), autoridades do Brasil, Bolívia e Paraguai discutiram a viabilização de um corredor que promete transformar o fluxo de comércio exterior na região.

Eixo Cáceres-San Matías

A inciativa é brasileira, de Mato Grosso. O presidente da Câmara Municipal de Cáceres, Flávio Negação (MDB), juntamente com outros vereadores signatários, entregou ofício ao governo boliviano de Santa Cruz, propondo parceria institucional para viabilizar um corredor viário entre Cáceres e San Matias. (Veja infográfico ao final do texto)

No documento – denominado “Manifestação de Interesse e Cooperação Institucional” – consta que a cooperação institucional entre Cáceres e San Matías começa pela pavimentação asfáltica do trajeto de cerca de 300 km entre San Matías e San Ignacio de Velasco, sendo “instrumento essencial para o desenvolvimento econômico, turístico, educacional e comercial da região”. O ofício foi assinado, também, pelos vereadores Marcos Ribeiro (PSD), Pacheco Cabeleireiro (PP), Clóvis Salvador (PP) e vereadora Elis Enfermeira (PL).

O evento reuniu lideranças como o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, e o governador do Departamento de Santa Cruz, Luis Camacho Vaca.

Vantagens competitivas imediatas

  • Eficiência Logística: Estimativa de redução de até 40% nos custos de transporte rodoviário em comparação às rotas atuais.
  • Escoamento de Safra: Facilita a exportação de commodities (soja, milho, algodão e carnes) diretamente para os mercados asiáticos via portos do Pacífico.
  • Otimização de Insumos: Agiliza a importação de ureia boliviana para o agronegócio mato-grossense, substituindo importações de longa distância (como a da Rússia) por uma logística regional mais barata e ágil.
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Diferenciais de Mato Grosso (Cáceres)

O município de Cáceres posiciona-se como o hub natural dessa operação por já contar com ativos alfandegários prontos:

  • Posto de Alfandegamento da Receita Federal: Estrutura para liberação ágil de cargas.
  • Zona de Processamento de Exportação (ZPE): Distrito industrial com incentivos tributários e administrativos para empresas exportadoras.

Integração Multissetorial

Além do agronegócio, a “Ruta del Corazón de Sudamérica” projeta impactos positivos em outras verticais:

  • Turismo: Criação de roteiros integrados entre Cáceres, San Matías e Santa Cruz de la Sierra.
  • Educação: Facilitação da mobilidade estudantil e intercâmbio acadêmico entre as instituições da região.

Governança e Próximos Passos

O evento reuniu lideranças de alto nível, incluindo o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, e o governador do Departamento de Santa Cruz, Luis Camacho Vaca. O foco agora reside na articulação diplomática e técnica para garantir a continuidade da ligação terrestre entre Mato Grosso, o Paraguai e o leste boliviano.

(Redação EB – com informações de Marcio Camilo – Assessoria de Imprensa/CMC)

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Infraestrutura & Logística

Primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual será inaugurado neste sábado

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Neste sábado, 20 de junho, será inaugurado em Dom Aquino o primeiro trecho operacional da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, considerada a primeira ferrovia construída a partir de autorização de um governo estadual no Brasil. O empreendimento representa um marco para a infraestrutura logística do Estado e promete fortalecer a competitividade do agronegócio mato-grossense nos mercados nacional e internacional.

A cerimônia ocorrerá às margens da BR-070, onde foi implantado o terminal multimodal que passa a desempenhar papel estratégico no novo corredor logístico estadual. O local funcionará como ponto de integração entre os modais rodoviário e ferroviário, recebendo cargas transportadas por caminhões para posterior embarque nos trens.

Com a entrada em operação do terminal, Dom Aquino assume posição de destaque na logística de Mato Grosso. A cidade sediará uma das principais estruturas da nova malha ferroviária, transformando uma região tradicionalmente agrícola em importante centro de distribuição e escoamento da produção.

Novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano.

O trecho inaugural possui aproximadamente 162 quilômetros de extensão e liga Rondonópolis ao terminal instalado em Dom Aquino. A obra integra a primeira fase da Ferrovia Estadual, que demandou investimentos da ordem de R$ 5 bilhões e é considerada atualmente um dos maiores projetos privados de infraestrutura logística em execução no país.

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Quando totalmente concluída, a ferrovia terá cerca de 743 quilômetros de extensão, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e contando ainda com um ramal estratégico para Cuiabá.

O novo terminal ferroviário foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, principalmente soja e milho. A estrutura definitiva deverá ser concluída no segundo semestre de 2026, ampliando significativamente a capacidade de escoamento da produção agrícola estadual.

A chegada dos trilhos a regiões mais próximas das áreas produtoras é uma reivindicação histórica do setor produtivo. Desde a implantação da Ferronorte em Rondonópolis, em 2013, produtores rurais, empresários e lideranças políticas defendiam a expansão da malha ferroviária para o médio-norte do Estado, reduzindo custos logísticos e aumentando a eficiência no transporte de cargas.

Além dos benefícios econômicos, o projeto também é apontado como importante aliado da sustentabilidade ambiental. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o transporte ferroviário apresenta menores índices de emissão de carbono quando comparado ao modal rodoviário, contribuindo para uma logística mais limpa e eficiente.

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Na mesma linha, a vice-presidente da Rumo, Natália Marcassa, destaca que a expansão ferroviária fortalece a competitividade do agronegócio brasileiro e amplia a capacidade de conexão das cadeias produtivas aos mercados internacionais. Para ela, os trilhos representam uma solução de longo prazo que alia eficiência, segurança e redução das emissões de carbono.

A inauguração deste primeiro trecho simboliza o início de uma nova etapa para a infraestrutura de transportes de Mato Grosso, consolidando o Estado como um dos principais corredores logísticos do agronegócio nacional.

(Fotos Rumo Logística e reprodução Web)

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